PF prende grupo que planejava atentado terrorista nos Jogos

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Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes.

A Polícia Federal realizou ontem (21) a prisão de um grupo que preparava atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ao menos 10 brasileiros, em 10 estados diferentes do Brasil, foram presos na Operação Hashtag, que expediu 12 mandados de detenção temporária por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30. Os outros dois suspeitos ainda não foram detidos, mas estão sendo monitorados.
Nenhum nome foi divulgado para manter o sigilo da investigação. Em uma coletiva de imprensa, o ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre de Moraes, disse que os detidos são brasileiros que conversavam através de redes sociais, entre elas o Telegram. Moraes ressaltou que o grupo não se encontrava pessoalmente e apenas dois membros se conheciam. Alguns já tinham realizado o “batismo” virtual, declarando apoio à organização extremista Estado Islâmico (EI, também chamado de Isis ou Daesh) nas redes sociais.
“O máximo que houve foi uma comunicação entre os membros do grupo e um deles queria ir para o exterior, onde o Estado Islâmico atua, para fazer contato com eles. Mas o próprio membro admitiu que não conseguiria viajar por falta de dinheiro”, disse Moraes, que também informou que um membro da célula tentou comprar um fuzil AK-47 no Paraguai e que todos discutiam possibilidades de atentados. A PF realizou as prisões sob acusação de atos preparatórios de terrorismo, com base na lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff.
Segundo o ministro, por muito tempo a célula terrorista falava apenas em atentados no exterior. A possibilidade de cometer ataques no Brasil surgiu justamente com a proximidade dos Jogos Olímpicos. Na última segunda-feira (18), a reportagem da ANSA divulgou a notícia de que um grupo no país, autoproclamado “Ansar al-Khilafah Brazil,” declarou lealdade ao Estado Islâmico e submissão ao líder do califado, Abu Bakr al-Baghdadi (ANSA).

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