
Rede, cloud, segurança e acesso aos sistemas estão entre os pontos que precisam trabalhar juntos para manter uma boa experiência, estejam os funcionários no escritório ou fora dele
trabalho híbrido exige que funcionários consigam acessar sistemas, arquivos e ferramentas corporativas de diferentes locais com desempenho e segurança. Para isso, a estrutura precisa ser pensada além da velocidade da internet. Um exemplo recente mostrou como diferentes serviços podem depender de uma mesma camada de infraestrutura: em 31 de agosto, uma falha em uma configuração central de autenticação da Microsoft afetou o Outlook e outros serviços do Microsoft 365, incluindo Teams, OneDrive e SharePoint, deixando usuários com problemas de acesso durante horas.
“Ter uma conexão rápida é importante, mas não garante, sozinha, uma boa operação. É preciso dimensionar a rede para a quantidade de usuários e aplicações, ter caminhos alternativos quando houver uma falha e controlar como cada pessoa chega aos sistemas da empresa. Se um desses pontos não estiver preparado, o problema pode aparecer como uma simples lentidão, quando na verdade existe uma questão de infraestrutura por trás”, explica Sérgio Tani, Pre Sales Analyst da Unentel.
Um primeiro passo é avaliar a capacidade da rede. Não basta contratar mais banda sem entender como ela é utilizada. Videoconferências, sistemas corporativos, armazenamento em nuvem e outras aplicações consomem recursos diferentes e podem gerar picos de tráfego. No escritório, também é preciso observar a cobertura e a capacidade do Wi-Fi: uma rede que funciona bem com poucos usuários pode apresentar queda de desempenho quando dezenas de dispositivos entram simultaneamente.
A conexão com a nuvem merece atenção semelhante. Quanto mais sistemas críticos estão hospedados em ambientes cloud, maior é a dependência da comunicação entre usuário, rede e aplicação. Por isso, soluções de gerenciamento de tráfego e conectividade, como SD-WAN, podem ser utilizadas para direcionar aplicações pela conexão mais adequada e melhorar o desempenho da operação. A empresa também pode trabalhar com redundância de links, mantendo uma segunda conexão disponível para assumir a operação caso a principal apresente uma falha.
Segurança precisa estar integrada a essa estrutura. O acesso remoto deve considerar autenticação, permissões, dispositivos utilizados e proteção das informações que circulam entre o funcionário e os sistemas corporativos. Isso inclui VPNs, controles de acesso e monitoramento da rede. Outro cuidado é estabelecer um plano para situações de indisponibilidade: saber quais sistemas são prioritários, quanto tempo a operação pode ficar parada e quais recursos podem assumir o lugar de uma conexão ou equipamento com problema.
“Antes de contratar uma solução, a empresa precisa descobrir onde estão seus pontos críticos. Quantos usuários dependem daquela conexão? Quais aplicações não podem parar? Existe uma segunda rota de acesso? O Wi-Fi suporta a quantidade de dispositivos? Como os funcionários são autenticados? Esse diagnóstico permite combinar conectividade, gestão de rede e segurança de acordo com a operação, em vez de simplesmente aumentar a velocidade da internet e esperar que todos os problemas desapareçam”, afirma o especialista.
Trabalho híbrido é adotado por 86% das empresas no Brasil | Jornal Empresas & Negócios




