Tecnologia 29/12/2015

O cérebro: como usar todo o seu potencial

Conversas com amigos me instigaram a divagar sobre como podemos melhor usar nosso cérebro. Refletindo um pouco sobre esta questão, percebo que minha prática constante tem sido liberar meu cérebro para que ele opere da maneira que os especialistas chamam de “modo difuso”

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Luis Antonio Namura Poblacion (*)

Tal prática começou quando a Teoria da Relatividade, de Albert Einsten, era um mistério para mim. Durante um feriado prolongado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), eu tentava entendê-la a qualquer custo, sem conseguir alcançar meu objetivo. Esgotado, resolvi então descansar e depois de certo tempo tive uma enorme “surpresa”: como em um passe de mágica, tudo ficou absolutamente claro em minha mente, como se aquilo (a Teoria da Relatividade) fosse a coisa mais natural do mundo!

Lembro-me que naquele momento eu chorei. Chorei de alegria!

Somente anos mais tarde, quando já se tornara um hábito meu esta prática do “relaxamento mental”, li um livro sobre criatividade nas agências de publicidade (do Roberto Duailibi da DPZ) e passei a entender o processo que eu praticava de forma despretensiosa, porém com resultados surpreendentes.

Tudo ocorria em três fases consecutivas, porém distintas:
Aquisição de informações;
Trabalho obstinado; e
Relaxamento mental.

Esta era a base do processo que podemos utilizar para tirar o máximo proveito criativo de nossas mentes.

Na primeira fase buscamos o maior número possível de informações acerca do tema em que nos debruçamos. Elas serão a base sobre a qual o nosso cérebro fará as conexões em busca da solução do problema que estamos tentando resolver. Sem esta base, nosso cérebro não tem o que processar. Um bom exemplo é quando tentamos criar algo a respeito de um tema sobre o qual não temos nenhum conhecimento: impossível!

Na segunda fase usamos as ferramentas mentais que possuímos, tais como cálculo, análise, síntese, métodos, gráficos, desenhos, tabelas, opiniões e tudo que dispomos para tentar, “obstinadamente”, alcançar uma resposta para o problema. É a fase do trabalho duro, árduo, consciente. Por vezes, nesta fase, alcançamos nosso objetivo e nos satisfazemos com o resultado. Porém, quando isso não ocorre, temos ao nosso dispor a próxima fase, a mais surpreendente de todas.

Na terceira fase fazemos uso da mais incrível máquina disponível, de forma totalmente gratuita e sempre passível de ser utilizada. É a nossa capacidade de processamento inconsciente. Nesta etapa nós permitimos que nosso cérebro trabalhe de forma totalmente livre, difusa, porém em altíssima velocidade.

É inacreditável, mas somos nós mesmos que assumimos o controle do nosso cérebro por meio de uma “ordem” que nós, conscientemente, damos ao nosso próprio cérebro, para que ele inicie o trabalho inconsciente! Dizemos algo como: – Cérebro, fiz minha parte, agora faça a sua!

Qual é a “minha parte”? A aquisição das informações necessárias e o trabalho obstinado sobre estas informações em busca da solução do problema que se deseja resolver.

Qual a parte deixada ao “cérebro”? Ligar os pontos, ou seja, procurar sinapses entre as informações atuais com as quais nós acabamos de provê-lo e os bilhões de informações armazenadas ao longo de toda nossa vida, que estão em algum local da nossa memória, por vezes, de difícil acesso no nível consciente.

Neste momento liberamos nosso cérebro das “amarras racionais” e o deixamos processar tudo em uma velocidade absurdamente alta, algo só possível inconscientemente, jamais na lentidão do nível consciente. É a liberação da máxima potência de processamento, permitindo ao nosso cérebro produzir em condições ideais, sem as limitações das lentes racionais que nos escravizam e impedem o cérebro de operar num tipo de “processamento livre”, sem amarras, “navegando” em altíssima velocidade, em condições propícias para encontrar conexões que no nível consciente levariam anos para serem descobertas ou jamais as seriam.

O segredo é deixar o cérebro livre para que ele processe os bilhões de “bytes” de informações que possuímos de forma tão acelerada que, em algum momento, ele liga os pontos e joga a solução encontrada na “caixa” chamada consciência.

Portanto, minha sugestão é que você deixe seu cérebro “livre” para que ele trabalhe por você com todo seu potencial; isto também fará você chorar, chorar de alegria.

Tendo experimentado o êxtase deste processo, nunca mais o abandonei. Claro que isto exige certa “coragem” para, ao não obter o resultado esperado na fase de “trabalho obstinado”, realmente parar com o objeto de estudo e permitir que a parte “inconsciente” do nosso cérebro faça o restante precioso do trabalho por nós.

Creia! Seu cérebro NUNCA o desapontará! Ele irá trabalhar por você até que consiga encontrar uma solução para a questão que o incomoda e, então, finalmente poder relaxar. Não é mágica, é genética. Faz parte da evolução de nossa espécie e ocorre com todo aquele que se dispõe a tentar.

Louca, linda e extraordinária essa capacidade do nosso cérebro! Talvez poucos a experimentem na vida, mas os que têm a sorte de viver esta experiência e a incorporam como prática cotidiana acabam por tirar o máximo proveito do que de mais precioso a natureza nos deu de presente: nosso CÉREBRO.

(*) É Presidente do Grupo Vitae Brasil; formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), com especialização em Marketing e Administração de Empresas e MBA em Franchising pela Louisiana State University e Hamburguer University – Mc Donald’s.


