Tecnologia 17/09/2019

Os próximos 25 anos do e-commerce

Há 25 anos, uma pequena empresa chamada NetMarket descobriu como enviar uma transação de cartão de crédito criptografado pela web. Por milhares de anos até aquele fatídico dia, transações comerciais só eram possíveis se o comprador se deslocasse até a loja munido de moedas, notas, talão de cheques ou pedaços de plástico – e pagasse in loco pelo produto

A conectividade está mais forte do que nunca, os pagamentos e a logística se tornaram mais rápidos e fluidos a cada dia, e os recursos antifraude estão em um estágio muito avançado. Foto: Blog Hotmart

Thiago Chueiri (*)

Pois tudo isso mudou com o nascimento do comércio eletrônico.

Nas últimas duas décadas e meia, superamos desafios significativos para fornecer a segurança e a confiabilidade necessárias para que consumidores e empresas participem e que esse novo tipo de atividade comercial florescesse. A conectividade está mais forte do que nunca, os pagamentos e a logística se tornaram mais rápidos e fluidos a cada dia, e os recursos antifraude estão em um estágio muito avançado.

Olhando para os próximos 25 anos de comércio eletrônico (e além), a base de confiança que empresas como a nossa construíram e alimentam a cada ano fiscal será essencial para o crescimento contínuo dessa indústria. As modalidades de comércio eletrônico se multiplicaram no decorrer do último quarto de século. E evoluirão ainda mais rapidamente, exponencialmente, nos próximos 25 anos.

E embora não possamos imaginar o futuro do e-commerce propriamente dito (porque as mudanças tecnológicas são bastante imprevisíveis), tenho certeza de que diversas inovações tecnológicas emergentes serão integradas em nossas rotinas diárias de negócios – e, se não formos cuidadosos, elas podem comprometer nossa capacidade de manter a confiança que cultivamos com os clientes em todo o mundo.

Algumas dessas tecnologias emergentes incluem:

Tecnologia 5G. A maior capacidade de conexão via celular permitirá que bilhões de dispositivos se conectem à Internet, o que significa que o comércio eletrônico será possível a partir de qualquer carro, relógio ou refrigerador, em qualquer lugar, a qualquer hora. O 5G também permitirá experiências de realidade aumentada e virtual muito mais imersivas e atraentes, o que, sem dúvida, levará a muitos novos e excitantes aplicativos de e-commerce.

Inteligência Artificial. A IA, impulsionada pela contínua explosão de dados e, potencialmente, pela computação quântica, criará uma experiência de e-commerce muito mais satisfatória. As recomendações serão mais personalizadas para o indivíduo, e os comerciantes poderão atender seus clientes de maneira mais rápida e contínua. Serviços de portaria baseados em IA podem antecipar, selecionar e entregar os produtos que você pode vir a precisar antes mesmo de perceber que precisa deles.

Identificações Digitais. As IDs seguras de múltiplos fatores garantirão que as empresas permaneçam um passo à frente dos golpistas, ao mesmo tempo em que simplificarão o processo para os consumidores – aqui estamos falando do que chamamos no PayPal de identificação comportamental, tecnologia de autenticação baseada em Inteligência Artificial que permite fazer compras sem a necessidade de se digitar login ou senha, por exemplo. As senhas foram úteis nos primeiros tempos do comércio eletrônico, mas é hora de evoluir. Essa nova tecnologia permite que várias organizações de grande porte trabalhem em conjunto para combater fraudes e manter o sistema cada vez mais seguro.

Logística Ecológica. Ela passará do nicho para o mercado de massa. Ficarão para trás os dias de papelão volumoso, embalagens de plástico e desperdício de combustível, pois eles serão substituídos pela logística da comunidade e pela eficiência em larga escala. Uma nova geração de consumidores conscientes das questões ecológicas e climáticas impulsionará essa mudança rumo à sustentabilidade, e os provedores de logística também continuarão inovando.

O poder transformador e o impacto cumulativo dessas tecnologias em nossas vidas financeiras serão profundos. Eles têm o potencial de reduzir o custo de entrada, na chamada economia digital, para indivíduos e famílias, bem como para empresários e pequenas empresas, que ainda consideram proibitivamente caro se conectar e participar do capitalismo de forma significativa. Além disso, eles têm o poder não apenas de mudar a maneira como compramos e vendemos, mas também marcam o início de uma nova era de oportunidades econômicas inclusivas e de inclusão, que leva populações inteiras de desbancarizados à economia global.

Semelhante à primeira fase do crescimento do comércio eletrônico, precisaremos exibir inovações, intencional e responsavelmente, para garantir o maior benefício coletivo possível, bem como nos proteger de consequências indesejadas. Teremos de ser, cada vez mais, colaborativos, cuidadosos e criativos ao tomar decisões que impactam a vida de tantas pessoas.

