
A transformação digital e a ascensão da Inteligência Artificial reconfiguraram as dinâmicas do mercado de trabalho e intensificaram a busca por especialistas qualificados, especialmente em áreas críticas como a cibersegurança. Dados do Guia Salarial da Robert Half, aponta que 68% das companhias no Brasil planejam expandir seus quadros tecnológicos ainda em 2026. Diante deste cenário, a Nava, consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, comenta as competências e habilidades que os recrutadores priorizam.
O equilíbrio entre qualidade técnica e comportamental nunca esteve tão em evidência, mesmo diante de um momento de alta competitividade. Para Thaís Trapp, Chief Marketing & People Office da Nava, a janela de oportunidades é proporcional ao nível de dedicação do profissional. “Vivemos um momento de intensa dualidade. Se de um lado há abundância de oportunidades em diversas áreas, de outro, o mercado segue cada vez mais exigente. Para as empresas, os talentos mais relevantes compreendem o contexto do negócio e atuam além da operação de ferramentas. A estagnação é o maior risco para quem busca protagonismo na carreira.”
De acordo com a executiva, o domínio técnico é pré-requisito, mas são as competências comportamentais que definem quem lidera projetos e evolui na carreira. O mercado busca a combinação de raciocínio lógico com habilidades interpessoais para atuar em ambientes corporativos complexos, nos quais o fator humano sustenta a atuação diante da automação.
Confira as habilidades em destaque:
Adaptabilidade e resiliência;
• Comunicação assertiva e visão de negócios;
• Colaboração em ambientes híbridos;
• Inteligência emocional
“Em um mercado que se transforma intensamente, a flexibilidade para aprender e incorporar novas ferramentas com agilidade é determinante, assim como a capacidade de atuar sob pressão, aspectos essenciais para o avanço, a produtividade e a gestão de prazos e desafios. Também buscamos profissionais que sejam capazes de resolver problemas e comunicar caminhos e decisões. Traduzir aspectos técnicos em impactos para o negócio, é fundamental para garantir o alinhamento com stakeholders e áreas não técnicas. Disciplina, autogestão e capacidade de colaboração permanecem essenciais”, destaca Trapp.
As competências técnicas refletem a demanda por automação, proteção de dados e análise de informações. Para se destacar, o profissional deve dominar áreas centrais da transformação digital:
• Engenharia de prompt e IA generativa.
• Cibersegurança.
• Arquitetura de nuvem (cloud computing).
• Análise de dados (BI) e Big Data.
• Desenvolvimento full stack com foco em APIs
“Técnica e comportamento se tornaram indissociáveis para o profissional do futuro. O sucesso depende da capacidade de transitar entre o desenvolvimento técnico e as relações profissionais. Ao equilibrar atualização constante e habilidades interpessoais, o profissional contribui para uma economia cada vez mais digital”.
Todo profissional é um profissional de tecnologia – ou deveria ser – Jornal Empresas & Negócios
