Prisão de Sérgio Cabral faz parte do “jogo democrático”

Marcelo Camargo/ABr
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Ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Ao comentar ontem (17) a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o Brasil está dando um exemplo para o mundo de independência dos seus poderes, “Isso é parte do jogo democrático e só atesta a solidez e a rigidez das nossas instituições”, afirmou, após participar da solenidade de assinatura de acordo para criação de programa habitacional específico para os militares.
Questionado se acredita que a prisão de Cabral pode afetar o governo Temer, já que é do PMDB, Jungmann negou. “Eu acho que isso de afetar (o governo), o que pode afetar seria, efetivamente, no caso de serem fundadas as acusações, é a má política. E aí eu espero que ela continue sendo bastante afetada, porque nós precisamos passar a política brasileira a limpo. Falo aqui como parlamentar. Isso é urgente, o Brasil pede e exige isso, e acho que estamos caminhando bem nesse sentido”, disse o ministro.
Jungmann alertou que as Forças Armadas irão se opor a qualquer ato que viole o jogo democrático. “Se você, através do protesto, cancela, inibe ou não permite o jogo democrático, aí é uma atitude totalitária, uma atitude antidemocrática. Qualquer desrespeito e ameaça que venha a ser feito a um regime democrático de direito, terá legalmente, constitucionalmente, a oposição das Forças Armadas”. Nesse mesmo tom, o ministro repudiou as ações de manifestantes que invadiram o plenário da Câmara dos Deputados. “As Forças Armadas não admitirão, devidamente chamadas ou convocadas pelos poderes constitucionais, a transgressão e desrespeito democrático”, declarou Jungmann
Jungmann disse, também, que uma das estratégias do ministério no reforço da segurança das fronteiras é a contratação de um satélite de baixa altitude, uma ferramenta tecnológica israelense, que permite a identificação de um objeto ou pessoa suspeita a uma distância de 50 a 70 centímetros de altura. Ele defende a implantação de um tratado de comércio de armas e o reforço de um acordo já existente no Mercosul, que permite a perseguição de criminosos para além da fronteira (ABr).

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