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Geral 16/09/2015

em Geral
terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cerca de 81,5 milhões de brasileiros acessam a internet pelo celular

O celular é o segundo aparelho mais presente nos lares brasileiros, estando em 92% deles.
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Acessam à internet pelo celular 81,5 milhões de brasileiros com mais de 10 anos de idade, segundo pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)

O número representa 47% dessa parcela da população, de acordo com as entrevistas feitas em 19,2 mil domicílios entre outubro de 2014 e março de 2015. O celular é o segundo aparelho mais presente nos lares brasileiros, estando em 92% deles. Perde apenas para os televisores, que estão em 98% dos domicílios. No total, o telefone móvel é usado por 86% dos adultos e adolescentes, um total de 148,2 milhões de pessoas. O aparelho é o único meio de acesso a rede para 19% dos usuários. O computador é o canal exclusivo de conexão para 23% dos internautas. 56% utilizam os dois meios.
Entre os usuários de internet, o equipamento mais utilizado ainda é o computador, sendo meio de acesso de 80% deles – 54% computadores de mesa e 48% notebook. Em seguida, vem o celular, com 76%. O tablet é usado por 22%. Em 50% dos domicílios, há pontos de acesso à rede. Porém, são apontadas desigualdades regionais. Enquanto o índice de lares com internet fica entre 55,1% e 60% no Sudeste, o percentual nas regiões Norte e Nordeste está entre 35% e 40%.
“A série histórica da TIC Domicílios tem mostrado a permanência da desigualdade no acesso, fato que precisa ser observado em sua complexidade pelos gestores públicos para a reversão deste quadro” ressalta o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa. Por classe social, também é verificada disparidade no acesso. Entre as residências da classe A, 98% têm conexão, 82% nas da classe B, 48% na classe C e 14% nas D e E. O custo elevado do serviço é um dos motivos apontado por 49 % dos que não têm internet em casa. O segundo fator mais citado é a falta de computador (47%). Enquanto 45% disseram simplesmente não ter interesse.
Em relação a velocidade de conexão, 35% dos usuários têm acesso lento, de até 2 megabits por segundo (Mbps). O coordenador da pesquisa, Winston Oyadomari, destacou que a falta de boas conexões pode ser um impedimento para acessar determinados conteúdos. “Assistir filmes ou vídeos aparece como uma das atividades mais citadas. O que é interessante porque demanda uma conexão de internet que dê conta de vídeo. Como fica essa questão do indivíduo demandar o vídeo mas ter uma conexão que não necessariamente suporta?”, questionou.
O envio de mensagens instantâneas por redes sociais ou aplicativos é a atividade mais realizada pelos usuários de internet (83%). Participar de redes sociais é razão do acesso de 76% dos usuários. E 58% dos internautas usam a rede para assistir vídeos ou filmes (ABr).

Unicef lança carta de 18 crianças vítimas da violência no mundo

Construam um mundo mais seguro para as crianças, diz o texto.
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A ONU lançou obntem (15) uma carta de 18 crianças afetadas pela violência em todo o mundo, para pedir aos líderes mundiais “um mundo mais seguro”. As 18 crianças – que retratam as situações de diferentes países – lembram que “a cada cinco minutos, em algum lugar do mundo, uma criança morre em consequência da violência”. Elas pedem às lideranças no mundo que acabem com essa prática e construam um mundo mais seguro para as crianças, diz o texto, divulgado pelo Unicef.
“Fomos forçadas a abandonar as nossas casas, a combater como crianças-soldados e a trabalhar como escravas domésticas. Fomos violadas, espancadas e atacadas em nossas próprias comunidades. Vimos, impotentes, os nossos pais, irmãos e amigos serem mortos à nossa frente. Memórias com essas são como murros no estômago e deixam-nos apavoradas. Nenhuma criança deveria ter um início de vida assim”, afirmam na carta, promovida pelo embaixador de boa vontade do Unicef, David Beckham.
Em setembro, os líderes mundiais vão se reunir em busca de um acordo sobre os novos objetivos globais para o desenvolvimento, um plano de ação para os próximos 15 anos. Um quinto das vítimas de homicídio no mundo é formado por crianças e adolescentes com menos de 20 anos, lembra a agência da ONU. A carta do Unicef destaca a “epidemia de violência” contra as crianças e inclui testemunhos de sobreviventes do violento conflito no Sudão do Sul, abusos sexuais na Islândia, tráfico de crianças no Paquistão e violência em Portugal.
Em setembro, durante a assembleia-geral das Nações Unidas, David Beckham vai lançar um apelo, juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o director executivo do Unicef, Anthony Lake, para que os líderes coloquem as crianças, em especial as mais desfavorecidas, no centro das decisões e investimentos a serem feitos nos próximos 15 anos. “Não esperem nem mais um minuto. É a nossa vida que está em jogo”, destacam os 18 signatários da carta (Ag. Lusa).

