Concorrência ataca o Clubhouse

Vivaldo José Breternitz (*)

O Clubhouse, uma rede social de voz criada em 2020, vem chamando a atenção dos gigantes da internet: do Twitter ao Spotify, do LinkedIn ao Telegram, todos estão copiando o Clubhouse, que atingiu o pico de popularidade entre fevereiro e março e agora corre riscos diante do avanço desses gigantes.

As mais recentes cópias do modelo Clubhouse foram feitas pelo LinkedIn, ligado à Microsoft, e pelo Discord, um aplicativo projetado inicialmente para comunidades de jogos. Twitter, Telegram e Spotify já haviam desenvolvido funções similares às do Clubhouse. Só falta um dos gigantes da internet entrar no jogo para apertar ainda mais o Clubhouse.

Mark Zuckerberg, chefão do Facebook entrou na rede e participou do programa The Good Time Show, que foi ao ar em 4 de fevereiro, e levou o Clubhouse ao topo da lista de aplicativos mais baixados nos Estados Unidos naquele momento. Segundo rumores, o Facebook está trabalhando na criação de um produto semelhante, que seria testado inicialmente em sua ferramenta de chat, o Messenger.

Com a concorrência crescendo, vem a pergunta: qual será o destino do Clubhouse? Será adquirido por um desses gigantes, como o WhatsApp que foi comprado pelo Facebook por US$ 22 bilhões? Essas funcionalidades similares, desenvolvidas pelos gigantes da Internet irão fazer com que ele morra lentamente, como o Orkut? Ou a morte será rápida? A hipótese menos provável é que venha a se tornar um gigante autônomo, como seus concorrentes.

(*) – Doutor em Ciências pela USP, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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