Banco Central: condições de mercado definem dólar

Nelson Antoine/Frame/Estadão Conteúdo
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Casa de câmbio no bairro de Santana vendeu o dólar a R$4,20 durante a tarde de ontem (22).

Brasília – O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, evitou ontem (22) fazer comentários sobre o dólar, que passou a marca de R$ 4,00 pela manhã. “Não faço referência ao patamar da taxa de câmbio”, disse, acrescentando que o câmbio flutuante reflete as condições de oferta e demanda e traz equilíbrio às contas externas. “As condições de mercado definem o câmbio e temos visto oscilação. Vemos o regime funcionando com repercussões em diversos itens, tanto em transações correntes quanto em outras contas”, afirmou.
Segundo o técnico, as incertezas no cenário interno e externo são relevantes para o Investimento Direto no País (IDP). “O câmbio contribui para o IDP, tornando mais atrativos os ativos”, avaliou. Além disso, citou uma sazonalidade positiva no fim do ano, quando ingressos são mais acentuados. Mesmo assim, o BC reduziu a projeção para o IDP de US$ 80 bilhões para US$ 65 bilhões. A diminuição, de acordo com ele, não é casual. O BC também revisou para baixo sua previsão para o déficit da conta corrente em 2015 e ressaltou que 100% do rombo será financiado pelo IDP. “O câmbio flutuante traz equilíbrio às contas externas”, resumiu.
Maciel afirmou que a balança comercial teve impacto importante na previsão menor de déficit em transações correntes, com um ganho de US$ 9 bilhões. “A taxa de cambio é fundamental pra explicar esse comportamento desses últimos meses”, ponderou Maciel. Questionado sobre a taxa de câmbio de referência usada para essas projeções, o técnico do BC afirmou que para se fazer essas previsões é preciso projetar uma taxa e por isso ele não poderia divulgar o valor (AE).

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