Tecnologia 20/10/2016

Área da saúde é a bola da vez entre os apps O2O

É inegável que os aplicativos O2O (online to offline) já fazem parte do cotidiano de boa parcela de brasileiros

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Robson Parzianello (*)

Isso ocorre porque algumas aplicações tiveram a competência de trazer comodidade e facilidade aos consumidores no momento de solicitar tarefas triviais, excluindo a necessidade de realizar ligações telefônicas para tal. Este é o caso, por exemplo, dos apps de transportes (Uber, 99, Easy) e de entrega de comida (PedidosJá e iFood), que já conseguiram atingir um público cativo e fiel, mas ainda possuem capilaridade para alcançar novos usuários.

Os bons resultados alcançados por essas empresas foi um fator inspirador para outros empreendedores, posteriormente, investissem na criação de apps com a mesma premissa – oferecer conveniência e melhorar a experiência de compra de produtos e serviços. Nesse período, surgiram com maior relevância as plataformas de entregas expressas, reservas de mesas em restaurantes, venda de ingressos e, mais recentemente, as aplicações que vão desde o agendamento de horários em salões de beleza até aluguel de carros.

De olho no conceito da comodidade, na mesma época, startups ligadas ao setor da saúde tentaram desenvolver plataformas on-line para agendamento de consultas médicas – Go To Doc e Dr. Busca eram as pioneiras. Apesar de inovadores, os projetos não foram adiante pela falta de aceitação entre parceiros (médicos e consultórios) e clientes.

No entanto, alguns negócios no segmento acabaram se consolidando, como Dr. Cuco, que lembra aos usuários o horário para tomar os remédios, e o Docway, que oferece a ida de médicos na residência do paciente. Atualmente, outros empreendedores trabalham para lançar novas tecnologias e soluções no mercado, apostando no potencial de crescimento do mercado O2O, que deve atingir no país mais de R$ 1 trilhão em transações até 2020, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Serviços Online para Offline (ABO2O).

O movimento ocorre porque parte considerável deste filão será oriundo das transações efetuadas em plataformas que visam promover a saúde e oferecer comodidade aos usuários na compra de medicamentos e suplementos. A previsão é corroborada pela pesquisa da consultoria Croma Marketing Solutions, que ouviu mais de 3 mil brasileiros, e constatou que “farmácia” é o segmento do e-commerce nacional com a segunda maior distância entre o atual percentual de compradores online (33%) e os consumidores dispostos a fazê-lo frequentemente no futuro (48%) – perdendo apenas para a aquisição de alimentos e bebidas. O estudo reforça que a busca pela conveniência, promoções e preços mais baixos são os maiores atrativos para levar os compradores aos meios digitais.

As projeções positivas, no entanto, não fazem com que o desafio seja menos árduo. Empreendedores que desejam investir no setor precisam se atentar que a mudança cultural entre os consumidores é gradual e exige paciência. Afinal, por exemplo, não será nada fácil convencer uma pessoa de mais idade a trocar a compra de seus medicamentos em lojas físicas pelo on-line. Por isso, neste processo, um ótimo trabalho de comunicação e marketing é primordial para possibilitar que o app seja lembrado no momento em que há a necessidade de comprar determinado produto ou serviço ofertado pela solução, assim como já ocorre principalmente com as plataformas de transporte e delivery.

Portanto, além de canais de atendimento e suporte eficazes, é preciso que as aplicações do segmento contem com a presença de parceiros qualificados, dando a eles a autonomia necessária para determinar ofertas, promoções e formas de pagamento diferenciadas. Com esses pilares, a competitividade entre os players será aflorada e o cliente será beneficiado com preços mais atraentes, trazendo um círculo virtuoso ao negócio.

(*) É engenheiro de computação e sócio-fundador do aplicativo FarmáciasApp, marketplace mobile que será lançado em novembro. A aplicação reunirá diversas farmácias e lojas de suplementos em uma mesma plataforma, beneficiando o consumidor com economia e comodidade.

