
Hub de pesquisa, educação e tecnologia inclusiva para capacitação empreendedora já impactou mais de 15 mil empreendedores em todo País
Tem aqueles que empreendem por necessidade, para outros, é uma oportunidade de ouro. Independente do lado que se esteja, abrir o próprio negócio é desafiador e requer aprendizado. Manter uma empresa em pé e ultrapassar o tempo de sobrevivência, já está provado que são poucos os que conseguem chegar.
Dados do Sebrae mostram que a taxa de falência das empresas é mais alta nos dois primeiros anos de atividade, cerca de 48% delas fecham as portas nesse período, principalmente por falta de organização financeira. Outro dado chama atenção, mais de 60% delas sobrevivem até o quinto ano de fundação, revelou o IBGE.
Inquieta e inconformada com estes números, a empresária santista, Paula Esteves, saiu na frente para mudar este cenário desafiador. Pesquisadora e docente, ela criou o Instituto WorkLover, uma organização sem fins lucrativos que transforma o empreendedorismo por necessidade em oportunidade. Com um tripé desenhado e ancorado em experiência, conhecimento, gestão financeira, tecnologia inclusiva e pesquisa, a empreendedora acredita que seu trabalho impactará na redução da mortalidade dos pequenos negócios no Brasil e, consequentemente, no aumento da receita.
“Ao ouvir dezenas de histórias, percebi um padrão de erros recorrentes. Negócios sem propósito claro, contas pessoais misturadas com a da empresa, além de falta de planejamento e organização financeira. O empreendedor precisa organizar as finanças antes de buscar crédito, entender que o recurso não está estritamente ligado a aumento de faturamento, pelo contrário, está associado em muitos casos ao risco de inadimplência e queda de sustentabilidade.”, explica a especialista.
Com base em resultados comprovados, a educação individualizada — apoiada em metodologias práticas e mentorias — pode ser escalada com qualidade e impacto. Essa evidência levou governos e parceiros a adotarem a formação empreendedora antes do crédito como Política Pública no Estado de São Paulo, beneficiando milhares de microempreendedores.
Após passar por uma grave intercorrência de saúde que quase ceifou sua vida, Paula decidiu que dedicaria seu trabalho para ajudar outros empreendedores e, assim, deixar um legado. Foi a partir desses gatilhos que criou o Método P, inspirado nos 4 Ps do marketing de Philip Kotler e expandido para os 12 Ps do empreendedorismo. “Além de aplicação do método, o Instituto atua como um hub que conecta governos, empresas e comunidades, sendo possível oferecer educação individualizada”, diz.
Nos últimos cinco anos, a executiva já realizou mentoria para mais de cinco mil empreendedores no Brasil, sobretudo em áreas de alta vulnerabilidade social. Da sala de aula, ao propósito claro de fomentar o empreendedorismo de necessidade em oportunidade. É desta forma, atrelando conhecimento e tecnologia, que Paula leva educação para todos os cantos do País, passando pela periferia até chegar à política pública. “Com educação temos o aumento rápido de faturamento e queda da inadimplência”, assessora a empresária que já trabalhou para a FGV, Itaú Personnalité e Kroll.
Inovação e tecnologia em educação empreendedora
Criadora da metodologia Stop & Go®, que combina aulas práticas e mentorias personalizadas, validada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e licenciada pela Fundação Dom Cabral (FDC), foi aplicada em escala no programa Empreenda SP para 10 mil alunos atendidos em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e com o Banco do Povo, mas o entendimento mais profundo veio com a prática em campo.
“No programa Donas de Si, em Paraisópolis, realizado em parceria com o G10 Favelas e o G10 Bank, percebi que antes mesmo de falar de capital de giro, os empreendedores precisavam de algo mais básico: separar finanças pessoais e do negócio. Muitos não tinham computador, então enviavam fotos de recibos por WhatsApp para que os mentores lançassem em planilhas. Essa experiência direta com mais de 400 empreendedores formados mostrou a raiz do problema”, conta.
No Programa Qualifica Empreenda SP, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, 35% dos empreendedores que aplicaram ao programa inicialmente, optaram por não tomar crédito. E ainda assim, houve aumento médio de 42% no faturamento das empresas logo no primeiro mês após início do programa. Já o Programa Donas de Si, cerca de 90% optaram por seguir sem crédito, mostrando que o problema não era falta de crédito, mas falta de clareza sobre o negócio. “Houve aumento médio de até quatro vezes o faturamento em apenas dois meses. Isso mostra que, com organização mínima, muitos empreendedores conseguem crescer sem endividamento”.
O Instituto já recebeu atestados oficiais de capacidade técnica do Governo de SP e executou projetos em larga escala com parceiros como o G10 Favelas, Sebrae e FDC. Esse histórico garante solidez para novos contratos e expansão nacional. Saiba mais: institutoworklover.org




