2020: o poderoso ano das startups

Ebulição é o estado ideal para definir o mercado de startups em 2020 no Brasil

Daniel Domeneghetti (*)

Se 2019 o momento foi dos investidores, no próximo ano o protagonismo será das startups. Se pudesse escolher uma frase para representar o futuro próximo, não titubearia em dizer que a citação ideal seria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Não será raro ver o aumento de lançamentos de fundos de investimentos para startups no Brasil, tanto privados, via companhias da velha economia, como públicos, vide BNDES, BRDE e bancos regionais.

O investidor brasileiro está faminto em desbravar mercados na busca por novos modelos de negócios. Os setores financeiro e varejista fiquem em alerta. Anjos olharão para e por vocês. Seja com soluções tecnológicas ou metodologias disruptivas, estes nichos poderão ser beneficiados pelo boom do empreendedorismo inovador, uma vez que lidam direta e indiretamente com os desejos do cliente final.

Nomes de peso do ecossistema do empreendedorismo nacional vão se aliar às startups em 2020. É a adaptação encontrada por essa classe, que foi concebida e projetada para resistir aos dissabores da velha economia.

Igualmente às empresas tradicionais, que se curvarão às startups como uma das maneira de acompanhar o ritmo frenético do consumidor empoderado digitalmente, tal qual fez o Bradesco com o Inovabra e o Itaú com o Cubo. Reinvenção será a palavra de ordem na nova década!

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Uol Economia

Com um 2020 que prevê crescimento de pelo menos 2%, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o desafio será afinar os propósitos entre empresários tradicionalistas com startupeiros da nova geração.

Tudo porque devido a um choque geracional de ideias e ideais, temos de um lado uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo.

A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que darão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia e fim.

Adianto em responder que está errado. Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos.

Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado.

É disso que precisamos. E tem um ano, uma década inteira, para aliar a fome dos investidores com a vontade de comer das startups. O tempo é agora e já começou.

(*) – É especialista em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da E-Consulting Corp (www.e-consultingcorp.com.br).

2020 Promete

João Carlos Marchesan (*)

Chegamos ao final de 2019 com expectativas muito animadoras para o nosso setor

Vivemos níveis históricos da Taxa Selic, uma inflação controlada e um câmbio industrializante, que nos oferece novas possibilidades de crescimento. De outro lado, a carteira de pedidos do setor de máquinas e equipamentos subiu 2,3% em outubro sobre o mesmo mês do ano passado e 14,1% ante setembro, sinalizando uma melhora nas encomendas de bens não seriados, voltados para grandes projetos e que costumam carregar margem melhor de lucro, principalmente para os setores de celulose e mineração.
Outro dado animador é que o consumo aparente de máquinas no Brasil disparou 33,7% na mesma comparação, para cerca de 14 bilhões de reais. No ano, o indicador acumula crescimento de 15,9%, atingindo 107,24 bilhões de reais. A reforma da previdência é outro fator que renova o ânimo, as propostas de desburocratização da economia e o próprio progresso na articulação política e econômica com o governo são fatores que também colaboram para a melhoria do ambiente de negócios do País como um todo, gerando perspectivas ainda mais promissoras.
Como resultado dessa interlocução com o governo, temos o lançamento do Programa de Melhoria Contínua da Competitividade, através de um trabalho que foi feito em uma parceria inédita da ABIMAQ com a SEPEC – Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e outras entidades da indústria.
Após a realização contínua de estudos e trabalhos para detecção e levantamento do Custo Brasil, dentro do âmbito do nosso setor, conseguimos sensibilizar o Governo e várias entidades de classe a ampliar o estudo para todo o País e o resultado foi o lançamento de um programa baseado em trabalho contratado por Entidades da Coalizão Indústria junto à BCG – Boston Consulting Group com participação da ABIMAQ, com o objetivo de combater e reduzir o Custo Brasil, executando uma nova metodologia de análise e governança para analisar e priorizar propostas com maiores chances de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade brasileira.
Além desses fatores temos índices que indicam que o consumo das famílias está aumentando, o que deve gerar aumento no mercado interno. A segurança jurídica e outros fatores desencadeadores de um crescimento econômico sustentável nos fazem acreditar que os investimentos podem retornar, especialmente em infraestrutura, gerando um novo ciclo desenvolvimentista.
Portanto, acreditamos que 2020 será um ano de grandes transformações para o País como um todo e para o nosso setor em particular. Que venha 2020 e com ele todas as expectativas de crescimento e desenvolvimento que desejamos.

(*) – É administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

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