Geral 18/10/2016

Alterações climáticas podem levar mais de 122 milhões de pessoas à pobreza

Os mais afetados seriam as populações nas zonas mais pobres, os que dependem da agricultura para viver.
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A FAO alertou ontem (17) para a urgência de ajudar o setor agrícola a adaptar-se às alterações climáticas, que poderão deixar mais de 122 milhões de pessoas na pobreza

“A menos que sejam tomadas medidas agora para tornar a agricultura mais sustentável, produtiva e resiliente, os impactos das alterações climáticas vão comprometer gravemente a produção alimentar em países e regiões que já enfrentam uma alta insegurança alimentar”, escreveu o diretor-geral da organização, José Graziano da Silva, no prefácio de um relatório publicado ontem.
Intitulado ‘O estado da Alimentação e da Agricultura’, o relatório sublinha que, se não houvesse alterações climáticas, a maioria das regiões deveria reduzir o número de pessoas em risco de pobreza até 2050. No entanto, com as mudanças no clima e se nada for feito estima-se que entre 35 e 122 milhões de pessoas entrem para a faixa de pobreza. Isto deve-se sobretudo aos impactos negativos do aquecimento global no setor agrícola.
Os mais afetados seriam as populações nas zonas mais pobres da África subsaariana e do Sul e Sudeste Asiático, especialmente os que dependem da agricultura para viver. Graziano da Silva defende que a fome, a pobreza e as alterações climáticas têm de ser abordadas em conjunto, “por um imperativo moral, porque aqueles que hoje mais sofrem são os que menos contribuíram para as alterações climáticas”.
O relatório da FAO recorda que para manter o aumento da temperatura global abaixo do teto de 2°C, as emissões de gases de efeito estufa terão de diminuir 70% até 2050, o que só será possível com o contribuição dos setores agrícolas. Estes setores são responsáveis por, pelo menos, um quinto de todas as emissões, principalmente devido ao desmatamento para converter florestas em terra cultivada e também devido à pecuária e à produção agrícola.
No entanto, escrevem os autores, os setores agrícolas enfrentam um duplo desafio: reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao mesmo tempo e aumentar a produção de alimentos para saciar uma população crescente e cada vez mais rica. Estima-se que a procura global por alimentos em 2050 seja pelo menos 60% maior do que em 2006, mas o crescimento populacional será concentrado nas regiões onde hoje já há maior prevalência de subnutrição e maior vulnerabilidade às alterações climáticas (Ag. Lusa).

Mais de 90% da população brasileira viverão em cidades em 2030

Movimento na Rua 25 de Março, centro de comércio popular de São Paulo.
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Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades no ano de 2030, segundo previsão divulgada ontem (17) pela encarregada nacional do Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Brasil, Rayne Ferretti.
Ela lembrou que o Brasil está localizado no continente mais urbanizado do mundo, a América Latina, e se configura atualmente como o país mais urbanizado da região. Dados do último censo, realizado em 2010, indicam que 84,4% da população brasileira é urbana. A previsão é que, em 2030, esse índice chegue a 91,1% e que, em 2050, toda a América Latina seja 86% urbana.
A encarregada da ONU disse que a urbanização, muitas vezes, é vista como uma oportunidade e uma espécie de motor para o desenvolvimento, mas que os desafios relacionados ao tema persistem. Na América Latina, especificamente, ela citou problemas de ordem econômica e ambiental, expansão desordenada, segregação socioeconômica e questões relacionadas à saúde, segurança e efeitos da mudança climática.
“A gente identifica algumas necessidades muito especiais para as cidades latino-americanas e caribenhas. A gente fala muito dos três ‘R’ do redesenvolvimento urbano, que seriam a Regeneração, a Renovação e Reabilitação das nossas cidades. A América Latina é, ao mesmo tempo, o continente mais urbanizado e também o mais desigual do mundo e a gente não pode fechar os olhos para isso”, explicou Rayne (ABr).

