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Brasil e Itália avançam na ampliação de negócios

em Economia
quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Missão Comercial tratou de agro, bioeconomia e defesa

A maior missão comercial italiana da história (com 90 empresas) visita o Brasil, nesta semana, para discutir a evolução dos negócios entre os dois países, após o acordo UE-Mercosul. Liderada pelo vice-primeiro-ministro e chanceler Antonio Tajani, a comitiva trouxe também o presidente da ICE, agência italiana de promoção de exportações, Matteo Zoppas, otimista com o aumento da balança comercial de € 5,8 BI para € 14 BI / ano na próxima década.

“Temos perspectivas relevantes: o acordo do Mercosul prevê para a Itália um aumento para 14 bilhões de euros em exportações. Eu acredito que esse valor foi subestimado”, disse Zoppas, acrescentando: “O mais importante é essa sensação, esse clima favorável. Ouvimos empreendedores durante as rodadas de negócios dizendo que encontraram clientes em potencial, que tiveram encontros com empresários locais muito interessados”.

A missão “Costruire Futuro. Crescimento comum UE-Mercosul”, com foco na ampliação do comércio, dos investimentos e das cadeias produtivas entre Brasil e Itália, reforçou as possibilidades de ampliação das relações bilaterais entre os dois países, com aumento do fluxo de negócios nas duas direções. Os representantes do Velho Mundo passaram pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na quarta-feira, em uma plenária empresarial reunindo autoridades e representantes setoriais. Criou-se um grupo de trabalho compartilhado.

De acordo com o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa mais de mil empresas de capital italiano já atuam no Brasil, com oportunidades de expansão em áreas como agroindústria, bioeconomia e indústria de defesa. “O Brasil oferece uma política industrial bastante robusta e que tem apresentado resultados. A Itália pode contribuir decisivamente para a Nova Indústria Brasil”, destacou ele.

Já o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, frisou o crescimento das relações comerciais e defendeu uma aproximação contínua entre os setores empresariais. A proposta é realizar anualmente uma cúpula bilateral para acompanhar os resultados da parceria e solucionar entraves enfrentados pelas empresas. Tajani também apontou a necessidade de diversificar mercados diante das atuais tensões comerciais globais.

Segundo Tajani, o mercado brasileiro é prioritário para o plano de expansão comercial italiano, que busca elevar suas exportações globais de 650 bilhões para 720 bilhões de euros. O chanceler destacou o crescimento recente das trocas bilaterais, ressaltando um salto de 55,7% no intercâmbio comercial nos últimos anos e uma expansão de 22% no fluxo de trocas após o avanço do acordo interblocos.