Facebook lança recurso que possibilita programar vídeo ao vivo

Muitos criadores de conteúdo queriam ter a possibilidade de agendar suas transmissões e permitir que as pessoas conseguissem se planejar para assistir aos vídeos. Por isso, estamos disponibilizando esta semana para as páginas verificadas a possibilidade de agendar suas transmissões, começando com os vídeos ao vivo publicados através da API do Facebook Live. Ao explorar as ferramentas de publicação, as páginas verificadas encontram um guia com o passo a passo.
O agendamento dos vídeos ajuda a gerar expectativa antes da transmissão, de modo que, ao começar o vídeo, sua audiência já esteja fortemente reunida e engajada. Ao agendar um Live, um post será publicado no Feed de Notícias para avisar seus fãs sobre a transmissão. As pessoas podem ainda optar por receber uma notificação minutos antes que ela comece. Assim, seus fãs poderão se conectar a um lobby antes do vídeo começar, onde será possível também interagir com outros espectadores.
Com esse novo recurso, será possível agendar um vídeo Live com uma semana de antecedência e as pessoas poderão ingressar no lobby três minutos antes da transmissão. Uma vez programado, será possível compartilhar o link ou incorporá-lo em outros lugares, como sites e blogs.
O recurso estará disponível a partir desta quinta-feira, 20 de outubro, pela ferramenta de publicação da API do Facebook Live, e disponível para todas as páginas verificadas durante as semanas seguintes. Também serão liberadas atualizações para habilitar o recurso em ferramentas externas.

Como agendar um vídeo Live
Se você é o administrador da página utilizando a API do Facebook Live, será preciso apenas poucos passos para agendar sua transmissão ao vivo.

1. Acesse a Ferramenta de Publicação
Uma vez nela, selecione “Biblioteca de vídeos” e depois “Ao Vivo”.

2. Copie sua credencial de transmissão (Ex: a URL do servidor)
Caso precise procurar sua credencial perto do horário da transmissão, ela também estará disponível ao editar um vídeo na “Biblioteca de Vídeos”.

3. Crie seu post de anúncio
Coloque uma descrição atraente e informativa para que seus seguidores saibam o que esperar de sua transmissão. É possível atualizar esse conteúdo depois.

4. Finalize o agendamento de sua transmissão
Acrescente os detalhes finais ao post, como imagens personalizadas.

Fones intra-auriculares

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Os fones de ouvido se tornaram essenciais para o dia a dia e são parceiros de muita gente no trajeto de ida e volta do trabalho, prática de exercícios físicos, viagens e até para assistir filmes e séries sem incomodar quem está por perto. Pensando nisso, a C3 Tech – uma das marcas da Coletek, que é um dos maiores fabricantes e distribuidoras de periféricos do Brasil – apresenta para o mercado os novos modelos de fones intra-auriculares, que se encaixam no canal auditivo com total conforto e garantem som de qualidade para os usuários a preços acessíveis.
Os principais diferenciais dos novos fones são que permitem atender e finalizar chamadas e possuem três tamanhos diferentes de conectores auriculares. Além de serem leves, bonitos e compactos.
Os novos fones intra-auriculares, modelos EP-03, EP-04, EP-101 e EP-102, estão disponíveis em diversas cores. Todos os modelos vêm com microfone integrado ao cabo, contam com 1 conector P2 4 vias 3,5mm e cabo com 1,20m de comprimento. Além disso, a frequência atinge 20Hz a 20KHz, com impedância 32 Ohms. Apesar da grande potência, o encaixe é seguro para os ouvidos e a sensibilidade é de 110dB e sensibilidade do microfone de -42dB.
Os novos fones intra-auriculares da Coletek modelos EP-03, EP-04, EP-101 e EP-102 podem ser encontrados nas melhores lojas do segmento. Os preços sugeridos são: R$19,90, R$17,90, R$29,90 e R$29,90 respectivamente (www.coletek.com.br).

