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Sem acordo com oposição, Bolívia pode ter eleições por decreto

em Manchete
segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O ministro da Presidência da Bolívia, Jerjes Justiniano, afirmou ontem (18) que o governo de Jeanine Áñez avalia a convocação de novas eleições por decreto, caso não haja acordo no Congresso com os representantes do partido de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS). “Se percebermos que há dificuldades para convocar as eleições, uma das sugestões é que convoquemos eleições imediatamente por meio de algum outro instrumento legal”, afirmou.

A convocação de eleições por decreto já ocorreu antes na Bolívia, no mandato do presidente provisório Eduardo Rodríguez Veltzé (2005-2006), e serve como jurisprudência para o atual governo. Apesar de governo e oposição afirmarem que querem paz e diálogo, ainda não se sabe como o Congresso se posicionará nos próximos dias. O MAS tem maioria no Senado e na Câmara e pode barrar votações importantes como a convocação de novas eleições.

A chanceler boliviana, Karen Longaric, disse que as próximas eleições serão as mais transparentes da história do país e ressaltou o apoio que a Bolívia tem recebido de organismos internacionais. “Estamos todos muito entusiasmados por realizar as eleições mais transparentes da história da Bolívia e recuperar a credibilidade do povo. É a única maneira de consolidar instituições democráticas no país”, disse.

“O Ministério das Relações Exteriores entrou em contato com diferentes organizações internacionais que podem participar desse processo de diálogo sobre a paz. Estamos falando das Nações Unidas, da União Europeia e da OEA, que nos fornecerá assistência técnica”, afirmou Longaric (ABr).