Tecnologia 11/11/2015

Qual o seu por quê?

Em uma palestra no TEDx Simon Sinek acendeu a luz em uma questão que parecia muito complicada de responder.

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Diego Martins (*)

Afinal de contas, porque a gente faz o quefaz? Pense bem, não é como, nem o que e, sim, por que a gente faz o que faz? O autor de “Start with Why” mostra em um simples “Circulo Dourado” que as pessoas compram o porquê fazemos as coisas e não o que fazemos. Isso parece simples e confuso ao mesmo tempo. De fato é.

Fazer perguntas e questionamentos a si mesmo pode ser dolorido. Se dar conta de que estamos construindo nossa carreira ou empresas sem ter um motivo claro (nesse ponto ter lucros é consequência e não propósito) é complicado. Questões que parecem fáceis e que, na verdade, dão um verdadeiro nó em nossos planos.

Certa vez em um curso que reunia diversos CEOs ouvi de um professor algo que ficou na minha cabeça. Ele disse: “Todos vocês aqui são CEO de grandes empresas. Não tenho dúvidas que vocês estão crescendo, subindo os degraus de uma escada chamada sucesso. A grande questão é: vocês sabem se esta é a escada certa pra vocês? Quando chegar lá em cima, talvez seja tarde demais para se dar conta de que não era por esse caminho que vocês gostariam de ir”. Profundo, não?

Um caminho todo mundo tem. A questão é o quanto você sabe o porquê está seguindo este caminho. Em nossa jornada profissional precisamos saber de tudo um pouco, temos responsabilidades, compromissos, metas e mais um monte de coisas que nos consomem. Mas é preciso dedicar tempo e muito – penso – em nossas questões chave. E o propósito é uma delas, com toda certeza.

Recentemente passei por um processo de revisão do porquê da minha empresa. Que desafio! Com pouco mais de 8 anos, crescemos rapidamente, sempre acima da média do mercado, e somos reconhecidos como um excelente lugar para se trabalhar por conta da forma como olhamos o tema gestão de pessoas. Se tudo vai muito bem obrigado, por que parar e investir em uma questão que parece ser óbvia? Pois ela não é. E saber o nosso porquê pode fazer toda a diferença no futuro do negócio.

O mundo não mudou. Ele está mudando e deve seguir assim por muito tempo. Em tempos cada vez mais perecíveis e com tantas opções, as empresas precisam ter muito claro qual é o seu porquê. Ter esse caminho claro, auxilia na tomada de decisões estratégicas e faz com que o mercado hora ou outra perceba que está lidando com uma marca autêntica. Antigamente as empresas poderiam apenas falar que sabiam o que faziam, tempos depois elas precisam mostrar como faziam e hoje elas precisam ser o que fazem.

Essa jornada em busca do porquê é desafiadora, por vezes até desanimadora. Responder questões profundas nos coloca em labirintos que na maioria das vezes preferimos não adentrar, mas não tem jeito. Neste novo mundo que surge a cada dia que passa quem tem mais clareza sobre os seus propósitos tem larga vantagem. E você? Qual é o seu porquê?

(*) É CEO da ACESSO.


Dell lança menor workstation móvel de 15” do mercado e linha de monitores profissionais

A Dell – uma das maiores fornecedoras de soluções de TI do mundo – anuncia a ampliação de sua linha de equipamentos de alto desempenho com o lançamento da Precision Mobile 5510, a menor, mais leve e fina workstation móvel de 15” do mundo, e dos monitores da linha UltraSharp P, com resolução de até 4K.
A Precision Mobile 5510 oferece, além da ultraportabilidade, a performance ideal para atender demandas por alta capacidade de processamento de dados e gráficos, a partir de configurações com a 6ª geração de processadores Intel Core e Intel Xeon. O equipamento representa ainda o primeiro da categoria com tela sensível ao toque com borda infinita UltraHD 4K, que virtualmente elimina as bordas laterais e superiores do display, além de utilizar a tecnologia Thunderbolt 3 e USB 3.1 tipo-C.
“A Precision Mobile 5510 reúne alta produtividade e recursos avançados, para processamento e transferência de dados, em um design compacto, sendo perfeito para realização de atividades multimídia em campo”, explica Mateus Eckert, Gerente de Marketing de Produto de Notebooks, Ultrabooks e Tablets Corporativos da Dell Brasil.
Com 8 milhões de pixels, o display Ultra HD 4K (3840×2160) touchscreen permite que o usuário faça a edição de vídeos de múltiplas fontes em alta definição sem a perda de detalhes. Além disso, assim como na geração anterior, a tela com resolução UltraHD 4K e tecnologia UltraSharp garantem a reprodução fiel das cores.
Outra novidade no lançamento da Dell é a inclusão da tecnologia Thunderbolt 3, disponível pela porta USB 3.1 tipo-C. A partir do recurso, os usuários podem transferir dados com velocidade de até 40Gbps, oito vezes mais rápido do que uma porta USB 3.0 convencional (www.dell.com.br).

