Geral 09/09/2016

Especialistas debatem inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Problema da mobilidade da pessoa com deficiência precisa de solução, diz Simone Barbieri.
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Estigmas e preconceitos ainda são enormes obstáculos para a inclusão de pessoas com deficiência, mas parcerias entre os setores público e privado podem e devem ajudar a superar esses obstáculos

A conclusão é de especialistas que participaram, no Rio, de uma palestra sobre superação, oportunidades de trabalho e empregabilidade de pessoas com deficiência. Realizado na sede da Firjan, o evento foi uma iniciativa da empresa franco-belga Engie, patrocinadora da ONG Observatório Social Internacional do Comitê Paralímpico da Bélgica, que trouxe 29 atletas ao Rio para disputar os Jogos Paralímpicos.
O representante da Engie, Jacques Spelkens, destacou que os estereótipos sobre pessoas com deficiência caem por terra, quando elas são incluídas no mercado de trabalho. “Existe resistência por parte de algumas empresas, inclusive de funcionários, que pressupõem que pessoas com deficiência são menos competitivas, mais lentas, mas a inclusão delas no ambiente de trabalho prova o contrário”. De acordo com Spelkens, as pessoas têm medo, porque não sabem como lidar com as diferenças e a questão da acessibilidade.
Para o diretor de Treinamento, Talento e Desenvolvimento da Nestlé no Brasil, Gilberto Rigollon, a presença de trabalhadores com deficiência na empresa torna-a mais diversa e melhora a produtividade. “Temos mais de 1,2 mil empregados com deficiência, extremamente dedicados e eficientes, cerca de 7% do total de empregados. Acreditamos que eles ajudam a melhorar o ambiente de trabalho”.
A diretora de RH da Engie no Brasil, Simone Barbieri, ressaltou que apenas 6% das cerca de 7 milhões de brasileiros com deficiência estão empregados, embora a lei exija que as empresas com mais de 100 empregados tenham em seus quadros entre 2% e 5% de pessoas com deficiência. “Também carecemos de um sistema de dados para localizarmos essas pessoas, e precisamos integrar iniciativas comuns entre os Poderes Públicos e as empresas para conseguirmos incluir essa população”.
Simone ressaltou ainda o problema da mobilidade para que esses cidadãos consigam ir ao trabalho. “As pessoas são diferentes, e precisamos evoluir aprendendo com as diferentes. E trabalhar juntos é a melhor maneira de construir esse ambiente” (ABr).

Papa pede que todas as religiões condenem terrorismo

O papa Francisco pediu para que todos os líderes condenem e afastem-se do terrorismo.
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Em um encontro com membros do Instituto de Diálogo Inter-religioso de Buenos Aires no Vaticano, o papa Francisco pediu para que todos os líderes condenem e afastem-se do terrorismo muitas vezes utilizado em nome da fé. “Percebemos que o nome da religião é usado para cometer atrocidades como o terrorismo e semear o medo e a violência e, por consequência, as religiões são identificadas como responsáveis pelo mal que as cercam. É preciso tomar distância de quem busca envenenar as pessoas, dividir e destruir a convivência”, disse o Pontífice aos religiosos ontem (8).
Em sua fala, o papa afirmou que a vida é sagrada e que por isso deve ser respeitada. Ele disse ainda que todos aqueles que acreditam em Deus devem defender a criação e a vida e “não podem ficar em silêncio” quando veem atrocidades. “É um dever que precisamos respeitar porque nós acreditamos que Deus é o criador e nós somos instrumentos em suas mãos para fazer com que todos os homens e mulheres sejam respeitados em sua dignidade”, acrescentou.
Ao falar sobre o diálogo inter-religioso, o papa pediu ainda que todos os crentes “devem colaborar entre si” e com todos “os homens e mulheres de boa vontade que não professam nenhuma religião” para dar uma “resposta mais eficaz aos muitos males do mundo, como a guerra e a fome, a miséria que atinge milhões de pessoas pela crise do meio-ambiente, da violência, da corrupção e da degradação moral” (ANSA).

