Países ricos devem ‘compensação’ por preservação ambiental

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, antecipou ontem (27) que, durante a próxima Conferência Internacional sobre Mudança Climática (COP25), o Brasil voltará a cobrar dos países desenvolvidos compensação pela preservação da flora e da fauna existentes no território brasileiro. Considerado um dos mais importantes eventos globais sobre o clima, a conferência, realizada pela ONU será em Madri, entre os dias 2 e 13 de dezembro.

“Nossa missão na COP será fazer valer a promessa dos países ricos para com os países em desenvolvimento de prover recursos para remunerar pelo trabalho que o Brasil já faz”, declarou o ministro ao participar, ontem (27), de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara. Uma de suas prioridades é o debate da regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, que fortalece a resposta global à ameaça da mudanças climáticas e reforça a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças.

“Esperamos receber a sinalização de que recursos vultosos para os países em desenvolvimento se concretizem já a partir do ano que vem”, acrescentou, lembrando que, quando foi realizado o Acordo de Paris, em 2015, falava-se na disponibilização de cerca de US$ 100 bilhões por ano. Esse seria o montante que os países desenvolvidos repassariam aos em desenvolvimento a título de compensação financeira.

Salles apontou o que considera ser o principal desafio de sua pasta. “A regularização fundiária. Resolvida essa questão, [precisamos] fazer o zoneamento econômico ecológico para identificar as potencialidades, os pontos mais sensíveis e onde pode haver produção, infraestrutura. [É preciso viabilizar o] pagamento por serviços ambientais e, finalmente, trazer dinheiro para o Brasil, mas na proporção que o país precisa e merece, e não pequenos valores simbólicos (Abr).

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