Geral 29 a 31/10/2016

Brasil tem mais mortes violentas do que a Síria em guerra

Manifestação nas areias de Copacabana para denunciar mortes por causas violentas.
  • Save

O Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, país em guerra, em igual período. Os dados, divulgados na sexta-feira (28), são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Foram 278.839 ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial no Brasil, de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, frente a 256.124 mortes violentas na Síria, entre março de 2011 a dezembro de 2015, de acordo com o Observatório de Direitos Humanos da Síria.
“Enquanto o mundo está discutindo como evitar a tragédia que tem ocorrido em Alepo, em Damasco e várias outras cidades, no Brasil a gente faz de conta que o problema não existe. Ou, no fundo, a gente acha que é um problema é menor. Estamos revelando que a gente teima em não assumi-lo como prioridade nacional”, destacou o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.
Apenas em 2015, foram mortos violentamente e intencionalmente 58.383 brasileiros, resultado que representa uma pessoa assassinada no país a cada 9 minutos, ou cerca de 160 mortos por dia. Foram 28,6 pessoas vítimas a cada grupo de 100 mil brasileiros. No entanto, em comparação a 2014 (59.086), o número de mortes violentas sofreu redução de 1,2%. “A retração de 1,2% não deixa de ser uma retração, mas em um patamar muito elevado, é uma oscilação natural, de um número tão elevado assim”, ressaltou Lima.
Das 58.383 mortes violentas no Brasil em 2015, 52.570 foram causadas por homicídios (queda de 1,7% em relação a 2014); 2.307 por latrocínios (aumento de 7,8%); 761 por lesão corporal seguida de morte (diminuição de 20,2%) e 3.345 por intervenção policial (elevação de 6,3%).
Sergipe, com 57,3 mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil pessoas, é o estado mais violento do Brasil, seguido por Alagoas (50,8 mortes para cada grupo de 100 mil) e o Rio Grande do Norte (48,6). Os estados que registraram as menores taxas de mortes violentas intencionais foram São Paulo (11,7 a cada 100 mil pessoas), Santa Catarina (14,3) e Roraima (18,2). “Os estados em que as mortes crescem, com exceção de Pernambuco, são os que não têm programa de redução de homicídios. Você percebe que quando há política pública, quando você prioriza o problema, são conseguidos alguns resultados positivos”, disse Lima (ABr).

76% dos brasileiros estão satisfeitos no trabalho

O Brasil é o 11° colocado entre os mais satisfeitos.
  • Save

Um estudo realizado nos meses de julho e agosto pela fornecedora global de soluções em RH, Randstad, indica que 76% dos brasileiros estão satisfeitos no trabalho. Este resultado revela-se 2% superior ao que foi obtido no levantamento anterior, referente ao período de abril e maio de 2016.
Por outro lado, o total de insatisfeitos teve um leve aumento, de 8% para 9% atuais. A quantidade de entrevistados que escolheram a opção “neutro” baixou de 18% para 15%. Embora os números não tenham se mantido idênticos, não houve uma variação muito grande entre as duas amostragens. O Brasil, atualmente, é o 11° colocado entre os mais satisfeitos.
A pesquisa, que é aplicada em 34 países, apontou os mexicanos como os mais satisfeitos, com 85% de satisfação, 11% de neutros e 4% de insatisfeitos. Em segundo lugar estão os indianos, que apresentaram 83% de satisfação, 15% de neutros e 2% de insatisfeitos. Do outro lado da lista, está o Japão, onde os entrevistados que disseram estar mais satisfeitos somam 46%, seguidos dos neutros (30%), dos insatisfeitos (19%) e dos que não souberam responder (4%).
Os resultados no Japão são surpreendentes, uma vez que, o índice de satisfação no país é apenas um pouco superior à metade do que foi registrado nas nações que ocupam os primeiros lugares do ranking. Fonte e mais informações: (www.randstad.com.br).

