Economia 05/07/2016

Países prorrogam a liberação do glifosato

Apesar dos protestos, a aplicação do herbicida foi prorrogada por mais 18 meses.
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Países da comunidade europeia se reuniram em Genebra em busca de consenso sobre o uso do glifosato na agricultura mundial

De acordo com a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Margareth Chan, a aplicação do herbicida foi prorrogada por mais 18 meses. Para o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, a decisão libera a produção brasileira do clima de insegurança.
“A diretora-geral entendeu a importância do glifosato para a agricultura mundial. Antes de se estabelecer claramente se um produto é perigoso, é necessário avaliar cientificamente qual o seu risco para a saúde humana. Não se pode banir um produto largamente utilizado pela produção agrícola, e que contribui para sua produtividade, sem critérios científicos”, disse Novacki, que participou da reunião da OMC, no último dia 30.
Segundo Novacki, a diretora-geral da OMC vai acompanhar os estudos e já adiantou que concorda com essa posição. “Temos que evitar as manifestações que tragam insegurança e gerem especulações que desequilibram o mercado agrícola e colocam em xeque a segurança alimentar mundial”, alertou Margareth Chan (Mapa).

Projeção da inflação em 2016 cai para 7,27%

Depois de seis semanas seguidas em alta, a projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo IPCA, foi levemente reduzida ao passar de 7,29% para 7,27%. Para 2017, também caiu: de 5,50% para 5,43%. As estimativas fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central. Os cálculos estão longe do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017.
No último dia 28, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que alcançar o centro da meta de inflação, em 4,5%, em 2017, é uma expectativa ambiciosa e crível. Para Goldfajn, atingir esse objetivo é algo ambicioso porque a inflação em 2015 foi “mais que o dobro da meta”. “O ano de 2015 foi de choque, inflação muito elevada, em parte devido à depreciação forte [do real], a inflação de [preços] administrados muito forte. Desde então, o objetivo do regime de metas tem sido fazer a convergência de volta para o centro da meta”, disse, ao divulgar o Relatório de Inflação.
A expectativa das instituições financeiras para a taxa da Selic ao final de 2016 segue em 13,25%. Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica permanece em 11% ao ano. A estimativa de instituições financeiras para a queda do PIB foi altera de 3,44% para 3,35%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento é mantida em 1%, há três semanas. A projeção para a cotação do dólar foi alterada de R$ 3,60 para R$ 3,46, ao final de 2016, e de R$ 3,80 para R$ 3,70, no fim de 2017 (ABr).

OTIMISMO CONTINUA BAIXO NAS INDÚSTRIAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

O termômetro de maio da Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, indica que o otimismo das empresas do setor quanto as ações do governo aumentou para 22%. Na mesma pesquisa, realizada em abril, apenas 6% estavam otimistas. Em relação as vendas, 38,9% dos empresários das indústrias de materiais esperam resultados regulares no mês. O percentual é o mesmo para aqueles que aguardam resultados ruins. Os extremos indicam que 16,7% esperam bons resultados no período enquanto 5,5% indicam que maio será um mês muito ruim para as vendas.
Para junho a expectativa de vendas regulares aumenta, sendo a opção de 66,6% dos empresários. Este mês pode ser bom para 16,7% e muito bom para 5,6%, enquanto que para 11,1%, junho será um período ruim para as vendas.

 

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