Ransomware é hoje o maior inimigo da segurança da informação nas pequenas empresas

Marcus Almeida (*)

Já faz algum tempo que o ransomware é uma ameaça real no Brasil. Nos últimos meses esta ameaça vem crescendo exponencialmente no mundo todo, e não é diferente por aqui. Já existem diversas amostras de ransomware com pedidos de resgate em português e direcionados para vítimas brasileiras

De acordo com dados globais do McAfee Labs, o total de ransomware cresceu 128% no último ano, somando mais de sete milhões de amostras do malware. A quantidade de novas amostras de ransomware no segundo trimestre de 2016 foi a maior já registrada: mais de 1,3 milhão.
Para ter sucesso em um ataque, o cibercriminoso precisa combinar três fatores: motivação, habilidade e oportunidade. A motivação é financeira, a possibilidade de conquistar grandes somas de dinheiro facilmente, sem ser rastreado ou pego pelas autoridades. Com o advento do bitcoin os crimes de ransomware alcançaram outro patamar, já que os criminosos podem solicitar o pagamento de resgate em moedas virtuais, o que garante total anonimato nas transações. O pagamento dos resgates pelas vítimas de ransomware também funciona como motivação para os criminosos, pois acaba alimentando a cadeia do cibercrime.
A habilidade é algo que já foi terceirizado entre os cibercriminosos. Atualmente uma pessoa mal intencionada pode comprar kits de ameaças prontos na deep web, sem a necessidade de obter conhecimento técnico para desenvolver um malware e realizar um ataque. Hackers oferecem ataques sob demanda e cobram uma porcentagem do dinheiro obtido pelo resgate.
A oportunidade depende da vulnerabilidade das empresas para que o ataque seja bem sucedido. Uma empresa, independentemente do seu porte, deve ter políticas de segurança bem definidas e soluções eficazes para barrar um eventual ataque ou pelo menos minimizar o prejuízo causado pelo incidente.
O pequeno empresário tem o costume de achar que a ameaça não irá chegar à sua empresa, que o cibercrime mira apenas grande corporações, mas isso não é verdade. Para o cibercriminoso não interessa o tamanho da empresa, interessa se a empresa está vulnerável e se o ataque pode ser bem sucedido. Hoje as pequenas empresas representam aproximadamente 30% de toda a riqueza que o Brasil produz, com certeza as PMEs entraram na lista de oportunidades desses criminosos.
No caso do ransomware, a tática usada pelos cibercriminosos é disparar vários ataques com cobrança de resgates consideravelmente baratos. Com medo de ter sua operação paralisada, o pequeno empresário prefere ceder à chantagem e pagar algumas centenas de dólares para retomar o controle de sua máquina. No entanto, o criminoso pode simplesmente não entregar a chave de acesso após o pagamento do resgate, aumentar o valor pedido e até voltar a atacar a empresa em outra oportunidade.
Já existem modalidades de ransomware que aumentam o valor do resgate conforme o tempo passa, ou que ameaçam apagar arquivos da máquina infectada enquanto o resgate não é pago, fazendo com que a vítima prefira pagar rapidamente para não piorar a situação.
Infelizmente, nas pequenas empresas, a preocupação com a segurança da informação só aparece depois que um ataque acontece. Os pensamentos incorretos de que soluções de segurança avançadas podem ser custosas demais para sua pequena estrutura, ou que seus dados não são valiosos para o cibercrime, fazem com que o pequeno empresário não se previna contra ciberataques e acabe deixando a porta aberta para o ladrão.
A recomendação é jamais pagar um resgate de ransomware, mesmo que o valor do resgate da máquina seja baixo. A prevenção ainda é o melhor remédio para controlar esta situação. Ter uma boa solução de segurança para endpoint, manter sempre uma cópia de segurança de arquivos mais sensíveis e boas práticas como não abrir e-mails suspeitos ou navegar em sites não confiáveis podem ajudar muito no combate ao ransomware.

(*) É gerente de Inside Sales & SMB da Intel Security.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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