Tecnologia 31/03/2016

Algumas considerações sobre o “software que escreve código”, seu futuro e seu impacto nos negócios

Depois de mais de 25 anos de GeneXus desenvolver e comercializar um produto que, entre outras coisas, escreve código, começam a aparecer pontos de vista sobre a importância de escrever software de forma automática

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Breogán Gonda (*)

Em particular, me inspira escrever sobre este assunto, o artigo publicado em Info Technology, sob o título “El software que escribe código cambiará el guión de la tecnología?”, retirado do artigo original publicado pelo Financial Times e assinado por Richard Newton1.
É possível escrever automaticamente um software que uma organização em particular precisa: SIM.
É suficiente escrever o software automaticamente: Não, mas é um bom começo.
O cliente precisa e exige uma maior flexibilidade e liberdade no desenvolvimento de software, juntamente com uma forte redução de custos e tempo, por isso é essencial fazer mais algumas coisas:
Manutenção automática. A manutenção pode e deve ser automatizada. Se fazemos isso, economizamos custos significativos na forma de tempo, dinheiro e introdução de novos erros.
MultiPlataforma. No mundo de hoje, e mais no futuro previsível, é necessário trabalhar com múltiplas plataformas e suas combinações: Sistemas Operacionais, Linguagens de Programação, Sistemas de Gestão Bases de dados, dispositivos, arquiteturas, Nuvens, Internet das Coisas, Big Data, etc.
Documentação integrada e ativa.
Prototipação ágil e funcionalmente completa. Ajuda muito para encontrar os erros de análise de forma conveniente, e quando os corrige não tem custos significativos.
“Futureproofing”. É necessário que os sistemas de hoje possam facilmente evoluir de acordo com as necessidades de negócios e novas tecnologias disponíveis para facilitarem a inovação contínua.
O futuro dos negócios e a tecnologia. Qual é o futuro? Quais são as necessidades futuras do negócio? Quais são as novas tecnologias disponíveis? Difícil dizer, mas aumentarão constante e rapidamente. Já hoje, existem fortes necessidades não satisfeitas e muita tecnologia disponível, que é pouco utilizada, ou de forma rudimentar.
Em um ambiente de desenvolvimento manual, a adaptação dos programadores às novas tecnologias é lenta e faz com que a adoção destas novas tecnologias demore muito tempo. Tudo isso vai ser aumentar ao longo do tempo, de forma acelerada.
É necessário que as empresas foquem os excelentes recursos humanos que possuem – que são sempre escassos – para compreender os problemas dos negócios e não em tarefas de baixo valor agregado, repetitivos, tediosos e cheio de erros, como escrever código manualmente.
O bom uso de ferramentas automatizadas de desenvolvimento e manutenção do sistema é uma grande necessidade.
Sem dúvida, o software que escreve código irá alterar o script da tecnologia.
Por que alguns produtos que escrevem código no início foram bem sucedidos, mas depois falharam?
As causas podem ser múltiplas: Oscilação do mercado, advento de novas tecnologias que requerem investimentos pesados, erros financeiros, etc. No entanto atrevo-me a pensar que as causas fundamentais são decisões tecnológicas muito conservadoras, muito ligadas a elementos de baixo nível como arquivos, mecanismos de acesso, sistemas operacionais, linguagens, etc. ou até mesmo hardware.
Meu pensamento é que se atuamos em elementos específicos de baixo nível provavelmente podemos no início se mover mais rápido. A medida em que o ambiente se complica ou se sofistica devemos suportar novas necessidades, arquiteturas e tecnologias ou começamos a ter grandes dificuldades. Esta é na minha opinião a razão pela qual algumas empresas colegas foram bem sucedidas num primeiro momento e com o tempo falharam.

O que fazemos em GeneXus?
Na década de 80, nos deparamos com o problema do desenvolvimento e manutenção de software com generalidade e rigor, a fim de que – para resolvê-lo automaticamente – passamos a usar métodos e ferramentas de matemática, lógica e inteligência artificial.
Há muitos anos GeneXus escreve e mantém automaticamente todo o software necessário para os sistemas de negócios, principalmente de missão crítica, de muitas empresas de qualquer atividade e tamanho. Hoje, GeneXus é utilizado em mais de 50 países e tem ao seu redor uma comunidade mais de 120.000 desenvolvedores que realizam seu trabalho profissional plenamente com ele.
Qual é o diferencial? O que conseguimos? Algo conceitualmente muito concreto: uma boa gestão automática do conhecimento dos sistemas de negócios. Criar e manter sistemas automaticamente é simplemente um subproduto.

(*) É Engenheiro de computação e Presidente do Conselho GeneXus, ferramenta de software para criar software, que utiliza algoritmos de Inteligência Artificial para programar e manter automaticamente o software que as empresas necessitam.

Antes de vender pela internet, transforme-se numa autoridade!

