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EUA ‘demoraram a defender’ direitos humanos na Argentina

em Manchete
quinta-feira, 24 de março de 2016

Victor R Caivano/AP

Obama na Argentina, com Macri, escreve um novo capítulo na relação entre Washington e América Latina.

Buenos Aires – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu que seu país demorou para defender os direitos humanos, durante a última ditadura militar da Argentina. Obama recordou as milhares de vítimas do terrorismo do Estado, no Parque da Memória de Buenos Aires. “Tardamos em defender os direitos humanos e foi o que ocorreu aqui”, disse Obama durante um ato em homenagem às vítimas da ditadura, realizado junto com o presidente argentino, Mauricio Macri, em um memorial situado diante do rio da Prata.
Obama, que chegou a Buenos Aires para uma visita oficial de dois dias, também reconheceu que houve “uma grande polêmica acerca da política norte-americana no começo desses dias escuros” e apontou que os EUA devem “examinar suas próprias políticas, seu passado”. A homenagem aos desaparecidos da chamada guerra suja ocorreu para marcar o 40º aniversário do golpe de Estado. O evento não contou, porém, com a presença de entidades de direitos humanos da Argentina, que se incomodaram com a visita do líder de um país que apoiou os regimes militares sul-americanos nos anos 1970.
Macri, por sua vez, disse que esta era uma “maravilhosa oportunidade” para que todos os argentinos digam “nunca mais à violência institucional”. Obama disse também que, a pedido da Argentina, Washington revelará novos arquivos secretos sobre o papel dos EUA durante a ditadura, incluindo registros militares e de inteligência. Segundo ele, os EUA têm “a responsabilidade de enfrentar o passado com honestidade e transparência” (AE).