Geral 08/12/2016

Ter carro ainda é símbolo de status, diz especialista em mobilidade

A quantidade de carros em circulação se elevou e foram criadas novas ruas, que se tornaram, desordenadamente, cheias e caóticas.
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Os governos precisam conscientizar a população para que priorize o transporte público, disse ontem (7) o pesquisador da Universidade Técnica de Berlim, Marcus Jeutner, ao participar, em São Paulo, do Seminário Desafios Contemporêneos: Empresas, Mobilidade Urbana e Direitos Humanos, promovido pelo Instituto Ethos

“As pessoas querem ter um carro porque é um símbolo de status. Elas querem mostrar para os vizinhos que podem ter, financiar um carro”, afirmou.
Especialista em mobilidade urbana, o alemão Jeutner é autor de estudo sobre o assunto, produzido na cidade de Chennai, na India. “Os carros são bons, eu gosto de dirigir. Mas estamos aumentando custos e causando problemas. É uma questão de educação, explicar [à população] que o uso do carro é pior”, disse. Jeutner é defensor do conceito de cidades inteligentes, que apresentam áreas dedicadas à circulação de pessoas a pé.
Segundo a última pesquisa feita em Chennai, em 2008, 26% da população opta por ônibus, 25% utiliza motocicleta, 6% prefere carro e 5% anda de trem. A maior parcela, 28%, anda a pé, já que o custo do transporte público ainda é alto para grande parte dos indianos. “As pessoas não gostam do transporte público, se puderem pagar, preferem o transporte individual como motocicleta”, disse ressaltou.
Em comparação, na capital paulista, a circulação dos automóveis reduziu 1,3%, passando de 80,2% em 2014 para 78,9% no ano passado, segundo estudo divulgado pela CET. O percentual de motocicletas aumentou 1,2%, um salto de 15,1% em 2014 para 16,3% no ano passado. O especialista concluiu que a intermodalidade “é uma dor de cabeça” para o gestor público, já que o seu mau funcionamento está entre as razões que mais afastam os usuários.
Com aumento de renda da população, a quantidade de carros em circulação elevou e foram criadas novas ruas, que se tornaram, desordenadamente, cheias e caóticas. Tanto em São Paulo, quanto em Chennai, o transporte público com intermodalidade são as melhores alternativas ao carro. “Pensem na perda de produtividade das pessoas que estão travadas no trânsito. Elas poderiam brincar com o filho, estudar, trabalhar. Isso causa impacto muito grande na economia global”, afirmou o especialista (ABr).

Tabagismo atinge quase 25% da população europeia

O fumante passivo fica exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça do tabaco.
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Uma em cada quatro pessoas com 15 anos ou mais na União Europeia é fumante. Mais de 20% da população é de fumantes passivos, expostos diariamente ao fumo de tabaco. Os dados foram divulgados ontem (7) pelo Escritório de Estatística da União Europeia (Eurostat). Em 2014, três quartos da população europeia acima de 15 anos (76%) não fumava; quase 20% fumava diariamente e 4,7% afirmavam fumar ocasionalmente. As informações são do European Health Interview Survey, que tem como alvo a população com 15 anos de idade e acima.
Segundo a OMS, o consumo de tabaco na Europa é responsável por 1 milhão e 200 mil mortes anuais, número que tende a chegar aos 2 milhões.
Suécia e Reino Unido têm a menor percentagem de fumantes, com 16,7% e 17,2%, respectivamente. Bulgária e Grécia são os países com maior percentual de fumantes, com 34,7% e 32,6%. Em Portugal, a taxa de fumantes acima de 15 anos é de 20% da população.
O percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando uma expressiva queda nas últimas décadas em função das inúmeras ações desenvolvidas pela Política Nacional de Controle do Tabaco. Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante. Em 2015, a Vigitel mostrou que este percentual havia caído para 10,4%. No período de 1989 a 2010, a queda do percentual de fumantes no Brasil foi de 46%, com cerca de 420 mil mortes evitadas.
Em todos os Estados-Membros da UE a proporção de fumantes é mais elevada entre os homens do que entre as mulheres. Entre os europeus, a taxa é de 28,7% de fumantes entre os homens e de 19,5% entre as mulheres. O fumante passivo fica exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça do tabaco. São cerca de 4 mil compostos, dos quais mais de 200 são tóxicos e cerca de 40 são cancerígenos. Na UE, cerca de 1 em cada 5 pessoas (21,6%) com 15 anos de idade ou mais é fumante passiva (ABr).

