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Geraldo Alckmin: aumento de tributo, só após redução de despesas

em Manchete
terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eduardo Saraiva

A Linha 6-Laranja do Metrô ligará a região noroeste ao centro  (Brasilândia – São Joaquim).

São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse ontem (22), que o PSDB defende que, em “momentos excepcionais”, pode haver aumento de tributo, mas antes é preciso reduzir as despesas. Após participar da abertura do Congresso Brasil Competitivo, do empresário Jorge Gerdau, Alckmin avaliou que o corte de cerca de R$ 30 bilhões anunciados pelo governo federal é muito pequeno diante do orçamento da União de R$ 1,4 trilhão.
“O governo precisa apresentar ajuste mais pelo lado da despesa”, defendeu o chefe do executivo paulista. De acordo com Alckmin, há espaço para corte de gastos. Ele ressaltou que, das 142 empresas estatais abertas no Brasil desde 1808, 42 foram criadas nos últimos 12 anos, em governos do PT. Um exemplo de estatal que poderia ser fechada, citou, seria a do trem bala. “O trem bala não existe, mas a estatal do trem bala existe”, comentou.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), criticou a proposta do governo federal de aumentar impostos para realizar o ajuste fiscal e pediu a adoção de reformas estruturantes no País. “Não adianta subir imposto, porque você resolve um déficit de R$ 30 bilhões agora, mas depois aparece um déficit de R$ 100 bilhões, os problemas não se resolvem assim”, disse, durante debate no mesmo congresso.
“É preciso ter eficiência. Precisamos apresentar uma proposta para a questão da Previdência. Qual é a idade certa para se aposentar? Está errado um policial se aposentar com 44, 45 anos”, disse. “Além disso, eu sou contra a estabilidade no emprego público. Por que a iniciativa privada é mais eficiente? Porque o empresário não é obrigado a conviver com um empregado que não cumpre metas”, criticou o governador de Goiás.
Perillo declarou ainda que os governadores estão “se virando” para atrair investimentos. Para ele, o papel do Estado é induzir o investimento e não limitar, para que o empresário tenha tranquilidade para obter resultados satisfatórios. “Neste ano, em Goiás, nós conseguimos R$ 5 bilhões em investimentos. O governo anterior conseguiu R$ 40 bilhões. A crise prejudicou todos”, afirmou (AE).