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Natura adota o biometano e compromete-se em ser empresa regenerativa

em Manchete Principal
segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026

A companhia faz a sua transição energética, em caminhões e caldeiras.

Redação

A Natura deu mais um passo em processos sustentáveis, inaugurando projeto desenvolvido em parceria com a Ultragaz, que permite o uso de biometano em suas caldeiras e em caminhões de transporte de matérias-primas. Gás 100% renovável, o biometano emite cerca de 99% menos de gases de efeito estufa (GEE) em relação ao diesel. Mais ainda: a bomba de combustível, instalada no pátio de Cajamar/SP, carrega os cilindros do cavalo mecânico em apenas 10 minutos (quatro vezes menos tempo em relação ao combustível comum), revelando ganho de produtividade. De acordo com a VP Josie Romero, até 2030 a operação deverá estar toda descarbonizada e até 2050 a Nat ura deverá ser uma empresa regenerativa.

Primeiro foi a compensação por emissões, depois a transição energética para o metanol, agora o uso do biometano (enquanto descarboniza outros processos) e, no futuro, a empresa será regenerativa. “Os processos de sustentabilidade são permanentes”, resume a Vice-Presidente Josie Romero, acrescentado que até 2030 o escopo 1 (emissões diretas) e escopo 2 (emissões indiretas por energia) deverão estar zerados e o escopo 3 (cadeia de produção) terá redução de 50%.

A partir de agora, a frota de 28 caminhões vai rodar com biometano. Este é um combustível renovável, produzido (no aterro de Caieiras, também na Grande São Paulo), a partir da purificação do biogás (gerado pela decomposição de material orgânico). A Ultragaz carrega, comprime a carga e a entrega em Cajamar. Lá o gás pressurizado (a 220 bar) vai para a bomba de combustível, para carregar os caminhões, e o gás despressurizado será utilizado nas caldeiras.

Guilherme Darezzo

Ecologicamente, 28 milhões de metros cúbicos de biometano economizam 56 mil toneladas de gases de efeito estufa que seriam despejadas na atmosfera. Ou, na natureza tem equivalência a 1 milhão de árvores, resume Guilherme Darezzo, VP de Operações da Ultragaz. O Brasil tem uma frota de 2,4 milhões de caminhões rodando, dos quais apenas 2.000 utilizam gás combustível.
Assim, o projeto bem sucedido com a Natura deverá ser replicado em outros setores e localidades do país, completa o VP da pioneira em gás liquefeito de petróleo (GLP) no país há quase 100 anos.

Voltando ao biometano, a Ultragaz consegue comprimir o gás em até 250 vezes para o seu transporte. E não custa lembrar que Caieiras tem o maior aterro sanitário do estado, com capacidade — subutilizada – de 350 mil m3 / dia.

A diretora de Sustentabilidade na Natura, Angela Pinhati, reforçou o compromisso da companhia, durante apresentação para a imprensa e parceiros, na unidade de Cajamar/SP, nesta segunda (9), acrescentado que a geração de impacto será transformadora. Sobre o biometano destacou o impacto no controle e emissão de carbono, permitindo ainda uma forte redução nos custos da operação. “O movimento tem de ser sistêmico, inovando-se também em embalagens, por exemplo”, completou.