Reforma do PIS e da Cofins pode ser antecipada, diz Joaquim Levy

Joaquim Levy se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e os senadores peemedebistas Eunício Oliveira e Romero Jucá, e  defendeu alterações nas regras relativas ao PIS/Cofins.
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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem (21) que o envio da proposta do governo para a reforma do PIS e da Cofins, que deve aumentar a arrecadação do governo em R$ 50 bilhões, pode ser antecipada. De acordo com o ministro, essa reforma é muito importante para simplificar a vida das empresas, para aumentar a segurança jurídica das empresas e também para dar transparência aos impostos.
Segundo ele, a reforma do PIS Cofins tem capacidade de ajudar o crescimento “e é particularmente importante para criar ambiente positivo. Toda vez que você tem uma desaceleração da economia há um sacrifício de todo mundo, há um esforço de todo do mundo. O esforço nunca é pequeno. É uma discussão muito importante”, destacou, após reunião com o presidente do Congresso Nacional.
A expectativa era de que Levy apresentasse oficialmente as propostas do governo para aumentar a arrecadação de impostos e superar o déficit orçamentário, como a que recria a CPMF, mas isso não ocorreu. “Os projetos serão enviados, evidentemente pelo governo e devidamente para a Câmara. Se for Medida Provisória, seguirá a distribuição adequada. Os projetos já estão prontos”, afirmou.
No caso da proposta que recria a CPMF, Joaquim Levy não adiantou se o valor da alíquota sobre as movimentações financeiras será de 0.20% ou de 0.38%, como querem os governadores. O ministro disse apenas que tudo será decidido pelo Planalto. “A CPMF é uma decisão de governo, do Palácio, que deve encaminhá-la. Não adianta eu me posicionar sobre isso. Acho que devemos ter entendimento que o esforço e que todas as medidas de ajuste são para uma causa importante. Temos de reequilibrar a economia e colocá-la em condições de crescer”.
Segundo Levy, o assunto dominante da visita, que também teve a participação dos senadores peemedebistas Romero Jucá (RR) e Eunício Oliveira (CE), líder do partido no Senado, foram as mudanças estruturais. Para o ministro, elas vão além do ajuste fiscal e são consideradas fundamentais para o país voltar a crescer por meio do investimento externo. As propostas fazem parte da chamada Agenda Brasil e foram apresentadas mês passado por Renan Calheiros e outros parlamentares da base aliada (ABr).

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