Rodada tem um bloco arrematado e R$ 5 bilhões de bônus

A 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção, da ANP, terminou com apenas um bloco arrematado entre os cinco oferecidos no polígono do pré-sal, arrecadando um bônus de assinatura de R$ 5 bilhões. A Petrobras havia manifestado preferência por três blocos, mas só fez uma proposta, em consórcio com a chinesa CNODC, sendo 80% da estatal brasileira e 20% da chinesa.

O bloco arrematado foi Aram, na Bacia de Santos, considerado o mais valioso do leilão. O lance oferecido pelo consórcio foi o mínimo, com percentual de excedente em óleo de 29,96%. Nos leilões do regime de partilha, esse percentual é o critério usado para avaliar as propostas, já que os contratos preveem que parte da produção precisa ser dividida com a União.

Para a ANP, a ausência da Petrobras nesses blocos foi uma surpresa, admitiu o diretor-geral da agência, Décio Oddone.”O que vamos ver nos próximos anos é a perfuração de centenas de poços e a instalação de dezenas de plataformas”, disse, acrescentando que, apesar disso, considera que a manifestação da Petrobras “inibiu a concorrência”.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também avaliou que a posição da estatal reduziu a concorrência no leilão.
“O fato de a Petrobras exercer o direito de preferência, reduzindo a competitividade, e não participar, tem que ser efetivamente analisado, porque realmente não me parece ser de bom senso manter o regime como é hoje”. Bento Albuquerque disse que o leilão encerra um ano extremamente positivo, em que os bônus de assinatura arrecadaram R$ 85 bilhões (ABr).

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