Infraestrutura moderna: a base do e-commerce

Paulo de Godoy (*)

O setor de varejo sempre demonstrou agilidade na adoção de novas tecnologias, desde a automatização da leitura de códigos de barras em supermercados, até as lojas virtuais e o crescente mercado do e-commerce.

Nos últimos anos para as empresas do setor, manter a competitividade significa entrar de cabeça na era digital, e isso exige uma infraestrutura moderna que, além de atender às necessidades do mercado do ponto de vista transacional, seja capaz de proporcionar uma boa experiência ao consumidor.

Neste momento, é inevitável abordar os desafios sem precedentes para o varejo no ano que se passou. Agora, mais do que nunca, a tecnologia desempenha um papel crucial na rotina dos negócios. A pandemia transformou não apenas a maneira como as empresas operavam seus negócios, mas também o comportamento do consumidor.

Se antes comprar online era uma alternativa mais esporádica em busca de produtos específicos, como eletrônicos e eletrodomésticos, hoje vemos consumidores no mundo inteiro engajados em fazer todas as suas compras na internet, incluindo itens de consumo diário, como higiene e limpeza. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) a receita do e-commerce no Brasil atingiu a marca de R$ 41,92 bilhões em 2020, um aumento de 56,8% de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

A Fecomércio-SP destaca ainda que, impulsionadas pela pandemia, no Estado de São Paulo as vendas online cresceram o equivalente ao registrado nos últimos seis anos em apenas seis meses, e passaram a representar 3,7% do total do varejo na região. Essa prosperidade não seria possível e não teria se mantido até os dias de hoje sem as novas tecnologias, soluções e infraestrutura avançadas para atender às necessidades dos consumidores modernos.

Aqui me refiro também à estratégia conhecida como “Blockchain of Things”, a combinação de soluções IoT e blockchain capazes de otimizar a cadeia de suprimentos em todas as suas etapas, desde a criação até a distribuição nos pontos de venda (POS) e, finalmente, chegar às mãos do cliente final. Uma infraestrutura moderna de armazenamento desempenha um papel fundamental nessa abordagem, capacitando as equipes de TI com análises massivas de dados rapidamente que podem transformar a tomada de decisões de negócios.

O que observamos no mercado é que as empresas que querem se manter competitivas buscam trabalhar em plataformas mais modernas na nuvem, com soluções ágeis, simples e escalonáveis. A demanda mais crescente é por ambientes híbridos – on-premise, nuvem privada e aplicações e cargas de trabalho em execução na nuvem pública.

Isso significa que a abordagem mais assertiva a partir deste momento é mudar de ‘cloud-first’ (a nuvem em primeiro lugar) para ‘cloud-best, que significa alinhar a nuvem à estratégia de negócios e direcionar os investimentos de acordo com as necessidades dos negócios. Para o varejo, ambiente híbrido significa dinamismo, rapidez e performance suficientes para ganhar vantagem competitiva a partir de uma infraestrutura moderna e completa.

Enquanto a nuvem pública oferece agilidade e dinamismo, os servidores dedicados podem entregar a velocidade, confiabilidade e o desempenho necessários para o processamento de tarefas críticas. Nuvem pública e servidores dedicados combinam o melhor da tecnologia para permitir tarefas críticas específicas para cada segmento com mais agilidade e de forma simplificada. Isso inclui gerenciamento de dados, análise e proteção e, os pontos principais para o e-commerce: ofertas personalizadas e experiência do cliente.

Mas, se por um lado essa é a tendência, por outro nem todos os varejistas estão maduros para essa etapa, seja tecnológica ou financeiramente. A boa notícia é que existem diversas soluções disponíveis no mercado que permitem que as empresas acelerem as iniciativas com novas tecnologias com o objetivo de otimizar operações, aumentar agilidade e oferecer uma experiência cada vez mais moderna ao cliente, sem prejudicar o próprio orçamento.

A combinação dessas soluções, como análise de dados em tempo real e machine learning, aliadas ao armazenamento moderno de dados, mobilidade e proteção dessas informações, e a capacidade de integração dessas tecnologias em ambientes de nuvem híbrida, são os principais impulsionadores do e-commerce.

Com Big Data e soluções analíticas, por exemplo, os varejistas podem calcular e fazer referência cruzada de dados para gerar insights sobre o comportamento do cliente e usar esse entendimento para melhorar estratégias de marketing e processos operacionais fundamentais para evitar perdas, como cálculo de rota e giro de itens em estoque. A infraestrutura certa para esses ambientes permite que as empresas acelerem o processamento de dados que alimenta suas estratégias digitais, impactando seus negócios de forma significativa.

Por fim, nos últimos meses as empresas que operavam exclusivamente de forma presencial foram obrigadas a passar por um processo de digitalização, e as que já vendiam online precisaram investir mais para lidar com o repentino aumento da demanda. São realidades distintas, mas não distantes.

A nova vida que nos espera ainda é cheia de incertezas, mas é fato que todos os setores, principalmente o varejo e o comércio online, lidam com imensos volumes de dados. Isso significa que infraestrutura moderna e outros investimentos em inovação tecnológica devem continuar como prioridade para essas empresas.

(*) – É country manager da Pure Storage (www.purestorage.com.br).

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