Tecnologias capazes de combater vírus e bactérias em ambientes fechados

Um edifício considerado “doente” pelo ar interno que possui não é mais aquele em que as pessoas pegam uma gripe de vez em quando. Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, o debate sobre a qualidade do ar interno se intensificou. Antes, apenas os setores de saúde tinham um cuidado maior com o tema. “As tecnologias para manter a qualidade do ar já existem há algum tempo, mas víamos maior utilização em hospitais e alguns setores da indústria.

A partir de agora, a tendência é que tecnologias eficientes para inativação de vírus e bactérias sejam implementadas em maior volume”, destaca Rafael Dutra, engenheiro de aplicação da Trane, líder mundial em soluções de climatização para ambientes corporativos e residenciais. O profissional ressalta que a utilização de lâmpadas UV na aplicação em serpentinas e dutos para desinfecção de ambientes é comprovadamente eficaz para inativação de vírus e bactérias.

“As lâmpadas UV atuam sobre uma superfície que tem algum tipo de metal que chamamos de catalisador. A interface do ar com o catalisador começará a produzir substâncias chamadas de hidroxilas, o radical OH. Ele é de curta duração na atmosfera mas é exatamente como a natureza faz para realizar a limpeza do ar. O OH, basicamente a molécula da água sem o hidrogênio, combina com a capa de microrganismos como vírus e bactérias e os anulam, sendo capazes até de eliminar alguns odores. Esses radicais se combinam com compostos orgânicos voláteis”, aponta Dutra.

O profissional chama a atenção para que o instalador de lâmpadas UV tome cuidado pois há uma radiação perigosa para os olhos e a pele. Ele precisa estar devidamente protegido com Equipamento de proteção individual (EPI). As lâmpadas têm o potencial de deteriorar o plástico e, por isso, a aplicação é apenas recomendada em centrais de ar de ambientes de maior proporção. O tipo de ambiente, como ele é ocupado, se há dutos ou não irá determinar o que poderá ser instalado naquele espaço.

Falar na redução da presença do coronavírus propriamente ainda é cedo, pois os estudos ainda estão em andamento. Mas é certo que essas tecnologias e técnicas de aplicação contribuem para um ambiente menos propício para este tipo de vírus. Quanto mais tecnologias associadas, melhor. Filtragens mais finas, maiores taxas de vazão do ar externo, dessa forma, a concentração de vírus no ambiente ocupado diminui.

A RGF, parceira da Trane, já possui documentação que comprova a eficácia de sistemas na diminuição da concentração de coronavírus no ambiente. A Trane pode auxiliar os clientes na avaliação da qualidade do ar interno dos ambientes. Uma avaliação geral do tipo de ar-condicionado e aplicação é verificada em quatro pilares: renovação, exaustão, controle de temperatura e umidade. A investigação é no sentido de saber o quão aderente aquele projeto está destes parâmetros.

A empresa apresenta um diagnóstico completo para o cliente saber o que ele pode fazer para melhorar aquele espaço e se a instalação é capaz de proporcionar um ambiente saudável, quantas renovações de ar são recomendadas e orientam a desativar tecnologias que são voltadas para economia de energia, mas que reduzem a taxa de ar externo. Instruções que devem ser feitas para mitigar os problemas e retomada das atividades na época de pandemia da Covid-19.

Essa comunicação ajuda a reduzir os problemas de informações falsas, como a de desligar aparelhos de ar-condicionado, ligar ventiladores, tudo isso com a intenção de diminuir a transmissibilidade de vírus e doenças, mas sem a menor base teórica.
Fonte e mais informações: (www.trane.com/commercial/latin-america/br/pt.html).

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