Integração online: entenda a forma mais eficaz de acolher novos colaboradores no mundo digital

Começar um novo emprego sempre gera uma mistura de entusiasmo, nervosismo e dúvidas. Com o crescimento do trabalho remoto, esses sentimentos inevitáveis se tornaram ainda mais evidentes durante todo o processo de integração de novos colaboradores, passo fundamental para a retenção de talentos e que influencia diretamente os resultados das empresas. Segundo um estudo desenvolvido pelo Boston Consulting Group, companhias com ações eficazes de integração registram um crescimento 2,5 vezes maior em suas receitas e veem sua margem de lucro subir 1,9 vezes mais. Uma prática que vem passando por mudanças significativas para que os profissionais possam absorver, de forma mais eficiente, a cultura e valores da nova empresa.
 
Segundo Richard Uchoa, CEO da Revvo, líder em aprendizagem corporativa digital no país, existem algumas estratégias para acelerar a integração de um novo colaborador e fazer com que ele performe bem o mais rápido possível. “As empresas precisam proporcionar um ambiente que permita que ele se sinta acolhido emocionalmente e seguro, além de garantir que ele tenha tudo o que precisa para entregar o melhor em sua nova atividade. É necessário pensar que a experiência de integração, independente do canal no qual ela acontece, deve ter a capacidade de energizar e dar direção para o que precisa ser feito”, pontua Richard Uchoa.

Diferenciais do online
Uma das principais vantagens da integração online é que ela pode ser padronizada, garantindo que todos os novos colaboradores passem por todas as etapas e recebam as informações mais relevantes, sem depender de cada gestor da ponta fazendo do seu jeito. Outro ponto é a possibilidade de alcançar mais pessoas e oferecer diversos materiais adicionais, como vídeos do CEO e outros diretores, reforçar as histórias da empresa e trazer outras experiências que não seriam possíveis no presencial.

No entanto, nem tudo pode ser gravado. A interação entre pessoas dentro da organização é fundamental para o desenvolvimento e integração dos novos colaboradores. Essa é outra vantagem do modelo online, que oferece a possibilidade de trazer pessoas chaves para participar de reuniões pontuais com o grupo contendo todos os novos colaboradores do mês. “Por exemplo, ao marcar reuniões mensais de boas-vindas, é possível garantir um momento da diretoria com os iniciantes daquele mês. O CEO pode fazer a mesma coisa. Dessa forma, você ocupa apenas uma hora por mês do gestor e todos os novos colaboradores conseguem ter mais proximidade com a alta direção. Isso fica quase impossível para conciliar agendas e logística no presencial”, destaca o executivo. 

Outro grande benefício da integração online é a possibilidade de oferecer meios para o desenvolvimento de soft skills para os trabalhadores. “Ofertar cursos online, como os de protagonismo, comunicação não violenta e diversidade, focados em uma aprendizagem prática e dinâmica, garantem a evolução profissional e pessoal, não apenas dos novos colaboradores, mas de toda a empresa”, conta. “Também é possível criar cursos online personalizados com outros temas importantes, como os valores da organização, código de ética e políticas internas, garantindo uma boa integração entre pessoas e organização”, finaliza Richard.   

Atenção ao processo 
Outro ponto importante, principalmente se tratando do onboarding online, é ter a dimensão de que este é um processo que exige acompanhamento e tempo de contemplação. Muitas vezes, as empresas acabam desenvolvendo a integração num único dia, algo completamente desproporcional ao tempo médio exigido nessas ocasiões. Dependendo do cargo, essa fase pode demorar semanas ou até mesmo meses.

A partir dessa lógica, por mais que seja importante garantir a autonomia de seus profissionais, é aconselhável prestar uma assistência próxima, principalmente nesse momento inicial. Neste caso, o gestor, por exemplo, deve oferecer e receber feedbacks em intervalos pré-programados para se ter certeza de que todo o processo está sendo assertivo para o colaborador.

“Levando em conta a dinâmica dos negócios cada vez mais intensa, esperar que as pessoas absorvam como a empresa funciona e o papel central da sua atividade em uma jornada super densa de um dia é um contrasenso. Toda experiência de aprendizagem precisa ser pensada a partir de um conjunto de estímulos, um problema para resolver que guia o raciocínio e o aprendiz no centro do processo”, conclui Richard Uchoa.

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