Michel Temer faz apelo a prefeitos para que apoiem a reforma da Previdência

O presidente Michel Temer, os ministros Henrique Meirelles e Eliseu Padilha, e o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, durante reunião com dirigentes da CNM e prefeitos de todo o país.
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O presidente Michel Temer fez um apelo ontem (13) aos prefeitos para que ajudem no convencimento da sociedade e dos parlamentares sobre a aprovação da reforma da Previdência. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer destacou que ainda há muita desinformação sobre a proposta e os parlamentares “precisam saber que têm o apoio da população e dos prefeitos”.
O presidente ressaltou que os deputados e senadores costumam ser muito próximos dos prefeitos, que demandam acesso às emendas e benefícios por meio da atuação dos parlamentares. E alertou que a reforma pode beneficiar muito mais aos municípios que precisam aumentar a economia em seus orçamentos. Temer alertou que se a reforma não for aprovada agora, terá que ser feita de forma mais radical no futuro, para evitar corte nos vencimentos de aposentados, como ocorreu em alguns países da Europa.
“Nós estamos fazendo uma reforma agora que evita um desastre ali na frente. (….) Agora estamos tomando [a cautela] de fazer um reforma mediana, razoável, para que isso não venha acontecer em brevíssimo tempo. Se não fizermos agora daqui a dois ou três anos, vai ter que fazê-la de uma forma mais radicalizada”, alertou.
Temer recebeu no Palácio do Planalto representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Associações e Federações Estaduais e prefeitos para tratar da reforma da Previdência. Os gestores levaram também ao presidente demandas consideradas prioritárias para os municípios, problemas relacionados aos programas federais executados pelas prefeituras e liberação de apoio financeiro.
Mais tarde, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, afirmou que os chefes das duas casas do Congresso chegaram a um acordo para votar a reforma da Previdência apenas em fevereiro de 2018. Segundo nota da assessoria de Jucá, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, concordaram em deixar o tema para o ano que vem (ABr).

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