Lazer e Cultura 23/06/2016

Contestadores

Carlos Careqa
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Três artistas, cantores, compositores e instrumentistas, dividem o palco para apresentar o show “A Arte da Sutileza”

A Arte da Sutileza reúne o repertório de dois artistas brasileiros contestadores, Geraldo Vandré e Taiguara. Ambos são compositores e cantores representativos da época mais aguda da ditadura militar do nosso país. Lula, Careqa e Kleber pretendem mostrar as variadas facetas de suas obras, do engajamento total às sutilezas de quem precisava driblar a violenta censura da época para continuar produzindo sua arte. Entre as canções de Vandré que compõem o roteiro do show, destaque para “Disparada”, “Prá Não Dizer Que Não Falei das Flores” (Caminhando)”, “Requiém Para Matraga” (Vim Aqui Só Prá Dizer…) e “Porta Estandarte”. Das obras de Taiguara, o repertório traz “Hoje”, “Que As Crianças Cantem Livres”, “Mudou” e “Teu Sonho Não Acabou”, entre outras. Os artista prometem números musicais solos, em duo e em trio.

Serviço: Sesc Campo Limpo, R. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, tel. 5510-2700. Sábado (25) às 20h. Entrada franca.

REFLEXÃO

DIVINOS DONS: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor e de moderação”. – Paulo. (II Timóteo, 1:7.)  Realmente, não foi o Pai Excelso quem nos instilou o espírito do medo. Ao revés disso, conferiu-nos largamente a fortaleza, o amor e a moderação. Todos somos, assim, dotados de recursos para desenvolver, ao infinito, os dons divinos da fortaleza que é valor moral, do amor que é serviço no bem e da moderação que define equilíbrio. Entretanto, à maneira do operário que foge à máquina, acreditando receber impunemente o salário da oficina, sem o suor do trabalho, desertamos da responsabilidade, supondo obter sem paga os benefícios da vida, sem o esforço do próprio burilamento. O operário, nessas circunstâncias, ganha vantagens materiais; contudo, na intimidade, permanece no nível da incompetência; e nós outros, em semelhante atitude, podemos desfrutar considerações do plano terrestre, mas, por dentro, estacamos na sombra da ignorância. É por isso que geramos, em nosso prejuízo, o clima do medo, em que os monstros do egoísmo e da discórdia, do desespero e da crueldade se desenvolvem, tanto quanto a cultura de várias enfermidades prolifera na podridão. Não te percas, desse modo, nas idéias enquistantes ou destruidoras do medo, capazes de operar a ruína dos melhores impulsos, porque, se utilizas a fortaleza, o amor e a moderação – talentos de que o Senhor te investiu em favor do próprio aperfeiçoamento -, seguirás para diante, na Terra e além da Terra, com a luz do coração e a paz da consciência.  Livro Palavras de Vida Eterna – F.C. Xavier

MPB

mpb temporario
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Sinopse: Uma homenagem especial a uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, a cantora Elis Regina.Qualidade vocal, presença de palco e personalidade colocaram Elis na história como uma das mais importantes cantoras e intérpretes brasileiras. O espetáculo “Simplesmente Elis” leva a uma fascinante viagem através da música. Para relembrar os sucessos imortalizados pela voz marcante da Pimentinha, a cantora Didi Gomes sobe aos palcos agraciando o público com seu talento, que tem conquistado admiradores e seguidores por onde tem passado.

Serviço: Teatro Paulo Machado de Carvalho, Al. Conde de Porto Alegre, 840, Santa Maria, São Caetano do Sul, tel. 4226-2570. Sexta (8) às 21h. Ingresso: R$ 60.

Família feliz

Os adesivos “família feliz” ganharam os automóveis de várias cidades do Brasil e estampavam pais, mães, crianças, avós e até mesmo os animais de estimação que faziam parte de cada família. Entretanto, segundo o último Censo do IBGE, a família tradicional representa 49,9% e já não é maioria no Brasil, mas as traseiras dos carros pareciam indicar exatamente a direção contrária. Se a prática mudou, não é só a legislação que tem que ser chacoalhada, mas principalmente o universo de valores e símbolos. A diversidade sexual, a igualdade de gêneros e a pluralidade afetiva não representam ameaça à família, mas integram-se como novas possibilidades e é com esse mote que o grupo paulista Poleiro do Bando realiza a Ocupação Poleiro Do Bando com a apresentação de três espetáculos do repertório que refletem sobre o respeito à diversidade de gênero e a instituição família. Reestreia do espetáculo Tão Pesado Quanto o Céu [peça HQ] (de 01 a 17/07), Playground (de 22/7 a 7/8) e o infantil Família Formigueiro Casa Condomínio (de 02/07 a 07/08).

Serviço: Teatro Alfredo Mesquita, Av. Santos Dumont, 1770, Santana, tel. 2221-3657. Tão Pesado Quanto o Céu [peça HQ] e Playground, Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h, Família Formigueiro Casa Condomínio, sábados e domingos às 16h. Entrada franca.

Relações humanas

Cena do espetáculo A Iocência do que Eu (Não) Sei  Foto:
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O espetáculo “A Iocência do que Eu (Não) Sei” é resultante do projeto Onde O Percurso Começa? Princípios de Identidade e Alteridade no Campo da Educação, que envolve uma intensa pesquisa teatral e de campo em três escolas públicas de Heliópolis. O enredo apresenta quatro trajetos que mostram os desejos e as contradições de pessoas em busca de aprendizagem: o Menino Rapaz que vence; a Feliz Mulher que se adapta; o Caminhante em busca do saber; e a Mulher que come maçã. De modo poético e irônico a peça extrapola o universo escolar para discutir relações humanas mediadas por dispositivos de controle social e econômico. Com Dalma Régia, David Guimarães, Donizete Bomfim e Klaviany Costa. Músicos: William Paiva (piano), Fabio Machado (violoncelo) e Giovani Liberato (guitarra e sonoplastia).

Serviço: Casa de Teatro Maria José de Carvalho, R. Silva Bueno 1533, Ipiranga, tel. 2060-0318. Sábados às 20h e domingos às 19h. Ingresso: R$ 5. Até 24/07.

Concerto

O espetáculo “Três Tenores Brasileiros” apresenta três tenores: Armando Valsani, cantor mais requisitado pelas colônias italianas em todo o país, juntamente com o seu pai Nino Valsani, que possui o privilégio de ter uma das vozes mais bonitas que o Brasil já conheceu. Francisco Romanelli é uma grata revelação do cenário musical paulistano. Com um repertório invejável, agrada e emociona plateias.

Serviço: Teatro Eva Wilma, R. Antônio de Lucena, 146, Tatuapé, tel. 2090-1650. Sexta (24)às 21h. Ingresso: R$ 80.

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