Trump é eleito ‘personalidade do ano’ pela Time

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito a “personaldiade do ano” de 2016 pela revista Time. O título da revista é concedido à pessoa que mais influenciou o mundo, para melhor ou para pior. Havia 11 finalistas ao título, mas a Time informou que a decisão foi “inevitável” após a vitória de Trump nas eleições de 8 de novembro contra a democrata Hillary Clinton.
“No caso de Trump, ele fez o mundo melhor ou pior? Seu desafio é que o país está profundamento dividido sobre esta resposta”, comentou a revista Time, que o definiu como o “presidente dos Estados Divididos da América”. “É uma grande honra”, comentou Trump, em entrevista à rede NBC.
O magnata se candidatou à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano, do qual desbancou seus principais nomes nas primárias. Visto como vencedor “improvável” e centro de uma série de polêmicas, Trump conseguiu ser eleito por número de delegados, enquanto Hillary venceu no voto popular. Sua eleição gerou preocupação no mundo tudo, pois toda sua campanha eleitoral foi marcada por promessas isolacionistas e xenofóbicas (ANSA).

Trabalhadores imigrantes cresceram 131% de 2010 a 2015

A maioria dos trabalhadores imigrantes no Brasil é haitiano.
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Entre os anos 2010 e 2015, os trabalhadores imigrantes aumentaram em 131% a presença no mercado de trabalho formal, passando de 54.333 em 2010 para 125.535 em 31 de dezembro de 2015, segundo os dados da RAIS. Apesar desse crescimento, os trabalhadores imigrantes correspondem a menos de 0,5% da força de trabalho no mercado formal.
No entanto, entre outubro de 2015 até junho de 2016, pela primeira vez na década atual e desde o começo da crise econômica, os imigrantes passaram a ser afetados também com a perda de emprego.
Os dados foram divulgados ontem (7) pelo Relatório Anual 2016 – ‘A inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro’, do Observatório das Migrações Internacionais, parceria entre o Ministério do Trabalho e a UnB. De acordo com os dados do Caged, de 2010 a 2015, a tendência entre o número de admissões e demissões dos trabalhadores imigrantes era de saldos positivos.
Ao contrário do que ocorreu nos países do Hemisfério Norte, onde a crise econômica afetou primeiramente os imigrantes, no Brasil, até os nove primeiros meses de 2015, com o país já vivendo uma crise econômica, o número de admissões de imigrantes no mercado de trabalho formal superou o de demissões. Em 2015, o número de admitidos alcançou 54.086 e o de demitidos, 48.039.
O relatório mostra que, desde outubro de 2015 até junho de 2016, a movimentação dos trabalhadores imigrantes no mercado formal teve balanço negativo, com o número de demissões superando as admissões. Esse saldo sinaliza que, pela primeira vez na presente década, desde o início da crise econômica, os imigrantes passaram a sofrer com o desemprego. No primeiro semestre de 2016, foram admitidos 19.734 imigrantes e demitidos 24.965 (ABr).

‘Europa precisa de um líder’, critica papa Francisco

“A Europa precisa de um líder, um líder que siga adiante”, disse o Pontífice.
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O papa Francisco afirmou que a Europa “precisa de um líder” e acusou o continente de “não levar a sério” a promessa feita após a Primeira Guerra Mundial de evitar novos conflitos. “Aquela frase ‘guerra nunca mais’ acredito que foi dita com sinceridade após a Primeira Guerra Mundial por Schuman, De Gasperi, Adenauer… Mas, nos dias de hoje, faltam líderes. A Europa precisa de um líder, um líder que siga adiante”, disse o Pontífice.
A declaração foi dada em entrevista à revista semanal católica belga “Tertio”, publicada por ocasião da conclusão do Jubileu e divulgada ontem (7) pela Santa Sé. “A frase ‘guerra nunca mais’ nunca foi levada a sério, porque, depois da Primeira, teve a Segunda, e esta Terceira que estamos vivendo, despedaçada. Estamos em guerra. O mundo está fazendo a Terceira Guerra Mundial: Ucrânia, Oriente Médio, África, Iêmen… é muito grave”, acusou Francisco.
“Existe uma teoria econômica que não tentei comprovar, mas li em vários livros: que, na história da humanidade, quando um Estado via que seu orçamento não andava bem, fazia uma guerra e reequilibrava as próprias contas. É um modo mais fácil de produzir riqueza, mas o preço é muito alto: o sangue”, criticou o Papa, comentando sobre o centenário da Primeira Guerra Mundial (ANSA).

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