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Divida e reavaliação do crédito: os impactos na vida dos brasileiros

em Mercado
sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

A educação financeira tem um papel crucial para a boa gestão das finanças, tanto pessoais quanto empresariais. Investir em ações que capacitem os consumidores a tomar decisões informadas e responsáveis promove um ambiente financeiro saudável e sustentável.

Além disso, a compreensão das práticas de reavaliação de crédito realizadas pelas instituições financeiras, que ajustam as condições de crédito com base no histórico financeiro e nas mudanças econômicas, é essencial para reduzir riscos e assegurar que os clientes possam honrar suas dívidas.

Com uma economia marcada por flutuações e crises periódicas, muitos brasileiros recorrem ao crédito para manter seu padrão de vida, o que pode resultar em endividamento. De acordo com dados do Serasa, em agosto de 2024, 44% da população brasileira estava inadimplente, o que corresponde a cerca de 72 milhões de pessoas.

Dentre os principais responsáveis por essa inadimplência, as dívidas com bancos e cartões de crédito lideram, representando 27,98% do total. Para Marcelo Scarpa, Executivo de Crédito do banco Digio, as taxas de juros no Brasil, sobretudo no crédito rotativo e no cheque especial, juntamente com a inflação, são fatores que contribuem para essa situação.

“O consumidor acaba recorrendo ao cartão na tentativa de equilibrar seu fluxo de caixa, transformando o limite do cartão em parte do orçamento quando não possui mais recursos. Depois, ele busca outras linhas de crédito para conseguir se organizar, mas dificilmente consegue pagar as parcelas. É um comportamento que requer atenção redobrada, pois as chances desse consumidor se endividar aumentam consideravelmente nessa situação”, explica.

É importante destacar que o alto endividamento impacta não apenas a economia, mas também o bem-estar das famílias. Do ponto de vista econômico, esse cenário reduz a capacidade de consumo, uma vez que boa parte da renda é destinada ao pagamento de dívidas, e reduz o crescimento econômico do país. O consumo das famílias é um dos principais motores da economia brasileira e, quando comprometido, freia a recuperação econômica.

Para o consumidor, o endividamento excessivo pode gerar estresse financeiro e comprometer sua qualidade de vida. A inadimplência também restringe o acesso a novos créditos e pode resultar em complicações legais e restrições em órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa, além da redução dos limites de crédito oferecidos pelas instituições financeiras.

Vale reforçar que as instituições revisam periodicamente o perfil dos consumidores para evitar inadimplência, utilizando critérios como pontuação de crédito, comportamento de consumo e renda, e não somente o volume de dívidas da pessoa em si. Uma boa educação financeira ajuda os consumidores a entender esse processo e a manter sua saúde financeira, permitindo que utilizem o crédito de forma consciente e planejada.

“É natural que as instituições revisem periodicamente suas políticas de crédito, considerando não apenas o aumento da inadimplência, mas também analisando os riscos de forma individual e personalizada. Além disso, é fundamental oferecer aos consumidores conteúdos e canais que os conscientizem e auxiliem na organização financeira, melhorando assim suas condições de crédito e consumo na sociedade”, conclui Scarpa. – Fonte e outras informações: (https://www.digio.com.br/).