Economia 25/09/2019

Copom diz que economia deve crescer ligeiramente no 3º trimestre

Após expansão acima do esperado no segundo trimestre, o Copom do Banco Central (BC) estima que a economia deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre. Essa é a conclusão da ata da última reunião, divulgada ontem (24).

O Copom acredita que o crescimento da economia será gradual. Foto: Reprodução/Internet

“Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP – com impacto, em especial, no último trimestre de 2019”, disse o comitê.

Ao excluir os efeitos desses estímulos temporários, o Copom acredita que o crescimento da economia será gradual.

O Copom indica que a “consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional” na taxa Selic. Entretanto, o comitê destacou que os próximos passos na definição da Selic “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”. As projeções de curto prazo do mercado financeiro indicam que a inflação acumulada em 12 meses deve recuar nos próximos meses e retornar, ao final do ano, para níveis próximos aos observados até agosto.

“Essa trajetória de curto prazo reflete, dentre outros fatores, comportamento benigno de alguns componentes mais voláteis da inflação e dinâmica da inflação importada, cujos vetores altistas têm sido moderados pela trajetória de preços externos”. E a previsão para a inflação em 2020 está abaixo da meta de 4%. No cenário com trajetórias para a taxa de juros em 5% ao ano no fim de 2019 e câmbio em R$ 3,90, e manutenção desses patamares em 2020, a inflação deve ficar em 3,3% em 2019 e 3,6% no próximo ano.

O Copom reiterou “a importância de continuidade da agenda de reformas e de perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira”. “Avaliaram também que, não obstante o cenário externo ter se mantido relativamente favorável para a condução da política monetária em economias emergentes, o risco de cenários adversos para ativos de risco parece ter se intensificado”, acrescentou.

Confiança do comércio recua 1,5 ponto em setembro, diz FGV

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A expectativa para os próximos meses é de recuperação gradual. Foto: Arquivo/ABr

Confiança do comércio recua 1,5 ponto em setembro, diz FGV

Agência Brasil

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,5 ponto de agosto para setembro deste ano. Com o resultado, o indicador caiu para 97,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A confiança dos empresários caiu em oito dos 13 segmentos do comércio pesquisados.

A piora do índice foi provocada pelo recuo do Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente e que caiu 3,6 pontos, passando para 92,1 pontos, depois de duas altas consecutivas. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, avançou 0,7 ponto e atingiu 102,5 pontos.

De acordo com o pesquisador da FGV, a expectativa para os próximos meses é de recuperação gradual do setor, impulsionada pela liberação dos recursos do FGTS e pelas melhoras, ainda que moderadas, da confiança dos consumidores e do mercado de trabalho.

Apesar do resultado negativo de setembro, a média do índice de confiança no terceiro trimestre ficou 3,3 pontos acima do segundo trimestre. A média móvel trimestral subiu 1,3 ponto.

Caem os gastos de brasileiros em no exterior

Agência Brasil

Com o dólar em alta, as despesas de brasileiros em viagens ao exterior caíram em agosto, quando os gastos totalizaram US$ 1,309 bilhão, com queda de 5,24% em relação ao mesmo mês de 2018 (US$ 1,382 bilhão). Os dados foram divulgados ontem (23) pelo Banco Central (BC).
Nos oito meses do ano, esses gastos com viagens ao exterior também estão menores.

Nesse período, as despesas chegaram a US$ 12,014 bilhões, queda de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 12,686 bilhões). As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 464 milhões no mês passado e a US$ 4,138 bilhões em oito meses, com recuo de 3,84% e de 0,04% respectivamente, na comparação com os mesmos períodos de 2018.

Com isso, a conta de viagens, formada pelas despesas e as receitas, fechou agosto negativa em US$ 846 milhões e nos oito meses do ano com déficit de US$ 7,876 bilhões.

Estoques estão adequados para 60% dos empresários

Após três quedas consecutivas, o Índice de Estoques (IE) do comércio paulistano registrou alta de 5,2% em setembro, passando de 114,5 pontos em agosto para os atuais 120,4 pontos. Na comparação com o mesmo período de 2018, houve elevação de 15,5%. Segundo a pesquisa, a proporção dos que consideraram os estoques adequados subiu 3 pontos porcentuais (p.p), atingindo 60%. Em relação ao mesmo período de 2018, a alta foi de 8,1 p.p.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, essa melhora no índice é muito positiva e deve se estender ao longo do segundo semestre de 2019, com um novo ciclo de retomada de vendas, principalmente, com as próximas datas comemorativas que estão por vir como Black Friday e Natal.

Ainda houve queda de 1,9 p.p. entre os comerciantes que declararam ter excesso de estoques – de 28,1% em agosto 26,3% em setembro. Diminuiu também os que consideram ter estoques baixos – 1,1 p.p. – 13,5% ante os 14,5% de agosto. Entre as pequenas empresas 26,6% estão com estoques altos, enquanto nas grandes – a proporção é menor – 9,8%. Quanto aos estoques baixos, a parcela é de 13,3% e 19,7%, repectivamente (AI/FecomercioSP).

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