Vigília em frente ao apartamento de Lula

Um grupo de apoiadores do ex-presidente Lula fez uma vigília em frente ao prédio onde ele mora em São Bernardo do Campo, entre a madrugada e na manhã de ontem (17). Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas estavam na rua e não houve nenhum incidente na manifestação que terminou pouco após às 8h00. A vigília foi organizada através de um evento no Facebook após o “Blog da Cidadania” noticiar que o ex-presidente poderia ser preso ontem em uma nova fase da Operação Lava Jato.
O portal foi o mesmo que havia noticiado, uma semana antes da condução coercitiva de Lula pela Polícia Federal, da quebra do sigilo bancário do petista. Lula é réu em três processos ligados à Lava Jato – em Brasília e em Curitiba: um pela compra de um apartamento tríplex no Guarujá, um por obstrução da Justiça por supostamente tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró – preso na Operação e ex-diretor da Petrobras – e um por receber dinheiro da Odebrecht para defender a empresa em palestras.
A defesa do ex-presidente nega todas as acusações e afirma que Lula é alvo de “perseguição” política (ANSA).

Impunidade no caso da Boate Kiss

O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou indignação, ontem (17), pela decisão da Justiça Militar do Rio Grande do Sul que absolveu um bombeiro e reduziu a pena de outros dois pelo acidente que vitimou 242 pessoas e deixou outras 600 feridas na Boate Kiss, em Santa Maria, há quase quatro anos.
Ele lembrou que esse episódio tem sido marcado pela impunidade, como demonstra, a seu ver, manifesto da Associação dos Familiares das Vítimas e de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria. “A tragédia de Santa Maria não foi obras do acaso, não foi uma fatalidade imprevisível nem incontornável”, segundo o documento lido pelo senador.
“Na verdade, ela foi o resultado fatídico de uma sucessão de erros, omissões e irregularidades, os quais aconteceram e continuam acontecendo diariamente em inúmeras boates e casas noturnas de nosso país, que não tiveram ainda o mesmo azar. E ao invés de punir os culpados, a Justiça brasileira os está inocentando” (Ag.Senado).

Barcelona com Neymar até 2021

Neymar renova com o Barcelona até 2021.
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O Barcelona anunciou ontem (17) que a renovação do contrato de Neymar será realizada, em evento formal, nesta sexta-feira (21). De acordo com o clube, o novo vínculo será estendido até 30 de junho de 2021. O time catalão não revelou os valores do novo contrato, mas a imprensa espanhola informa que a nova rescisão contratual deve ser de 250 milhões de euros (R$ 877,5 milhões).
Ao fazer o anúncio da renovação, o Barcelona lembrou da trajetória de Neymar pelo clube e afirmou que o atacante brasileiro faz parte do “mais espetacular trio de ataque do mundo”, ao lado do argentino Lionel Messi e do uruguaio Luis Suárez. Na Catalunha, Neymar conquistou nove títulos e marcou 90 gols em 149 partidas disputadas. “Desde que chegou ao Barça, o atacante amadureceu e se tornou um dos melhores jogadores do mundo.
Neymar desempenha um papel-chave em todo o nosso sucesso”, escreveu o clube em seu portal.
Vendido do Santos para o Barcelona em 2013, o brasileiro teve diversas propostas financeiramente mais vantajosas para deixar o clube catalão neste ano, segundo diversos jornais internacionais. Apesar de toda a festa na renovação, a venda de Neymar em 2013 ainda é alvo de investigação do Fisco espanhol em um caso que envolve tanto o jogador, como seus representantes e os dois clubes. O grupo DIS, que tinha direito a um percentual na venda, entrou com o processo por afirmar ter sido lesado com a negociação (ANSA).

Tailândia tem novo rei

Regente temporário, general Prem Tinsulanonda.
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A Tailândia tem um novo regente após a morte, semana passada, do rei Bhumibol Adulyadej, que ocupou o trono do país por 70 anos. O ocupante do cargo será o general, ex-premier e ex-conselheiro de Bhumibol, Prem Tinsulanonda, de 96 anos, de acordo com um anúncio feito pelo primeiro-ministro do país, Prayuth Chan-ocha.
A decisão de colocar alguém no cargo se deve ao fato do príncipe hereditário, Maha Vajiralongkorn, ter pedido mais tempo de luto até que esteja pronto para assumir o posto. Prem era muito próximo de Bhumibol e, segundo a Constituição, era a pessoa a assumir o posto em caso de impossibilidade de monarca.
Prem foi premier da Tailândia entre 1980 e 1988 e era visto como um porta-voz do rei. Como existe uma lei na Tailândia que pode condenar à morte quem critica a família real, a imprensa do país não consegue discutir o processo de transição.

 
 

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