As soluções para aumentar a confiança nos primeiros dias do comércio eletrônico consistiam em replicar, digitalmente, muitos dos aspectos físicos de uma transação comercial: um carrinho de compras, um pagamento e um rastreador de entregas, por exemplo. Para o futuro próximo, precisaremos proteger a experiência social, a expressão de ética e valores e a expansão de oportunidades – com o objetivo de contribuir para uma economia mais pujante, uma cultura mais diversificada e uma comunidade ainda mais unida.

Para fazer isso, teremos de aprender com modelos de código aberto e de colaboração que geraram soluções iniciais tão críticas para os desafios de confiança do comércio eletrônico. Precisamos desenvolver os protocolos e padrões necessários para garantir um futuro ético e responsável para o comércio digital, e eles devem ser aplicáveis em todo o mundo e acessíveis a todos.

É preciso lembrar que as parcerias com o governo, a academia e instituições sem fins lucrativos foram essenciais para levar o comércio eletrônico até onde ele está hoje. Manter e expandir esse tipo de compromisso público-privado será fundamental para desenvolver as novas instituições e a próxima onda de soluções cuja missão é turbinar ainda mais o crescimento e gerar uma economia mais inclusiva.

O futuro é o que fazemos dele. E estamos tendo uma oportunidade de ouro para agir neste momento, já que os avanços tecnológicos descritos acima ainda estão sendo projetados e definidos. É somente através dessa combinação de tecnologia eficiente e inovadora, formulação de políticas intencionais e decisões de negócios responsáveis que continuaremos a construir e gerenciar a confiança no futuro do comércio eletrônico.

(*) É diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil.

Aula particular 3.0: saiba mais sobre essa nova tendência de e-learning

O Brasil é o terceiro país do mundo que mais fica conectado à internet. Segundo o estudo feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, em 2018, o brasileiro passou mais de nove horas diariamente na rede e mais de 49% desses usuários utiliza seu smartphone para acessar a internet. Com a facilidade de acesso às informações, ficou mais prático estudar ou obter mais informações sobre certo assunto. O conhecimento agora está na palma da mão com o advento das plataformas de ensino à distância e aplicativos que conectam professores a quem precisa aprender.

Aplicativos
De acordo com a pesquisa da App Annie, empresa norte-americana de dados do mercado de aplicativos, o brasileiro gasta 200 minutos por dia nos aplicativos. Pensando em converter algumas dessas horas investidas no mundo virtual em encontros reais que promovem a melhoria do capital humano, Conrado Mecchi, Rodrigo Piccoli e André Alves desenvolveram uma startup de compartilhamento de conhecimento em 2017. Através do aplicativo Shapp, usuários de todo o Brasil têm acesso a professores que oferecem aulas em mais de 80 disciplinas.

Por meio de geolocalização, é possível encontrar um professor mais perto e a velha indicação boca a boca, foi substituída pelas avaliações de outros usuários da plataforma – tão comuns em apps de mobilidade ou delivery. “Apostamos nas avaliações disponíveis na plataforma para que o aluno tenha mais fatores para ponderar na hora de optar por algum professor”, explica André Alves, co-fundador e gestor do app. Hoje a plataforma conta com mais de mil professores cadastrados em mais de 300 cidades. O download e cadastro na plataforma são gratuitos e, diferentemente de muitos concorrentes, o Shapp não cobra comissão do professor, mas sim uma taxa única por novo aluno conquistado.

Plataformas de ensino à distância
Cada vez mais comum por conta de sua facilidade, o ensino à distância vem crescendo no Brasil. Segundo a última pesquisa Censo, realizada em 2015, 49% dos adeptos são adultos, entre 31 e 40 anos.
As modalidades de EAD mais famosas são os cursos livres e de ensino superior. Mas também é possível encontrar plataformas que possuem professores particulares de aulas de reforço. No caso da youtzLIVE, os alunos possuem acesso a uma plataforma de aprendizagem que permite aos estudantes realizar aulas virtuais em tempo real, com aulas e conteúdos digitais.

As lives com professores nas mídias sociais são outro formato que costuma atrair muitos jovens. Neste caso, não são aulas exclusivas, mas se tornaram um modelo relevante pois é muito acessível aos alunos de qualquer lugar do país e trazem uma linguagem em canais com os quais este público está amplamente habituado.

Quem busca estar antenado em atualidades, pode consultar as lives do canal no YouTube do professor Marco Antonio Villa, que é comentarista político da rádio Jovem Pan e costuma abordar em suas transmissões os temas mais quentes do dia. Já quem está com dúvidas em matemática, pode consultar as lives do professor Ferreto, que costuma fazer revisões para os principais vestibulares do país.

 
 

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