Economia 09/08/2016

Mercado reduz queda da economia este ano

A projeção do mercado financeiro para a inflação passou de 7,21% para 7,20% este ano.
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Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) ajustaram a estimativa de encolhimento da economia pela segunda vez consecutiva

A projeção de queda do PIB passou de 3,24% para 3,23%. Para 2017, a projeção de crescimento segue em 1,1% há três semanas consecutivas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo BC sobre os principais indicadores da economia.
A projeção das instituições financeiras para a inflação, medida pelo IPCA, passou de 7,21% para 7,20% este ano, e de 5,20% para 5,14%, em 2017.
As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação de 4,5%. Para este ano, a projeção ultrapassa também o limite superior da meta de 6,5%. O teto da meta em 2017 é 6%.
A expectativa das instituições financeiras para a taxa permanece em 13,50% ao ano, ao final de 2016, e em 11% ao ano, no fim de 2017. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,30 ao final de 2016, e em R$ 3,50 no fim de 2017 (ABr).

Taxa de juros sobem pela 22ª vez consecutiva

As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em julho de 2016, sendo esta a sétima elevação no ano e a vigésima segunda elevação consecutiva. Para o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas, da Anefac, Miguel José Ribeiro De Oliveira, estas elevações podem ser atribuídas ao cenário econômico que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência.
“Este cenário se baseia no fato dos índices de inflação mais elevados, aumento de impostos e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isto a recessão econômica, o que deve promover no crescimento dos índices de desemprego. Tudo isto somado, e o fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas, todos estes fatores levam as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”.
Já pensando nos próximos meses, o diretor aponta que tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas. “Entretanto sempre existe a expectativa de que o Banco Central possa vir a reduzir a Selic nos próximos meses, e este fato pode igualmente contribuir para a redução das taxas de juros das operações de crédito” (Anefac).

 
 

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