Bosch conecta máquinas e processos para criar a fábrica do futuro

O futuro das fábricas passa pela conectividade e pela inteligência artificial, assim, as únicas coisas fixas serão os pisos, paredes e tetos. Com isso, a fábrica será capaz de se reinventar conforme a necessidade e de forma constante, além de ser guiada por uma configuração que pode produzir milhares de produtos e com diferentes variantes sem a necessidade de adaptações complexas e de alto custo.

Para garantir o processamento de dados e a conexão, fundamentais para a competitividade de uma companhia, é necessário a adoção de tecnologias e soluções que auxiliam na eficiência operacional, otimização de processos, aumento de produtividade e na manutenção preditiva.

A Bosch, pioneira na Indústria 4.0 e com expertise em AIoT (união de Internet das Coisas com Inteligência Artificial), construiu um portfólio extenso ao otimizar suas próprias fábricas com tecnologias baseadas em sensores, softwares e serviços para, então, levar o seu know-how para o mercado e apoiar na transformação digital de todos os elos da cadeia produtiva.

Dentro do conceito de Indústria 4.0, é possível aumentar a produtividade em instalações individuais em até 25%. Portanto, a conectividade é essencial para qualquer empresa que queira permanecer competitiva nos dias atuais, visto que além de melhorar o processo de fabricação, também permite que as empresas respondam de maneira ágil e adequada às mudanças mercadológicas.

Um dos grandes desafios para a implementação dos conceitos de Indústria 4.0 no Brasil é a realidade da indústria nacional, principalmente nas pequenas e médias empresas, que em grande parte possuem parque fabril antigo, com baixo grau de automação e de conectividade industrial.

Diante dessa realidade, a Bosch tem investido em soluções de retrofit para possibilitar que o setor industrial brasileiro consiga conectar suas máquinas de forma mais rápida e econômica.

Com sensores, um software adequado e um gateway de internet, é possível implementar conectividade em linhas de produção já existentes, incluindo soluções como: manutenção preditiva, monitoramento das condições e comunicação máquina a máquina.

Com o objetivo de modernizar as linhas de produção já em operação de alguns fornecedores, em 2021, a Bosch lançou o projeto Indústria 4.0 Smart Retrofit.
A iniciativa conta com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e visa alavancar a performance de processos industriais relevantes por meio da utilização de soluções de I4.0 associadas à cultura de melhoria contínua.

Ao todo, 18 parceiros da cadeia de suprimentos automotivos aceitaram o convite para participar do projeto que tem duração de 36 meses e consiste em conectar máquinas e processos existentes dentro do conceito de Indústria 4.0.

“A nossa meta é alavancar a performance de processos industriais dos nossos fornecedores”, diz Giulianno Ampudia, diretor de Compras, Qualidade e Desenvolvimento de Fornecedores da Bosch América Latina. “As soluções de Indústria 4.0 para cada parceiro da cadeia de suprimentos são escolhidas com base nos principais problemas encontrados na manufatura, por meio de um mapeamento de processos realizados por especialistas da Bosch”, explica Julio Monteiro, diretor Industrial da Bosch.

No projeto piloto, implementado na Rudolph, foi possível observar uma melhora entre 30% e 50% na redução de custos de manutenção, diminuição dos índices de defeitos e aumento da produtividade. Essa solução conta com uma base de dados estruturada e sua arquitetura pode ser replicada em diversos processos de manufatura.

Do ponto de vista tecnológico, esse projeto utilizou conceitos de manufatura enxuta (Lean), Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA).

A otimização das tecnologias, equipamentos e ferramentas permite melhor visualização de toda a cadeia produtiva. “Com isso, a Bosch entende que as decisões de produção, logística e de fornecimento acontecerão de forma mais segura e rápida, garantindo a minimização de custos, ganhos de eficiência e o aumento da produtividade e competitividade”, finaliza Ampudia. Fonte: (www.bosch.com.br).

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