Cardozo: governo precisa ser mais ágil no MS

André Dusek/Estadão Conteúdo
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Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reconheceu ontem (9), que o governo precisa ser mais ágil para resolver conflitos entre fazendeiros e comunidades indígenas no País, como o que está acontecendo no Mato Grosso do Sul, e afirmou que a mediação é “a única forma” de solucionar essa crise. “Não podemos ser morosos, a negociação não é fácil, mas precisamos agir com rapidez”, disse, durante audiência na Comissão de Agricultura, na Câmara.
A região conhecida como Ñande Rú Marangatú, na fronteira com o Paraguai, é palco de disputas há mais de três décadas. Desde 1983, pelo menos três lideranças indígenas foram mortas no local. O último deles foi o líder Guarani Kaiowá Simão Vilhaça, encontrado com um tiro na cabeça no fim de agosto. A deputada Tereza Cristina (PSB-MS) fez cobranças ao ministro e disse que é preciso que o governo “dê passos concretos”. “Espero que desta vez possamos sair do campo da conversa para o campo da ação”, disse.
Cardozo afirmou que não descarta a criação de novos marcos legislativos e eventuais mudanças nas demarcações de terra, mas reforçou que qualquer alteração deve ser pactuada entre as partes. “Vejo com bons olhos a discussão sobre aperfeiçoamentos”, disse. “A minha proposta é retomar o diálogo, para discutir indenizações, o redesenho da área demarcada ou qualquer outra solução que busque a pacificação”, disse, ao reforçar que a Polícia Federal já está instruída a coibir qualquer ato de incitação à violência (AE).

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