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Em Dearborn drones vão chegar ao local das ocorrências antes dos policiais

em Tecnologia
sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026

A polícia de Dearborn, cidade vizinha a Detroit, está implantando um programa que prevê o uso de drones para acelerar o início do atendimento a ocorrências.

Vivaldo José Breternitz (*)

Segundo a instituição, os drones da fabricante Skydio conseguem alcançar a cena de um crime em cerca de 2,5 minutos. Modelos como o X10 e o R10, capaz de operar em ambientes fechados, podem ser lançados a partir de viaturas ou de bases estrategicamente posicionadas, que mantêm os aparelhos carregados e prontos 24 horas por dia.

Os drones têm como objetivo fornecer imagens em tempo real antes da chegada dos policiais ao local, ajudando na avaliação da situação. Entre os tipos de ocorrências em que devem ser empregados, estão crimes contra pessoas, acidentes de trânsito, invasões de veículos ou propriedades etc.

De acordo com a polícia, as imagens devem melhorar o processo de tomada de decisão, reduzir incertezas e permitir respostas mais seguras e eficazes em cenários complexos.

Além disso, será possível avaliar ameaças antes da entrada dos policiais em determinados ambientes, diminuindo a probabilidade de uso da força e aumentando a segurança de todos os envolvidos.

Os drones também poderão ser usados para encaminhar a resolução de situações remotamente, permitindo que policiais se comuniquem por rádio em incidentes que não exigem presença física imediata.

Essa não é a primeira vez que drones são empregados dessa forma: em 2024, o estado do Colorado anunciou planos para usar drones em chamadas ao 911 (o nosso 190), coletando informações antes da chegada das viaturas.

Apesar dos benefícios, há críticas, provenientes de grupos “woke” como a Electronic Frontier Foundation que diz que o uso de drones pode justificar a vigilância excessiva (vigilância excessiva!?!?) em bairros com maior número de chamadas ao 911, além de coletar dados de qualquer pessoa que esteja em seu trajeto.

A entidade também teme que os aparelhos sejam empregados para monitorar pessoas em situação de rua ou infrações de baixo nível que normalmente não mobilizariam recursos policiais – como se situações como essas também não merecessem a atenção das autoridades.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].