
O Brasil reúne 38 gigawatts (GW) em pedidos de parecer de acesso à rede elétrica para data centers, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Desse total, 7,1 GW correspondem a projetos estimados em R$ 159 bilhões. Os investimentos já começaram: o BNDES aprovou R$ 233,46 milhões para ampliar uma instalação em Fortaleza e R$ 232,5 milhões para desenvolver uma estrutura modular voltada a serviços de nuvem e inteligência artificial. A Pesquisa Global de Data Centers 2025, do Uptime Institute, mostra que 46% dos operadores têm dificuldade para contratar e 37% enfrentam problemas para reter profissionais.
A nova infraestrutura depende de engenheiros, eletricistas, técnicos em refrigeração e climatização, especialistas em redes, cibersegurança e gestores de operação. Parte desses profissionais atua com equipamentos importados, plataformas globais, testes de comissionamento, relatórios de incidentes e procedimentos de alta disponibilidade. Por conta disto, compreender uma orientação técnica ou discutir uma falha com o fabricante pode ser tão importante quanto dominar o equipamento.
Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, o inglês deixa de ser um item genérico do currículo e passa a integrar a rotina operacional. “Durante a implantação ou a manutenção de um data center, o profissional pode precisar explicar uma variação de temperatura, discutir a capacidade elétrica, acompanhar um teste ou relatar uma interrupção a uma equipe estrangeira. Falar inglês permite participar diretamente dessas decisões, sem depender o tempo todo de intermediários”, afirma.
Em data centers, o inglês aparece antes mesmo de uma possível conversa com profissionais estrangeiros. Equipamentos de refrigeração, sistemas de energia, softwares de monitoramento e protocolos de segurança costumam chegar acompanhados de documentações produzidas por fabricantes internacionais. O idioma também pode ser necessário em auditorias, treinamentos, atualizações de sistemas e chamados técnicos que envolvem equipes instaladas em outros países.
Para Reginaldo, falar inglês pode reduzir barreiras em uma atividade na qual falhas precisam ser identificadas e comunicadas com rapidez. “Em uma operação que funciona 24 horas por dia, compreender uma orientação do fabricante ou explicar corretamente o que ocorreu pode fazer diferença na tomada de decisão. Um curso de inglês ajuda o profissional a desenvolver segurança para participar dessas interações e acompanhar as transformações de um setor fortemente conectado ao mercado internacional”, explica.