Força Sindical: governo vira as costas ao trabalhador

A Força Sindical criticou ontem (15) as medidas econômicas anunciadas pelo governo para reduzir despesas e aumentar receitas. De acordo com a central sindical, o pacote é uma clara demonstração de que o governo “continua se curvando aos bancos e aos especuladores e virando as costas para os trabalhadores”.
“Não podemos nos calar diante deste pacote que, de forma nefasta, transfere os erros econômicos cometidos pelo atual governo para que sejam pagos pela classe trabalhadora. O governo fez a opção errada de política econômica e nós, trabalhadores, não estamos dispostos a pagar esta conta”, disse a entidade em nota. A Força Sindical classifica como “um verdadeiro absurdo” a medida de congelamento do aumento salarial dos servidores públicos. “A atitude da equipe econômica visa esvaziar e precarizar o serviço público”.
A entidade sindical também criticou a proposta de reativação da CPMF e pediu mais diálogo do governo com a sociedade para enfrentar a crise. “Entendemos que, ressuscitar a CPMF de uma forma tão atabalhoada é mais um deslize deste governo. Acreditamos que uma reforma fiscal se faz necessária, mas com diálogo e com compromissos que resultem no fortalecimento da economia e no desenvolvimento do país”, ressaltou a entidade (ABr).

Produção agropecuária cresce e supera R$ 473 bi

Producao temporario
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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileira chega a R$ 473,2 bilhões no ano, com base nas atualizações feitas em agosto pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura. O valor é 1% maior do que os R$ 468,6 bilhões registrados em 2014.
Os ganhos na pecuária chegam a 2,2% e elevam a produção do setor para R$ 169,88 bilhões, enquanto as 21 culturas analisadas aumentaram 0,3% e totalizam R$ 303,34 bilhões, informou o coordenador-geral de Estudos e Análises da secretaria, José Garcia Gasques.
Gasques disse que, neste ano, há uma combinação de ganhos de produtividade de grãos da ordem de 5,3% em relação ao ano passado, embora os preços estejam mais baixos para a maior parte das commodities (produtos básicos com cotação internacional) agrícolas. Daí o crescimento de apenas 0,3% no VBP agrícola. Os produtos com maior acréscimo no valor da produção foram: cebola (147,5%), mamona (99,4%), pimenta do reino (58,6%), trigo (7,5%), soja (3,7%), milho (3,4%) e café (1,6%). Em contrapartida, as maiores quedas em faturamento foram registradas com a maçã (- 21,6%), a uva (-19,2%), o tomate (-13,8%), a batata (-8,8%) e a mandioca (-8,3%).
A pecuária mostra desempenho melhor, principalmente por causa dos resultados positivos da carne bovina, que teve incremento de 10,2% no ano, dos ovos e suínos, com aumentos mais modestos, afirmou Gasques. Compensam, contudo, as retrações de 6,5% e de 3,5% nas produções de leite e de carne de frango, respectivamente. As estimativas regionais mostram que a liderança do VBP continua com a Região Sul (R$ 136,96 bilhões), seguida pelo Centro-Oeste (R$ 127,34 bilhões), Sudeste (R$ 120,11 bilhões), Nordeste, (R$ 47 bilhões) e Norte (R$ 27,97 bilhões) (ABr).

Taxa atual da Selic é “de passagem”

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse, em audiência pública no Senado, que a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano, é “de passagem” e será reduzida quando as expectativas de inflação cederem. De acordo com ele, o objetivo do BC é evitar uma segunda rodada de aumento de preços, atingindo 2016. Se o ponto de convergência da inflação fosse este ano, a política de elevação da Selic seria “extremamente agressiva”.
Sobre o câmbio, Tombini disse que a atuação do BC é para assegurar a estabilidade financeira e reduzir as fortes oscilações no mercado. “Não temos qualquer objetivo em relação à taxa em si”, acrescentou.
O BC tem feito leilões de swap cambial, operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro e, recentemente com a forte alta da moeda americana, vendeu dólares com compromisso de recompra.
Durante a audiência, cerca de 20 servidores do BC fizeram uma manifestação, levantando cartazes. Eles querem a contratação de concursados aprovados, alinhamento dos salários de procuradores (carreira jurídica) com de analistas (nível superior) e que os técnicos voltem a receber 50% do salário de analistas. Tombini disse que é fundamental a harmonia entre as carreiras na instituição. Ele também disse que o banco é “uma instituição enxuta”. “Está sempre na minha preocupação termos funcionários à disposição do banco” (ABr).