Snapchat: big techs vivem tempos difíceis

O Snapchat é um aplicativo de mensagens multimídia desenvolvido pela Snap. Uma das principais características do Snapchat é que as mensagens geralmente ficam disponíveis apenas por um curto período de tempo.

Vivaldo José Breternitz (*)

As ações da Snap caíram cerca de 25% quando a empresa apresentou seus resultados financeiros do segundo trimestre na última semana, relatando prejuízos da ordem de US$ 422 milhões, que se somam às perdas de US$ 360 milhões do primeiro trimestre. Segundo a Snap, as receitas de publicidade das empresas de mídia social vêm caindo fortemente, o que foi a causa maior desses prejuízos; disse também não ter condições de fazer previsões de receitas para os próximos meses em funções das condições “incrivelmente desafiadoras” desse mercado.

A Snap, que gera mais de dois terços de sua receita na América do Norte, disse que alguns anunciantes continuam enfrentando interrupções na cadeia de suprimentos e escassez de mão de obra, e muitos outros enfrentam custos crescentes em meio à inflação recorde, o que levou a cortes nos gastos com publicidade.

A empresa, com sede na Califórnia, disse que reduzirá significativamente as contratações de pessoal e buscará novas fontes de receita para superar esse momento difícil. Curiosamente isso ocorre no momento em que o Snapchat vê seu número de usuários crescer 18% no último ano, chegando a 347 milhões.

O executivo-chefe da Snap, Evan Spiegel, e o diretor de tecnologia, Bobby Murphy, concordaram em reduzir seus salários a US$ 1 até o final de 2026. Ambos possuem um volume significativo de ações da empresa.

São sinais claros do agravamento da situação econômica em todo o mundo.

(*) É Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas.

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