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Imagine a seguinte situação: você está buscando um curso online sobre como aumentar as vendas e se depara com duas opções. A primeira é com um especialista que você já conhece, seja por acompanhá-lo nas redes sociais, pelas aparições na imprensa, pelos artigos dele que você adora ler ou pela recomendação de algum amigo. A outra possibilidade é com um profissional que você nunca ouviu falar. Depois de pesquisar o nome dele na internet, não acha quase nada. Pouquíssimo conteúdo, sem depoimentos de clientes, redes desatualizadas…
Agora responda: de quem você compraria o curso? Muito provavelmente do primeiro, correto? Claro! E sua decisão está totalmente atrelada à autoridade, segurança e confiança que o especialista transmitiu a você. Ou seja, para chegar a esse nível de ser comprado, sem fazer esforço, o profissional precisou trabalhar sua imagem, sua marca. Só depois, então, começou a colher.
O caminho parece óbvio, afinal, é o que normalmente se faz no mundo offline. Começamos a carreira fazendo um estágio – muitas vezes até sem ser remunerado – e, aos poucos, alcançamos novos cargos, passamos a ser reconhecidos e conquistamos melhores salários. Só que, hoje em dia, com o boom do Marketing Digital, muitos querem encurtar o caminho. E até começar pelo final.
É comum entrarem em contato comigo aqui na agência e falarem: “Almir, acabei de criar um e-book, um curso online, e agora quero vender. Quero ganhar dinheiro!”. E aí, quando vou pesquisar sobre a pessoa, não acho nada. Nem um site ou blog. Talvez nem ela compraria seu próprio infoproduto.
Então, se você pensa em colocar à venda na internet seus produtos ou serviços, tenha humildade ao começar. Não se iluda com quem anuncia que ganhou 5, 6 ou 7 dígitos em um mês. Comece a produzir artigos com frequência, exponha-se, participe ativamente de grupos e, se possível, contrate uma assessoria de imprensa, pois aparecer na mídia dá status e credibilidade.
Formando uma base sólida, as chances de você ter sucesso no Marketing Digital são enormes. Boa sorte!
GRÁTIS: Para te ajudar a aparecer na mídia, disponibilizo meu e-book “5 passos para se destacar na imprensa” (http://www.rztcomunicacao.com.br/brilhenaimprensa)
CURSO: E, se você quer se capacitar para entrar nesse universo online, indico o curso “Marketing Digital na prática: como e por onde começar?” (http://www.rztcomunicacao.com.br/cursomktdigital)

(Fonte: Almir Rizzatto é jornalista, sócio-fundador da
RZT Comunicação (www.rztcomunicacao.com.br), assessor de imprensa e especialista em marketing digital, além de escritor, biógrafo e ghostwriter. Atua também como palestrante e instrutor de cursos de comunicação..

A jornada de transformação para criar a experiência digital do cliente

Leandro Nazareth (*)

Atualmente, a maioria das empresas tem implantado ou planejado a implantação do atendimento ao consumidor pelas plataformas digitais

Afinal, é importante para a estratégia de mercado estar onde seu cliente está e oferecer uma experiência excelente em quaisquer canais, sejam tradicionais (telefone, chat, e-mail) ou digitais (instant messengers, redes sociais).
Porém, muitas companhias não obtêm sucesso em suas iniciativas. A principal razão para isso é o fato de, simplesmente, “transportarem” os processos de atendimento dos canais tradicionais para o atendimento digital e não considerarem o perfil correto do atendente que estará em contato com o consumidor no WhatsApp, Telegram, Facebook, Twitter e etc. Essa tática não dá certo!
Nos canais de atendimento analógicos (tradicionais) os processos são mais burocratizados e especializados, com muitas “ilhas” de atendimento. Como o foco era na produtividade, trabalhava-se com atendentes com pouca autonomia e informação, que resolviam uma gama menor de questões. Mas, no atendimento digital, o consumidor espera falar com alguém no WhatsApp, por exemplo, e ter todos os problemas resolvidos. Ninguém vai esperar que se abra um chamado e receba um retorno após cinco dias.
Um fato importante: se um cliente tiver uma experiência excelente em um canal digital de sua empresa, ele não volta mais a utilizar os canais tradicionais. Uma vez que a empresa se dispõe a ir para o mundo digital, ela precisa traçar uma jornada de transformação de processos, treinamento, procedimentos, autonomia, liberação de alçada que os atendentes não tinham, a fim de proporcionar uma experiência extraordinária.
Essa jornada ajudará a escolher os canais digitais mais adequados e quais processos levar para os canais – os mais recorrentes, dentro de um esquema 80-20 (nos que apresentam maior volume de solicitações é preciso dar autonomia total para o atendente resolver). É importante contar com uma consultoria específica em processos e modelos de gestão, que criam impacto na experiência do cliente, e ter uma plataforma que permita ao atendente, com mais poder, fazer uma análise 360° do cliente. Por exemplo, se a pessoa já entrou em contato por outro canal, a informação tem que estar disponível, o atendente tem que poder “varrer” todo o histórico desse cliente para um melhor atendimento.
Além desse trabalho da jornada de transformação digital é preciso divulgar de forma eficaz e efetivamente os canais de atendimento a fim de migrar o volume de atendimento analógico. Nós apostamos em uma análise de big data para isto: colher e cruzar dados estruturados da empresa, CRM e dados não estruturados (da internet). Assim, é possível saber quais clientes têm acesso às redes sociais, têm smartphone, usam Apps de instant Messenger, entre outros fatores. Por exemplo: se a companhia souber qual porcentagem dos clientes tem smartphones, pode mandar uma comunicação para baixarem o App de atendimento; para aqueles consumidores que estão nas redes sociais, pode divulgar na próxima fatura o atendimento via Facebook e/ou Twitter.
Fazer a “virada” digital definitiva no atendimento ao cliente da empresa/marca requer mudanças e adaptações nos moldes de atendimento, que trazem muitos benefícios em termos de produtividade e experiência para o cliente. Além de ser quatro vezes mais produtivo que o analógico, o atendimento digital permite à organização se relacionar com mais agilidade e oferece mais comodidade para o consumidor. Na era do consumidor 3.0, quem não tiver iniciativas de relacionamento digital pode perder o cliente para empresas mais bem sucedidas em se relacionar em quaisquer canais.

(*) É gerente de negócios na Algar Tech.

 
 
 
 
 
 
 

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