Nova ‘A Voz do Brasil’ estreia nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (31), o programa A Voz do Brasil estreia em novo formato. O programa de rádio mais antigo do país será mais interativo e próximo do cidadão. Haverá novos quadros, com jornalismo, prestação de serviço e diálogo com os ouvintes. A ideia é oferecer um programa que lembre menos o formato solene e distante de décadas anteriores e tenha uma linguagem mais descontraída, mais próxima do cidadão.
O programa contará com novos apresentadores, Airton Medeiros e Gláucia Gomes. “A ideia da nova Voz do Brasil é aproximar o cidadão, trazê-lo para perto da notícia, da informação. Fazer com que o cidadão interaja com o que fazemos aqui na EBC. A gente não pode estar distante”, diz Gláucia.
Os ouvintes poderão tirar suas dúvidas sobre programas sociais, sobre o trabalho do presidente da República e ministros, além de pedir informações sobre como tirar documentos, por exemplo, e fazer perguntas a integrantes do Poder Executivo.
Veiculado diariamente (exceto aos sábados, domingos e feriados) das 19h00 às 20h00, os primeiros 25 minutos são dedicados às notícias sobre o Poder Executivo. As mudanças da nova Voz do Brasil se darão nesta parte do programa. Produzida há 78 anos, A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país e do Hemisfério Sul ainda em execução. Começou em 1938, na época do Estado Novo, da era Vargas. O programa nasceu com o objetivo de fazer propaganda do Estado Novo e se chamava ‘A Hora do Brasil’ (ABr).

Falcão no ‘Hall da Fama’ do futebol italiano

Ex-craque da Roma, Paulo Roberto Falcão.
  • Save

O ex-craque da Roma e da seleção brasileira, Paulo Roberto Falcão, entrou para o “Hall da Fama” da Federação Italiana de Futebol (Figc), homenagem instituída em 2011 para celebrar nomes que tiveram passagens marcantes pelo país da bota. Para receber a honraria, é preciso ter disputado pelo menos cinco edições do Campeonato Italiano e ter deixado os gramados há no mínimo duas temporadas.
Falcão defendeu a Roma entre 1980 e 1985 e se tornou um dos maiores ídolos do clube giallorosso, conquistando uma Série A e três Copas da Itália. O ex-craque foi selecionado para o “Hall da Fama” ao lado de nomes como Claudio Ranieri, treinador do Leicester City, Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro da Itália e dono do Milan, e Paolo Rossi, carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1982.
Falcão será apenas o segundo brasileiro a receber a homenagem, depois do ex-atacante Ronaldo Fenômeno, que vestiu as camisas de Inter de Milão e Milan. A cerimônia de premiação será realizada em janeiro de 2017 (ANSA).

CRM pede intervenção federal na saúde do Rio

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) pediu na sexta-feira (28) a intervenção do governo federal na saúde do estado. O déficit no setor chega a R$ 2,5 bilhões e ameaça fechar hospitais na capital e no interior e paralisar o atendimento. Já faltam insumos, remédios e leitos nas principais unidades e os médicos da rede correm o risco de ficar sem salário.
“Estamos à beira de um caos no qual as pessoas podem morrer por mortes evitáveis”, afirmou o presidente do Cremerj, Pablo Vazquez. “Queremos o empenho de todos, os esforços, se não tem [dinheiro], que recorram a empréstimos, ao apoio internacional, não pode ocorrer o fechamento dessas unidades, saúde é direito básico”, reforçou. Além do repasse de recursos para cobrir a dívida do governo do estado, o Cremej cobra do governo federal a instalação de um gabinete de crise, com todas os níveis de governo.
Segundo o Cremerj, esta é a pior crise da saúde no estado, ultrapassando a do ano passado, quando unidades colocaram tapumes na porta e impediram a entrada de pacientes, como o ocorreu no Hospital Estadual Getulio Vargas, na zona norte. A situação tende a se agravar com a chegada do fim de ano e das férias, quando o Rio atrai milhares de turistas (ABr).

 
 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

0 Shares
Share via
Copy link
Powered by Social Snap