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Saúde e lucratividade podem conviver 

em Economia
quinta-feira, 30 de julho de 2026

Em outubro de 2025, um trabalhador de 50 anos enviou uma foto pelo WhatsApp que mudou o seu histórico médico recente. A imagem mostrava o visor do seu glicosímetro marcando 448, um nível quatro vezes acima do normal. A resposta da equipe de enfermagem que recebeu o alerta levou apenas alguns minutos, orientando o paciente a ir imediatamente ao pronto-atendimento. Ele recebeu a insulina necessária e teve alta no mesmo dia, sem precisar de internação.

Quando os índices de açúcar no sangue atingem esse patamar, o corpo inicia um processo de intoxicação severa cuja evolução para uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) costuma ocorrer em poucos dias. No setor privado de saúde, o custo de uma internação por descompensação grave de diabetes varia entre R$ 8 mil e R$ 25 mil. O custo da mensagem de texto que interceptou a crise foi zero.

Este cenário ilustra um movimento mais amplo que especialistas estão chamando de medicina do futuro, onde a inteligência artificial, aplicativos de mensagens e a análise preditiva de dados saem dos laboratórios e passam a ditar o ritmo da saúde corporativa. O caso faz parte de um levantamento de trajetórias clínicas reais acompanhadas continuamente pela plataforma de saúde Axenya, principal healthtech do Brasil em gestão de saúde corporativa.

“Durante anos, a sinistralidade foi tratada como um custo externo, discutido só no reajuste anual. Essas trajetórias mostram que boa parte das internações de alta complexidade pode ser interrompida semanas antes, com um único dado captado na hora certa. Não estamos reduzindo custo depois da crise, estamos impedindo a crise”, destaca Aline Pasiani, diretora médica da Axenya.