Lazer e Cultura 22 a 24/10/2016

Jogo de azar

Eriberto Leão: o roqueiro e o fã diante do túmulo.
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João Mota faz um acerto de contas com o roqueiro Jim Morrison

Na peça “Jim” escrita por Walter Daguerre, João está diante do túmulo de líder do The Doors no cemitério Père-Lachaise, em Paris, com uma arma em punho. Ele tem apenas uma bala, uma pequena peça de chumbo com a qual pretende transformar seu destino num jogo se azar. Seria um acontecimento simples, se não fosse a presença diabólica de Jim e a aparição de uma misteriosa mulher, que se transforma em Pamela Morrison, a mulher de Jim, a esposa de João Mota e na configuração simbólica da mãe Terra. No palco Eriberto Leão e Renata Guida e ainda estão os músicos Antonio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) e Rorato (bateria).

Serviço: Teatro Vivo, Av. Doutor Chucri Zaidan, 2460, Itaim Bibi, tel 97420-1520. Sextas às 21h30, sábados às 21h e aos domingos às 18h. Ingresso: Sextas e domingos, R$ 40 e R$ 80, sábados, R$ 50 e R$ 80. Até 18/12.

REFLEXÃO

NA ESFERA DO REAJUSTE: “Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”. – Jesus. (João, 3:7.). Empeços e provações serão talvez os marcos que te assinalem a estrada hoje. Diligenciemos, porém, com a reencarnação a retificar os erros e a ressarcir os débitos de ontem, para que a luz da verdade e o apoio da harmonia nos felicitem o caminho, amanhã… A questão intrincada que te apoquenta agora, quase sempre, é o problema que abandonaste sem solução, entre os amigos que, em outro tempo, se rendiam, confiantes, ao teu arbítrio. O parente complicado que julgas carregar, por espírito de heroísmo, via de regra, é a mesma criatura que, em outra época, arrojaste ao desespero e à perturbação. Ideais nobilitantes pelos quais toleras agressões e zombarias, considerando-te incompreendido seareiro do progresso, em muitas ocasiões, são aqueles mesmos princípios que outrora espezinhaste, insultando a sinceridade dos companheiros que a eles se associavam. Calúnias que arrostas, crendo-te guindado aos píncaros da virtude pela paciência que evidencias, habitualmente nada mais são que o retorno das injúrias que assacaste, noutras eras, contra irmãos indefesos. Falhas do passado procuram-te o espírito responsável, seja no corpo, na família, na sociedade ou na profissão, pedindo-te reajuste. “Necessário vos é nascer de novo” – disse-nos Jesus. Bendizendo, pois, a reencarnação, empenhamo-nos a trabalhar e aprender, de novo, com atenção e sinceridade, para que venhamos a construir e acertar em definitivo. Livro Palavras de Vida Eterna – F.C. Xavier.

Fama

Nicette Bruno e Eva Wilma.
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Na peça “O que terá acontecido a Baby Jane”, Jane Hudson, famosa atriz-mirim, agora envelhecida e distante do público, vive numa mansão de Hollywood com sua irmã, a também atriz, Blanche Hudson. Devido a um trágico e misterioso acidente que acabou com a carreira de ambas, Blanche está presa a uma cadeira de rodas. O convívio entre as duas é repleto de mágoas, ressentimentos e inveja, principalmente por parte de Jane, que não aceita o fato de não ser mais um sucesso. Disposta a brilhar nos palcos novamente, Jane tenta retomar o personagem da infância, passando por cima de tudo e de todos para atingir seu objetivo. O espetáculo é a adaptação teatral do clássico de 1962, com Eva Wilma e Nicette Bruno revivendo os papéis de Bette Davis e Joan Crawford na 1º peça não musical da dupla Moeller & Botelho.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos. Sextas e sábados às 21h e aos domingos às 19h. Ingressos: de R$ 50 a R$ 120.

Lançamento

Elza Soares
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Nome lendário na história da música popular brasileira, com uma carreira que já ultrapassa seis décadas, a cantora Elza Soares sobe ao palco para o lançamento em vinil de A Mulher do Fim do Mundo, álbum de 2015 formado apenas por canções inéditas. O espetáculo traz a cantora sentada em um trono metálico em meio a um cenário cercado por mil sacos plásticos de lixo. Elza contracena com o naipe de metais do Bixiga 70, além dos cantores Rodrigo Campos e Rubi. A banda é composta por um seleto grupo de músicos: Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Rodrigo Campos (guitarra), DaLua (percussão) e Guilherme Kastrup (bateria). No repertório estarão composições como Mulher do Fim do Mundo (Romulo Fróes e Alice Coutinho), Maria da Vila Matilde (Douglas Germano), Luz Vermelha (Kiko Dinucci e Clima) e Firmeza?! (Rodrigo Campos).

Serviço: Teatro Paulo Autran, De quinta (27) a sábado (29) às 21h. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia).

Grupo japonês

Depois do enorme sucesso no ano passado, o grupo YUI – Trio de Instrumentos Tradicionais do Japão volta ao Brasil para duas únicas apresentações. O primeiro show acontece em Salvador, em 27 de outubro, seguindo para São Paulo, em 30 de outubro. O trio é formado por Chie Hanawa (tsugaru shamisen), Ko Kakinokihara (koto) e Yoshimi Tsujimoto (shakuhachi) e apresenta em seu repertório músicas tradicionais japonesas e algumas peças originais do trio, destacando a harmonia e sonoridade e as novas possibilidades de sons dos três instrumentos tradicionais japoneses. Sua discografia traz o primeiro álbum, Hajimari no oto (O som do início), e Tada, kimi ni (Apenas, para você). Hoje em dia, o Yui atua principalmente em Tóquio.

Serviço: Teatro FECAP, Av. Liberdade, 532, Liberdade. Domingo (30) às 16h. Entrada franca.

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