Como um e-commerce esotérico se tornou uma startup milionária

Para desenvolver uma startup precisa de muito mais que uma boa ideia. O processo de criar uma solução inovadora envolve estudar o mercado e resolver o problema de um determinado nicho. O caminho normal de uma startup segue os seguintes passos: identificar um problema, criar um protótipo (conhecido como MVP) e então conseguir investimento anjo para lançar a solução e escalar os serviços da empresa.

A solução geralmente vem em forma de tecnologia e conteúdo, como aplicativos e sistemas. Durante essa trajetória, é sabido pelas empresas de Venture Capital, que apenas 1 a cada 6 startups no mundo conseguem alcançar sucesso, 5 morrem ainda no primeiro ano. Com o objetivo de hackear esta estatística, seguindo um movimento inverso ao usual, Daniela Vianna e Guilherme Verri, empreendedores natos, inovaram na própria estratégia de lançamento da empresa.

De forma bastante ousada, a dupla não começou pelo desenvolvimento de um app, seguido pela busca do investimento – como de praxe neste ecossistema -, ao invés disso, lançaram a Ephemeris Co como uma loja de e-commerce, que na primeira semana já entregava mundialmente um produto tangível, feito sob demanda. O mercado? O de astrologia, um dos mercados que mais cresce no Brasil e no mundo.
Daniela Vianna, CEO e co-fundadora, conta que o primeiro passo rumo ao que se tornou uma startup milionária, não foi identificar o problema mas sim o mercado e a partir disso oferecer um produto para aquele mercado, analisando como ele reage, compra e funciona. E só então, a partir deste entendimento granular (e remunerado), expandir para a oferta de conteúdo e serviços, que têm o processo de desenvolvimento mais custoso e demorado. A estratégia funcionou.

Em menos de seis meses, a empresa que até então se autofinanciou, recebeu aporte de investidores e já fatura mais de U$ 1 milhão por ano: “Nosso sucesso como E-commerce nos permitiu a criação de uma base fiel de consumidores de produtos que agora passam a ser também consumidores de conteúdo via aplicativo e assinaturas online. O que a gente fez, com sucesso, foi o caminho reverso, ao invés de começar com um app, começamos com o produto tangível.

Isso nos permitiu não só nos autofinanciar como também, paradoxalmente, nos tornou muito atrativos aos olhos de investidores, acelerando nossos planos como startup. Com a marca consolidada e um fluxo de caixa saudável, passamos agora a desenvolver outras tecnologias para as duas pontas do mercado, os amantes da Astrologia e os Astrólogos, fazendo também o link entre elas, capacitando aqueles que querem se tornar astrólogos, tarólogos, e numerólogos em geral com o aplicativo, cursos, comunidades e sessões específicas”, aponta Daniela.

A Ephemeris hoje possui três linhas de produtos disponíveis no seu website (www.ephemeris.co), colares, pulseiras e posters customizados com o mapa astral do cliente, acompanhados por relatórios completos e aprofundados contendo a interpretação do mapa, lunação e o movimentos planetários ocorridos no dia do nascimento. Atualmente a empresa entrega cerca de 1500 unidades mensais, distribuídas para todo o mundo. A tecnologia é brasileira e a produção é toda feitas nos Estados Unidos.

Mas o objetivo dos sócios é ir além. Para dezembro, a empresa lança uma caixa mensal disponível para assinantes, contendo produtos selecionados para ajudar no alinhamento com os movimentos astronômicos daquele mês. A partir de janeiro já será possível fazer parte da assinatura online, recebendo meditações, guias personalizados e conteúdos curados via email e aplicativo; com esta bagagem e força de vontade, o futuro já está traçado.

Daniela Vianna é empresária, empreendedora serial e estrategista de marketing. Atualmente é CEO da Ephemeris.Co, a startup que desenvolveu ferramentas inteligentes para criação de artes personalizados e está revolucionando a maneira como o mundo pensa e consome produtos e serviços relacionados à astrologia.
Teve premiações importantes durante competições de negócios como o primeiro lugar na Batalha de Startups e no Startup Weekend, que a levaram a se tornar mentora da aceleradora Americana TechStars.

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