Velocidade menor levará à redução de 250 mortes

O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, disse ontem (15) que medidas de mobilidade adotadas na capital paulista, como as reduções de velocidade nas marginais, terão um custo político.

“Mas que vale a pena, porque só este ano a cidade de São Paulo vai ganhar 250 vidas”, afirmou. E que a implementação das medidas levará à redução de 250 mortes no trânsito este ano. De acordo com a CET, no ano passado, 1.249 pessoas morreram por causa de acidentes de trânsito no município.
Além disso, a redução de lesões no trânsito libera 60 leitos hospitalares por dia no SUS. “A partir desse dado, começamos a tomar medidas que não estão sendo fáceis, porque o usuário do carro, entre a sua segurança e a velocidade, uma boa parte prefere a velocidade. Tem um problema profundo cultural, que temos que mudar. Há grupos organizados na cidade que não deixam a mudança acontecer”, disse Jilmar.
Segundo a coordenadora de projetos de Saúde e Segurança viária do WRI Brasil, Marta Obelheiro, o país registra 116 mortes no trânsito por dia. “As pessoas ainda não despertaram e isso não gera a comoção que deveria. É como se fosse a queda de um avião por dia”. Por isso, de acordo com Marta, a OMS recomenda a velocidade máxima de 50 km/h em vias urbanas. Cidades como Tóquio, Londres, Nova York, Paris e Chicago já adotam há anos essa velocidade máxima. No caso da França, que promoveu a mudança na década de 90, foram evitadas 580 mortes em dois anos. Recentemente, Paris iniciou a discussão e reduziu ainda mais a velocidade, de 50 km/h para 30 km/h. “Em alta velocidade, a pessoa tem menos tempo de reagir e evitar a colisão”, explicou (ABr).

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