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O Custo Invisível da Falta de Posicionamento nas Instituições de Ensino

em Economia da Criatividade
quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ao longo da minha experiência no marketing educacional, percebi que um dos maiores desafios das instituições não é a falta de investimento, mas a falta de clareza. Muitas escolas e universidades tentam falar com todos os públicos ao mesmo tempo, acreditando que isso amplia suas oportunidades. Na prática, acontece o contrário. Quando uma marca não deixa claro para quem é e qual valor entrega, ela se torna genérica. E marcas genéricas competem por preço. Como aponta Porter, a ausência de posicionamento estratégico leva à perda de vantagem competitiva (Porter, 1996). No mercado educacional, isso significa reduzir percepção de valor e aumentar a dificuldade de conversão.

Quando começo a analisar estratégias, vejo que a falta de posicionamento impacta toda a comunicação. As mensagens ficam amplas demais, os diferenciais pouco claros e o discurso perde força. Isso gera dúvida nas famílias, que não conseguem entender o que torna aquela instituição única. E, quando há dúvida, o risco percebido aumenta. Nesse cenário, o preço passa a ser um dos principais critérios de decisão. Como reforça Kotler, diferenciação é essencial para sustentar valor e evitar competição baseada apenas em custo (Kotler et al., 2021). Sem posicionamento, a instituição entra em uma disputa que dificilmente é sustentável no longo prazo.

Profissionais que compreendem a importância do posicionamento conseguem construir estratégias muito mais eficientes. Quando a instituição define com clareza seu público, sua proposta e seus diferenciais, a comunicação se torna mais assertiva. Isso melhora a qualidade dos leads, reduz o esforço comercial e aumenta a taxa de conversão. Além disso, fortalece a marca, que passa a ser reconhecida por atributos específicos e relevantes. O posicionamento também impacta diretamente a retenção, já que alunos mais alinhados tendem a permanecer e se engajar mais ao longo da jornada.

Na prática, posicionar não significa excluir oportunidades, mas escolher com estratégia. É preciso ter coragem para dizer para quem a instituição não é. Isso permite concentrar esforços em quem realmente se conecta com a proposta. Essa clareza facilita decisões internas, orienta campanhas e melhora a experiência das famílias. O marketing deixa de ser genérico e passa a ser direcionado, consistente e relevante. Pequenas mudanças no discurso e na definição de público podem gerar impactos significativos nos resultados.

Ao longo da minha trajetória, tive a oportunidade de aprofundar esse olhar e aplicar essas estratégias em diferentes contextos, inclusive durante minha formação na Full Sail University. Hoje, tenho clareza de que posicionamento não é um detalhe do marketing, mas a base de tudo. Instituições que tentam falar com todos acabam não sendo escolhidas por ninguém. No fim, não é quem aparece mais que cresce, mas quem é mais claro sobre o valor que entrega. E essa clareza é o que sustenta resultados no longo prazo.

Referências:

Kotler, P., Kartajaya, H., & Setiawan, I. (2021). Marketing 5.0: Technology for humanity. Wiley.

Porter, M. E. (1996). What is strategy? Harvard Business Review, 74(6), 61–78.

Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.

Como Fazer Marketing Educacional Através de Vídeos – Jornal Empresas & Negócios