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Empreender no setor de beleza exige mais do que técnica

em Economia
quinta-feira, 23 de julho de 2026

Redação

O mercado brasileiro de estética e beleza continua entre os mais promissores para novos empreendedores e, também, um dos mais competitivos. Em um cenário de consumidores cada vez mais exigentes, abrir um salão deixou de ser suficiente: o diferencial está na experiência, na gestão e na construção de uma marca forte, recomendam especialistas.

Segundo o Sebrae, cerca de 236 mil pequenos negócios de beleza foram abertos no Brasil em 2025, com alta de 18,5% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o país segue entre os maiores mercados mundiais de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, enquanto a indústria ultrapassou US$ 1 bilhão em exportações no último ano, segundo a ABIHPEC (associação do setor).

Embora os números demonstrem um mercado aquecido, eles também refletem uma concorrência crescente. “Hoje, abrir um salão é apenas o primeiro passo. O verdadeiro diferencial está em criar uma marca forte, investir continuamente na capacitação da equipe e oferecer uma experiência que faça o cliente querer voltar. Beleza deixou de ser apenas um serviço, tornou-se relacionamento”, afirma a publicitária Juliana Guzzardi, fundadora da rede JG Beauty.

Outro movimento importante é a consolidação da presença digital como parte da experiência. Hoje, a jornada do cliente começa muito antes da visita ao salão. Redes sociais, avaliações online, facilidade para agendar horários e um relacionamento ativo pelos canais digitais influenciam diretamente a decisão de compra e a fidelização.

Para Juliana Guzzardi, o empreendedor que deseja crescer precisa enxergar o salão como uma empresa, e não apenas como um espaço de prestação de serviços. “O consumidor está muito mais informado. Ele valoriza empresas que demonstram profissionalismo em todos os detalhes. Quem entende isso deixa de disputar apenas por preço e passa a competir por valor”.