 

WhatsApp, Uber… O avanço das novas tecnologias fazem o mundo progredir

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Alguns ainda tentam lutar contra as novas tecnologias.
O que está acontecendo nesta quinta-feira com o WhatsApp é o mesmo que vem acontecendo com o Uber e é a repetição histórica do que aconteceu na Revolução Industrial, quando foram introduzidas novas tecnologias que substituíram o esforço humano por máquinas e roubaram empregos, mudando a configuração da sociedade, conforme afirma a Doutora em Ciências Sociais e que estuda a Ciência & Tecnologia no país, Ana Lúcia Villas-Bôas.
Como naquela época, a luta contra a tecnologia é inútil, pois ela vem de encontro ao desejo humano de mais conforto, praticidade e utilidade. Desde a “década de 1970, após o choque provocado pela crise do petróleo, uma nova dinâmica internacional teve inicio e o cenário mundial sofreu alterações significativas; as tecnologias intensivas em capital e energia e voltadas para a produção estandardizada e de massa foram desbancadas pelas tecnologias intensivas em informação, sensíveis e computadorizadas, características do atual ciclo de desenvolvimento, associadas ao paradigma assentado na microeletrônica, ainda vigente”, afirma Ana Lúcia, em seu artigo sobre “Ciência sem fronteiras, a soberania nacional revisitada”, publicado no livro Ciência no Brasil Contemporâneo, onde é uma das organizadoras.
Ana Lucia também é Tecnologista Sênior do MAST-Museu de Astronomia e Ciências Afins, que pertence ao MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação). Segundo ela, aplicativos como o Uber e o WhatsApp são a ponta do iceberg à disposição da grande massa da população, consolidando-se como um avanço sobre os procedimentos antigos, menos eficazes. “É natural que haja reação das pessoas que dependem de velhas tecnologias, algumas até para sobreviver, como o caso dos taxistas contra o Uber. Mas a verdade é que Uber e WhatsApp proporcionam benefícios maiores e melhores à população do que o táxi comum e o telefone fixo”, complementa ela.
O artigo de Ana Lúcia é bem aprofundado e fundamenta exaustivamente a necessidade da sociedade adotar as novas tecnologias, sob pena de exclusão da nova ordem mundial que se pronunciou nas últimas décadas do séc. XX, de ficarem atrasadas em relação ao resto do mundo.

Perspectivas para o comércio eletrônico em 2016

Gastão Mattos (*)

O comércio eletrônico brasileiro não passará incólume ao cenário agravado da crise econômica no país, em 2016

Ainda assim, as perspectivas para o próximo ano não são desanimadoras, pelo contrário: o segmento deve observar crescimento em vendas, de dois digitos comparado a 2015, sendo um dos poucos negócios com esta projeção, bastante positiva. Na verdade, este crescimento poderia ser muito maior, caso as condições econômicas fossem favoráveis.
Partindo desta ótica, o mercado de e-commerce se fortalece cada vez mais como um setor fundamental para a economia do País, abrindo portas para novos empreendedores e grande diversidade de negócios, considerando a imensa cadeia de valor deste negócio que vai desde as próprias lojas, meios de pagamento, adquirentes, plataformas, hostings, soluções de segurança, analytics, marketing, entre muitas outras.
Frente a isso, é possível afirmar que o comércio eletrônico será cada vez mais relevante para o varejo, de forma que os lojistas que atuam nos meios físico e virtual deverão investir mais no meio online, para garantir o sucesso dos negócios e se manterem competitivos. Neste sentido, a convergência entre canais de compra (e-commerce, m-commerce, loja física, TV interativa e etc) deve crescer e se tornar o grande diferencial para atrair os consumidores devido às facilidades que modelo oferece. Um estudo da Varese Retail aponta que 51% dos brasileiros pretendem comprar em lojas físicas e também na internet. O mobile commerce também merece atenção especial em função do aumento do uso de smartphones.
Um tema de permanente atenção, que ganhará ainda maior importância em 2016 é a gestão da conversão da loja online. Um estudo da Braspag/IBOPE e-Commerce de 2014, apontou que a conversão média do comércio eletrônico brasileiro é inferior a 2%, ou seja, de cada 100 visitantes, em média, apenas 2 (ou menos) concluem a compra. Sendo assim, qualquer melhoria de performance na conversão bastante é impactante, pois equivale a vender mais com o mesmo custo fixo da operação. Em ano de retração econômica e dificuldades gerais no orçamento, a melhoria de eficiência é fundamental. E neste aspecto, nada mais estratégico para uma loja online focar no aumento de sua conversão. Um ponto de especial atenção para lojistas de todos os tipos e portes, é a dificuldade de crédito do consumidor. A proporção de transações negadas em cartões por falta de crédito deve aumentar, piorando a conversão da loja.
A Braspag oferece duas funcionalidades interessantes para ajudar no tratamento das transações negadas: a compra com múltiplos meios de pagamento, onde o consumidor pode “dividir” o valor a ser pago por uma única compra, em mais de um cartão de crédito, e a Retentativa, na qual pedidos negados podem ser parametrizados para uma nova tentativa, desde que haja probabilidade de sucesso.
Mesmo com a necessária cautela, o e-commerce brasileiro vai continuar crescendo, mantendo-se como um dos setores mais atrativos para novos empreendedores. O uso expansivo de novas tecnologias e funcionalidades é recorrente neste mercado, o que explica a sua performance virtuosa de crescimento e a superação de cenários negativos, o que é esperado também para o próximo ano.

(*) CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo.

 

 
 
 
 
 

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