Curso de extensão: Gestão da Inovação Tecnológica na Prática

A FIA (Fundação Instituto de Administração) escola de negócios com 35 anos de experiência em educação executiva, recebe inscrições até 13 de novembro para o processo seletivo do curso de extensão “Gestão da Inovação Tecnológica na Prática”. Com duração de vinte e quatro horas-aula, o curso abordará temas como marketing de produtos inovadores e criatividade aplicada às organizações, além de oferecer uma visão contemporânea sobre as atividades de inovação das companhias que são reconhecidamente líderes nessa iniciativa (Google, 3M, Fleury, entre outras).
“O curso tem o propósito de facilitar o acesso ao conhecimento acadêmico de ponta sobre gestão da inovação e acrescentar o networking de quem faz isso na prática, alunos e professores, que são consultores e executivos de empresas”, explica Luis Guedes, professor-doutor da Faculdade FIA e vice-coordenador do curso extensão Gestão da Inovação Tecnológica na Prática.
Destinado a profissionais em busca de tomar contato com conceitos e práticas modernas em inovação para empresas, este curso tem o objetivo de proporcionar aos participantes uma análise sobre os meios tecnológicos que podem ser integrados à gestão estratégica de um negócio. O foco é eminentemente prático, com estudos de casos de empresas inovadoras e discussão sobre a ponta da pesquisa acadêmica.
“Além disso, a experiência demonstra que, em tempos de crise, conhecer pessoas capazes e bem relacionadas acaba sendo uma fonte de vantagem competitiva para o profissional. A técnica é importante, mas as relações que serão estabelecidas ao longo do curso o são também”, finaliza o professor.
Informações e inscrições podem ser feitas por telefone (11) 3818-4037 ou pelo site http://www.fia.com.br/Educacao/Extensao/ curso/Paginas/gestaoinovacaotecnologica.aspx

Intralogística e produtividade

Edson Carillo (*)

A automação na movimentação e armazenagem de materiais é algo já bastante debatido, mas, ao analisar sua implementação parte dos profissionais frequentemente ainda deixa de lado uma questão fundamental

Se a tarefa não agrega valor ao produto estamos falando de uma perda, e o ideal seria que ela não existisse. Melhor do que ter um armazém é não ter nenhum. É a partir desse princípio que deve começar um estudo de otimização da movimentação e armazenagem de produtos dentro de instalações, a chamada intralogística.
O fato é que não há como fazer o produto chegar ao cliente sem transportá-lo nem atender prontamente um pedido sem algum estoque disponível, e isso nos leva ao foco dessa questão – a produtividade. Automatizar pode ser um bom começo, mas tenha em mente que investir em uma perda raramente será a solução para melhorar a produtividade do seu negócio.
Em logística não se consegue melhorar sempre, isto é, se eu obtiver ganhos de um lado, provavelmente vou perder do outro. Conhecidos como “trade-offs”, ou trocas compensatórias, ao melhorar a ocupação de um determinado centro de distribuição, por exemplo, sua seletividade será prejudicada. Se quiser reduzir despesas com transporte, provavelmente, aumentarei as despesas com armazenagem em prejuízo do nível de serviço aos clientes, e assim por diante.
A complexidade das operações requer técnicos e gerentes preparados para assumir a logística em nossas empresas, gente capaz de fazer mais do que apenas despejar dados em planilhas eletrônicas ou usar softwares otimizantes para obter a respostas aos problemas.
É fácil encontrar no mercado sofisticados sistemas de movimentação e armazenagem de materiais de alta tecnologia e automação, que nos fazem pensar em como seriam úteis em nossas empresas. Mas para a aquisição de um transelevador, um sistema de sortimento, uma empilhadeira ou o mais simples dos transpaletes, deve-se ter mais que um bom motivo.
A compra de um equipamento de movimentação de materiais não deve ser considerada um fim, mas um meio, uma ferramenta para auxiliar um estudo já desenvolvido do sistema logístico, este sim a melhor alternativa técnica, operacional e econômica para o desempenho que se quer atingir.
No caso particular da intralogística, a aquisição de um sistema mais complexo, ou qualquer equipamento deve começar pela justificativa técnica, isto é, pela confirmação da capacidade de atendimento da necessidade operacional que se tem. E sempre considerando inicialmente a possibilidade da eliminação da causa dessa necessidade, isto é, sua racionalização.
Comprovado o requerimento técnico e a viabilidade econômica, não se pode esquecer que a dinâmica do negócio pode muito bem alterar completamente as premissas previamente utilizadas no estudo. O ambiente empresarial muda constantemente e a capacidade de adaptação a mudanças é que permitirá a sobrevivência e a prosperidade do negócio.
É importante, ainda, ter em mente que em geral sistemas automáticos tendem a gerar certa falta de flexibilidade, o que pode comprometer sua adoção em ambientes muito diversos e imprevisíveis. Sem citar nomes, posso afirmar que são várias as empresas que investiram pesadamente em automação da intralogística e depois acabaram por “desligar” seus equipamentos por conta da mudança das tais premissas consideradas na fase inicial do projeto.
Existem três razões básicas para considerarmos o investimento na automação de nossa intralogística, mesmo quando este não se justifica economicamente. Por questões de segurança, quando não é recomendável pessoas na área de operação por insalubridade, periculosidade ou mesmo questões de sigilo, comuns no meio militar; por escassez de espaço; ou quando o fluxo (through-put) é muito elevado, isto é, quando mesmo com a alocação de mais recursos (como mão de obra, por exemplo) não há capacidade para atender o volume de movimentações.
Enfim, na avaliação de alternativas de melhoria no centro de distribuição não se pode desconsiderar o papel decisivo do gestor logístico na otimização do resultado das operações, eliminando atividades que não agregam valor. E somente depois de um estudo considerar a aquisição da solução logística que apresente o melhor retorno.

(*) É co-chairperson do Comitê de Logística, Manufatura e Qualidade do Congresso SAE BRASIL 2015, é engenheiro de Produção Mecânico, acumula mais de 25 anos de experiência em Supply Chain Management – Logística e coautor de diversos livros.

 

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