Pandas-gigantes deixam ‘lista vermelha’ de extinção

Os pandas-gigantes não estão mais ameaçados de extinção. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie saiu da “lista vermelha” e passou a ser considerada como “vulnerável”. O animal, que virou símbolo dos bichos em perigo, estava ameaçado desde 1990, principalmente por causa da destruição das matas de bambu na China, seu habitat natural.
Por isso, Pequim tomou medidas para a preservação da espécie, como a expansão de reservas naturais e o combate à caça ilegal. “Os números positivos da população da espécie indicam que as medidas tomadas pelo governo chinês estão sendo efetivas”, afirmou o relatório da IUCN. A entidade comprovou 2.060 pandas-gigantes vivendo nas montanhas chinesas, um crescimento considerável em relação aos 1.864 de 2014.
A atualização da “lista vermelha” da IUCN, por outro lado, trouxe a notícia de que os gorilas passaram a ser classificados como “criticamente ameaçados”, a apenas um passo da extinção. A população dos maiores primatas da terra diminuiu 77% nos últimos 20 anos devido à caça ilegal, e hoje calcula-se que são apenas 3,8 mil da espécie vivendo na natureza (ANSA).

Governo dá início a mutirão de catarata

O governador Geraldo Alckmin deu início ontem (8), a um grande mutirão para realização de cirurgias de catarata em 27 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e em hospitais públicos de todo o Estado. Com investimento extra de R$ 7 milhões para os procedimentos, a meta é realizar mais 7 mil cirurgias até dezembro, o que representará 33,3% a mais do que é feito na rotina. Com isso, em vez de 21 mil cirurgias, serão realizadas 28 mil.
“Por que catarata? É a mudança demográfica. O Brasil, que era um país jovem, hoje é um país maduro caminhando para ser um país idoso. Então, têm doenças próprias, de pessoas mais velhas. Nossa meta é zerar”, disse o governador Geraldo Alckmin. Os pacientes serão atendidos mediante agendamento dos municípios pela Central de Regulação de Oferta e Serviços de Saúde.
“O objetivo do mutirão é agilizar o atendimento, ofertando mais cirurgias de catarata por meio dos AMEs, e ajudando a evitar casos de cegueira em pessoas com diagnóstico de catarata”, afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip (SSE).

Ryan Lochte é suspenso por 10 meses após falso relato de assalto

Nadador norte-americano Ryan Lochte.
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O Comitê Olímpico dos Estados Unidos e a Federação norte-americana de natação anunciaram ontem (8), em conjunto, que suspenderam os quatro integrantes olímpicos da equipe de natação de 2016 que se envolveram em um episódio de falso relato de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Um dos atletas suspensos – Ryan Lochte, não poderá atuar em competições nacionais ou internacionais até 30 de junho de 2017, o que o coloca fora do campeonato mundial do próximo ano.
A punição para Ryan Lochte também engloba a retirada do salário mensal pago pelas entidades esportivas dos Estados Unidos. O atleta perderá também o financiamento a que tem direito por ter conquistado uma medalha de ouro durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Ryan Lochte terá ainda de realizar 20 horas de serviço comunitário.
Os outros três atletas – Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen – também foram suspensos das competições de nacionais e internacionais, representando os Estados Unidos, por um período menor: quatro meses. Além disso, eles vão perder, durante esse perío­do, seus salários mensais e o direito de acesso a instalações de treinamento do Comitê Olímpico dos Estados Unidos. Os quatro nadadores também não serão admitidos na comitiva de atletas que visitará o presidente Barack Obama, após o encerramento dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro (ABr).

Obama se encontra com líder filipino

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou uma reunião informal com seu homólogo das Filipinas, Rodrigo Duterte, após ele chamar o norte-americano de “filho da p…”, causando tensão diplomática. A rápida reunião aconteceu antes de um jantar de gala no âmbito da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), encerrada ontem.
As declarações fizeram com que Obama cancelasse um encontro bilateral marcado para a última terça-feira. Duterte tinha sido questionado por jornalistas sobre o que diria para Obama caso o norte-americano criticasse a política de tolerância zero contra o tráfico de drogas adotada pelas Filipinas, a qual tem gerado execuções extrajudiciais de criminosos.
“É bom você não interferir, senão, filho da puta, vou te fazer pagar por isso”, respondeu. Duterte, desculpou-se no dia seguinte. Em uma declaração lida por seu porta-voz, o líder admitiu que seus “fortes comentários” provocaram “preocupação e angústia”. Autoridades diplomáticas filipinas garantem que as relações bilaterais entre Filipinas e Estados Unidos seguem fortes.
Nos últimos dois meses, a polícia filipina matou mais de 2 mil pessoas suspeitas de produzirem ou traficarem drogas. As execuções chamaram a atenção de outros países, como os Estados Unidos. Aos 71 anos de idade, Duterte foi eleito em maio e já ameaçou também retirar as Filipinas da ONU (ANSA).

 
 

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