Escritórios flexíveis e áreas de trabalho colaborativo, tendência do pós-covid

O isolamento social forçado, devido à pandemia que assolou os mercados, tem levado as empresas a repensar as relações de trabalho e o formato dos escritórios para atender ao novo cenário que será instaurado pós-covid-19. Percebendo as vantagens do trabalho remoto e da jornada flexível, que podem resultar em mais produtividade e menos custos como aluguel, energia e limpeza, companhias brasileiras têm apostado na reformulação de seus escritórios, desenvolvendo ambientes mais enxutos e funcionais, que utilizam salas de funções múltiplas e atendem melhor às demandas do trabalho colaborativo.

Essa é a tendência que Ian Biella, arquiteto da Archademy, maior aceleradora de escritórios de arquitetura e design de interiores do país, tem observado dos novos projetos que chegam até ele, neste cenário de quarentena. “As empresas começam a ter um feedback positivo do home office e a perceber que uma mudança estrutural pode ser positiva daqui para frente. Algumas companhias estão nos procurando para tornar o escritório mais dinâmico, pronto para atender a uma equipe mais enxuta, que tem parte dos funcionários em regime remoto, pelo menos em alguns dias da semana”, explica Biella.

Entre as novidades estão a redução no número de estações de trabalho e a criação de um espaço compartilhado multifuncional. Diferentemente das salas de descompressão, tendência importada das startups do Vale do Silício, este novo ambiente tem como objetivo garantir reuniões presenciais entre as equipes, que deixaram de trabalhar fisicamente em um mesmo espaço, e a troca de ideias para projetos multidisciplinares.

“Sofás grandes com mesas de café ajudam a manter grupos maiores reunidos. Sem divisórias, o espaço transmite também o conceito do compartilhamento. Muitas empresas hoje trabalham com “squads”, ou seja, times que têm diferentes experiências e formações, enriquecendo os projetos com mais diversidade na ideação”, explica. “Os espaços comuns deixam de ser apenas interativos, e passam a ser colaborativos”, destaca.

Segundo o especialista, as empresas têm desenhado escritórios para se tornarem um ponto de encontro, de reunião e discussão de projeto, e não somente um espaço físico mandatário, que serve de controle para a produtividade do trabalho. As estações de trabalho também se tornam mais flexíveis. Sem “dono”, qualquer profissional pode utilizar aquela mesa quando estiver no escritório, o que reduz a necessidade de manter várias baias para dar suporte ao time inteiro (AI/Compliance Comunicação).

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