Economia 04/10/2019

Endividamento das famílias cresce pelo nono mês consecutivo

O número de endividados aumentou em setembro, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Foi o maior resultado desde julho de 2013 e o terceiro maior patamar da série histórica. Foto: Internet/Reprodução

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apontou a nona alta seguida do indicador que mede o endividamento dos brasileiros: 65,1% das famílias relataram ter dívidas, contra 64,8% em agosto e 60,7% em setembro do ano passado. Foi o maior resultado desde julho de 2013 e o terceiro maior patamar da série histórica.

Os indicadores de inadimplência acompanharam a alta do endividamento. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou a 24,5% em setembro contra 24,3% em agosto. Também houve aumento em relação a setembro de 2018 (23,8%). Na faixa de menor renda, o percentual cresceu de 27,4% em agosto para 27,6% em setembro. Em contrapartida, no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o número de inadimplentes caiu em setembro (10,8%) em relação a agosto (10,9%).

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, por isso permaneceriam inadimplentes, aumentou na comparação mensal (9,6% em setembro contra 9,5% em agosto), mas recuou na comparação com setembro do ano anterior (9,9%). O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que, apesar do aumento nos atrasos, as famílias brasileiras se mostraram, na comparação anual, mais otimistas em relação à capacidade de pagamento: “A perspectiva de renda extra com os recursos do FGTS ajuda a explicar esse resultado”.

Entre as modalidades de dívidas das famílias brasileiras estão itens como: cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestações de carro e cartão de crédito. Este último, inclusive, ficou em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida, sendo apontado por 79,5% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,5%) e financiamento de carro (9,7%) (AC/CNC).

Alta do consumo das famílias melhora confiança dos empresários

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O panorama econômico apontou melhoras em setembro. Foto: FecomercioSE/Reprodução

O Índice de Consumo das Famílias (ICF) obteve, em setembro, sua segunda alta consecutiva (2,7%). Com isso, a confiança do empresário registrou elevação de 5% após cinco quedas seguidas. Houve aquecimento nas intenções dos empreendedores em investir e fazer novas contratações, e o Índice de Expansão do Comércio (IEC) subiu 6,9%, depois de três baixas nos meses anteriores.

Para a FecomercioSP, o panorama econômico apontou melhoras em setembro devido à entrada de mais dinheiro no mercado, após o pagamento da primeira parcela do 13º para os aposentados e a liberação de recursos do PIS/FGTS. Além disso, houve aumento no índice de emprego, a inflação está controlada e os juros caíram.

Com os juros em queda, as instituições financeiras procuram rentabilidade no mercado e facilitam a obtenção de crédito, o que também impulsiona a alta da confiança das famílias e dos empresários, com mais dinheiro em circulação para quitação de dívidas e aquisição de mercadorias.

Contudo, a FecomercioSP recomenda que os comerciantes ainda não alterem os preços dos produtos e mantenham a estratégia de liquidações do primeiro semestre, pois parte desse recurso que foi injetado na economia será utilizado para o pagamento de dívidas e a capacidade de consumo ainda está limitada (AI/FecomercioSP).

Citricultura gerou 6,6% das vagas formais

A cadeia citrícola brasileira foi responsável pela criação de 39.297 postos de trabalho formais, 6,6% do total das vagas geradas no Brasil, entre os meses de janeiro e agosto. O Caged divulgou, através do Ministério da Economia que, no mesmo período, foram geradas 593.467 vagas de emprego. Somente em agosto, foram criadas 121.387 vagas no país, o melhor resultado para meses de agosto desde 2013, quando foram gerados 127.648 empregos.

A citricultura contribuiu com 3% dos empregos, com a contratação formal de 3.712 trabalhadores. “Estamos num ano de safra grande e toda colheita é manual. Esse tipo de dado mostra a importância do setor para o desenvolvimento do interior de São Paulo”, explica o diretor- executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, Ibiapaba Netto.

No Brasil, o estado de São Paulo foi o que mais gerou postos formais em agosto, com 33.298 vagas (3.123 vagas na citricultura). No setor, as vagas foram criadas, em sua grande maioria, na região do Cinturão Citrícola, área que engloba o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. Entre janeiro e agosto, São Paulo gerou 32.661 empregos.

Nova lei vai estimular a criação de 500 mil novas empresas

A Lei da Liberdade Econômica deve contribuir para gerar 500 mil novas empresas por ano, que vão se juntar às 1,5 milhão – que é a média de novos negócios criados anualmente no Brasil. Essa é a estimativa do Sebrae a partir das mudanças implementadas pela lei que deve reduzir a burocracia, tornando mais fácil a abertura de empresas. Além de facilitar a abertura de novos empreendimentos, a lei também deve fortalecer as empresas já existentes, com a melhoria do ambiente de negócios, promovendo a geração de mais empregos.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, os pequenos negócios (que representam 99% de todas as empresas do país) são os maiores beneficiados com as medidas de simplificação implementadas com a Lei da Liberdade Econômica. “A Lei tira o estado das costas do empreendedor, que agora ganha maior confiança para investir em inovação e gerar novos postos de trabalho”. A expectativa do ministério da Economia é de que as medidas de simplificação devem contribuir com a geração de 3,7 milhões de empregos em 10 anos(AI/Sebrae).

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