
Trabalhar com marketing educacional é, acima de tudo, entender pessoas — e isso inclui compreender as diferenças entre gerações. Nas escolas e universidades de hoje, dialogamos simultaneamente com adolescentes da Geração Z, pais da Geração X e, muitas vezes, avós Baby Boomers. Cada grupo tem seus valores, hábitos de consumo e expectativas em relação à educação. Durante minha trajetória, aprendi que a comunicação só é eficaz quando respeita essas diferenças, criando pontes em vez de ruídos. Afinal, o que inspira um jovem de 16 anos pode ser completamente diferente do que gera confiança em um pai de 45.
No contexto educacional, essa pluralidade é um desafio e uma oportunidade. A Geração Z valoriza autenticidade, propósito e experiências personalizadas; são nativos digitais que buscam conexões rápidas e transparentes. Já os pais da Geração X tendem a priorizar estabilidade, qualidade de ensino e resultados concretos. Os Baby Boomers, por sua vez, costumam valorizar tradição, reputação e vínculos pessoais com a escola. Como destaca Tapscott (2009), “cada geração desenvolve seu próprio conjunto de expectativas, moldadas pelas tecnologias e contextos sociais em que cresce”. O papel do marketing educacional é, portanto, traduzir o mesmo propósito institucional em linguagens adaptadas a cada público.
Em minha experiência, vejo que a chave está na coerência e na segmentação. É possível usar o mesmo valor central — por exemplo, inovação — com abordagens diferentes: para o jovem, mostrando experiências criativas; para os pais, apresentando resultados concretos; e para os avós, reforçando a continuidade e o cuidado. Kotler e Keller (2016) lembram que “a segmentação eficaz considera não apenas o perfil demográfico, mas também os valores e comportamentos dos consumidores”. Isso vale especialmente na educação, onde as decisões envolvem emoção e responsabilidade compartilhada entre gerações.
Aplicar uma comunicação intergeracional também exige diversidade de canais. Enquanto os alunos estão no TikTok, os pais se informam por e-mail ou WhatsApp, e os avós preferem uma conversa pessoal ou um telefonema. Adaptar a linguagem a cada meio é um gesto de empatia e profissionalismo. Mais do que vender uma proposta pedagógica, comunicamos confiança e pertencimento.
Acredito que a educação é uma das poucas áreas onde três gerações se encontram com o mesmo objetivo: construir futuro. E é nesse encontro que o marketing ganha sentido. Ao longo da minha trajetória, especialmente com a Full Sail University, aprendi que comunicar para diferentes gerações é mais do que adaptar mensagens — é unir visões de mundo em torno de um propósito comum: aprender e evoluir juntos.
Referências
Kotler, P., & Keller, K. L. (2016). Marketing Management (15th ed.). Upper Saddle River, NJ: Pearson Education.
Tapscott, D. (2009). Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World. New York: McGraw-Hill.
Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.




