Airbnb supera alugueis convencionais em Nova York

O desenvolvimento da tecnologia da informação tem permitido que empreendedores tragam novidades aos mercados, que se não inviabilizam negócios já em operação, podem afeta-los profundamente.

Vivaldo José Breternitz (*)

Um exemplo disso é o Airbnb, um serviço online que facilita o aluguel de imóveis por períodos curtos. Fundado em 2008, o Airbnb atinge uma marca relevante: no final de abril, em Nova York, existiam mais anúncios de imóveis oferecidos através do serviço, do que apartamentos disponíveis para aluguel da forma convencional – eram 10.572 contra 7.669.

Os moradores e potenciais moradores de Nova York e de outras grandes cidades já percebem os efeitos da presença do Airbnb no mercado imobiliário: as pessoas que procuram hospedagem por períodos curtos não se importam em pagar preços mais altos, tornando a situação difícil para aqueles que pretendem viver nessas cidades de maneira mais ou menos definitiva.

O Airbnb sustenta que seu negócio não tem nenhum efeito negativo no mercado imobiliário, mas diversas cidades, como Paris, Veneza e Washington impõem restrições às suas operações; outras, como Barcelona e Berlim proibiram-no totalmente. No Brasil, ainda não há legislação que regulamente serviços desse tipo, mas em abril de 2021, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que condomínios residenciais podem impedir a locação de unidades via Airbnb.

Porém, em alguns lugares a situação é diametralmente oposta: Lisboa, como forma de incentivar o turismo, estabeleceu políticas para flexibilizar os alugueis, o que facilitou os negócios via Airbnb.

É mais uma resultante do crescimento do uso de modernas tecnologias, que, para o bem e para o mal, estão se consolidando.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de IoT.

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